sábado, 21 de abril de 2012

A ESPERA DO AMOR





Era um momento de grande tensão, porque Elizabeth tinha consciência que dependendo da resposta de Fláviano haveria uma mudança radical na relação entre ela e o seu pai, e Flaviano sabia disto, por esse motivo procurou falar com muita cautela:
 O seu pai te ama muito, o que ele fez foi só pensando em te proteger, e...-  mas foi interrompido por Elizabeth que estava no limite de suas forças e argumentou :
- Por favor Fláviano! fale logo o que aquele homem contou pra você sobre o desaparecimento de Egídio? – o rapaz respirou fundo e começou a falar tranquilamente:
-  Tudo bem! o tal homem falou que foi o seu pai que mandou ele investigar tudo sobre Egídio.- mais uma vez foi interrompido:
- Qual o motivo de tanta perseguição?- perguntou Nice muito revoltada.
- O que deu pra entender, foi que Sr.Albino não aceita Egídio como genro pela sua situação financeira.- tentou explicar Sr.João.
- E porque o senhor está dizendo isso?-  Elizabeth só queria ter certeza.
- Pela carta e o dinheiro que ele mandou entregar a Egídio do dia que foram na oficina.-
- O que dizia a carta? - mais uma pergunta da moça.
- O que está escrita na carta, só vamos saber quando conversar com Egídio, mas o dinheiro era para que ele sumisse de sua vida. – disse Fláviano olhando fixamente para Elizabeth, que  levantou- se rapidamente e se dirigiu até a janela para respirar, parecia sufocada:
- Eu não queria acreditar que meu pai fosse capaz de tanta sujeira, e que mais o homem falou?  Perguntou Elizabeth visivelmente abalada.  Preocupada com a amiga, Nice se aproximou a abraçou e falou carinhosamente:
 -  Betinha, deixe o resto pra depois, vamos comer alguma coisa , está tudo bem agora.-  Ela deu um sorriso sem graça e abraçando a amiga e falou:
- Me desculpe, eu sou egoísta, vocês estão com fome, e eu só estou pensando só em mim. -

Marly aproveitou a ocasião e como estava realmente com fome, sugeriu:
- Vamos todos para mesa, a comida está uma delicia, depois terminamos a conversa no jardim. - Todos concordaram imediatamente,  e se dirigiram para a outra sala.
Durante o almoço só o ruído de talheres se ouvia e Marly como sempre com o seu jeito atrevido se levantou e disse:
- Meu Deus! Que silencio, parece que morreu alguém, vou colocar uma musica para alegrar o ambiente.  - todos foram obrigado a rir, ela foi até o aparelho de som e colocou uma musica muito melancólica  , e Nice falou sorrindo :
-  Com essa escolha de musica, coitada de Betinha!  Vai ficar mais triste. -  Elizabeth começou a sorrir e falou para Marly:
- Valeu a intenção, o resultado foi positivo, mesmo assim vou esperar por vocês lá fora.-  levantando-se foi para o jardim.
Meia hora depois quando todos se encontravam sentados no jardim e o vento balançava as folhas das arvores deixando a tarde mais fresca e tudo parecia tranquilo, uma pergunta acabou com a magia daquele momento:
- Agora Fláviano posso saber o que aconteceu realmente com Egídio e porque está se escondendo? -  insistiu Elizabeth.
-  Pelo que eu entendi o Sr. Albino só queria assustar Egídio, e imaginou que ele só estava interessado em seu dinheiro e quis tirar a prova. -   Elizabeth ficou de pé e perguntou:
- Não entendi, tirar a prova, ameaçando e assustando as pessoas?. –
- Quando eu disse ao homem que ia chamar a policia, ele resolveu me contar tudo. – falou Fláviano já querendo acabar com aquele assusto.
Sr.João resolveu intervi e facilitar na conclusão do assunto:
- Na verdade os dois bandidos ofereceram o dinheiro para Egídio, como ele não aceitou , jogaram ele no trem e ameaçaram o matar caso ele voltasse. -
- Coitado de Egídio imagine como ele deve ter ficado. - disse Nice.
- Mas quero deixar bem claro, Sr.Albino está pensando que Egídio aceitou o dinheiro e voltou para sua cidade.-  falou Flaviano preocupado com Elizabeth.
-Como você pode garantir que é verdade?. – perguntou Marly.
 - Eles confessaram que ficaram com o dinheiro de seu pai, Sr. Albino foi enganado.
- Bem feito, meu pai não é nenhum santinho, e agora mesmo vou ter uma conversa seria com ele. -   disse Elizabeth se despedindo dos amigos.
- Vamos  te levar em casa. -  falou Sr.João pegando Nice pela mão.
- Amanhã você vai com agente buscar Sr. Oscar na estação? -  perguntou Nice.
- Claro, quero está presente quando for buscar Egídio.-  disse Elizabeth sentando no banco traseiro do carro.
Já era quatro horas da tarde quando o carro parou em frente a casa do Sr.Albino.
Elizabeth beijou Nice, agradeceu a Sr.João , abriu o portão e entrou rapidamente.
Mariana parecia preocupada, e ao vê-la falou :
- Onde você estava Betinha,  o seu pai está desesperado . –  olhando fixamente para Mariana, desconfiada que talvez ela estivesse sabendo de tudo, falou:
- Ele vai ficar desesperado agora, onde ele está?
















