terça-feira, 27 de novembro de 2012

TAMBÉM TE AMO!




A rua estava deserta, só se escutava o som dos carros que de vez em quando rompia a escuridão iluminando o caminho. Egídio caminhava  de cabeça baixa, seus pensamentos buscava uma saída para sua vida, uma pergunta martelava em sua mente:
 - Porque as pessoas complicavam as coisas que pareciam ser tão simples? - o amor para ser construído no coração do ser humano já é uma tarefa difícil, quando mais com pessoas torcendo contra, sabia dos risco que corria, seu Albino deixou bem claro que pretendia fazer de tudo pra destruir aquela união, provou isso quando mandou os homens intimida-lo oferecendo dinheiro para desistir da filha. Olhou para o relógio,já era tarde com certeza Flaviano estava preocupado.  
 Você saiu sem avisar aonde ia, todos ficamos preocupados.  – era seu amigo Flaviano que esperava por Egídio na esquina.
- Desculpe, fui egoísta, eu tenho tumultuado a vida de meus amigos, até meu pai deixou tudo e veio para cá preocupado comigo. – disse Egídio colocando a mão no ombro de Fláviano.
- Olha! Eu quero que você entenda uma coisa: as lutas fazem parte da vida, cada vitória ou derrota vai nós fazer crescer, são experiências para a conquista dos nossos objetivos, os quais não podemos desisti  jamais. -  falou o amigo.                                                                                  
- É justo o que o pai de Betinha está fazendo com a gente? – perguntou Egídio  aborrecido.
- Claro que não, mas vamos nós coloca no lugar do Sr.