 Continua...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

EM BUSCA DA VERDADE!



Na verdade Flaviano já tinha notado que havia um carro os seguindo, mas preferiu não dizer nada para não causar panico, com certeza as mulheres iriam ficar assustadas.
Com o pretexto que iria buscar a bolsa que Marly se esqueceu do carro, Flaviano  resolveu dá um flagrante nos homens misteriosos, era a chance que precisava para esclarecer de uma vez por todas a participação de Seu Albino com fato de Egídio está desaparecido.  Sabia que era arriscado, o certo era chamar a policia, mas não podia perder tempo, com muita cautela procurou um local onde pudesse observar o carro sem ser notado e ficou esperando o momento oportuno, para surpreender os homens, afinal de contas eram dois contra um. Depois de alguns minutos de uma longa espera, um ruído estranho o chamou atenção, com muito cuidado  saiu do seu esconderijo para ver do que se tratava, quando viu um dos homens tentado abrir a porta do carro de seu João, ah! Aquela cena o deixou revoltado, e sem pensar  correu até o homem o segurou pelo paletó e com muita raiva, o perguntou:
- O que você está procurando ai rapaz?- O homem muito nervoso respondeu:
- Me desculpe, eu me atrapalhei, pensei que era meu carro. -  Seu João preocupado com a demora de Fláviano, resolveu ir procura-lo, foi no exato momento que o outro homem se aproximava para ajudar o seu comparsa, mas quando viu Seu João, voltou para o carro e fugiu.
- Meu Deus, porque está brigando com esse homem Fláviano? -  Perguntou Seu João procurando separar os dois, mas quando encarou o  homem falou surpreso:
- Mas esse é o  sujeito que foi na oficina pedir a Egídio para consertar o seu carro, no dia do seu desaparecimento.-  O homem respondeu apavorado:
-O senhor está enganado, não sei de nada. -  Foi então que Fláviano o segurou com mais força e falou entre dentes, demostrando determinação:
- Você vai falar tudo que sabe, ou eu chamo a policia. -  Desmoutou o homem e ele falou:
-  Por favor eu falo tudo, mas não chame a policia.-   Sem oferecer resistência  entrou no carro com Fláviano, enquanto Seu João foi chamar as três moças, afinal não tinha clima para comer, o que importava agora era  colocar tudo em pratos limpo.
Sem entender nada, Elizabeth, Marly e Nice acompanharam Seu João de volta ao carro.  E ao notar um estranho sentado no banco traseiro do carro com  Fláviano cuja a expressão não estava nada agradável,  Marly  preocupada  indagou:
- Quem é esse homem amor? Sem dá muitas explicações, Fláviano respondeu:
-Quero que vocês pequem um taxi e nós espere na minha casa, daqui a pouco eu chego lá. –
- Mas o que está acontecendo?  É alguma coisa referente a Egídio? . - Perguntou Elizabeth?
- Prometo que explico tudo mais tarde, agora  vão em paz.- Tranquilizou Fláviano.
Enquanto o carro se afastava com os três homens, Elas ficaram paradas sem entender muita coisa, mas imaginavam mas o menos do que se tratava.

Três horas se passaram e Nice preparou o almoço, mas ninguém quis comer, esperando a chegada de Fláviano e Seu João. Marly na janela não tirava os olhos da rua, Elizabeth recostada no sofá estava calada, mas parecia orar para que tudo terminasse bem. Estava se sentido responsável por tudo que estava acontecendo.
A espera chegou ao fim, e o carro parou diante da casa, Marly correu para fora aliviada ao ver seu noivo sã e salvo, Elizabeth segurou a mão de Nice com firmeza como se pedisse força.
Entram todos em silencio, Fláviano se dirigiu até Elizabeth segurou a sua mão e falou com carinho:
- Venha! Vamos conversar as coisas já estão se esclarecendo. - A moça balançou a cabeça.

Fláviano começou sua narrativa falando sobre a perseguição dos dois homens e na ideia que teve para os pegar em fragrante e queria ter certeza da participação deles no desaparecimento do amigo, que foi confirmado com a chegada de Seu João que reconheceu o homem.
Elizabeth escutou tudo atentamente, até que não conseguiu mais esperar e fez a pergunta que todos gostariam de fazer, mas não tinham coragem:
-  Diga Fláviano o meu pai foi o mandante do sequestro de Egídio?







Continua...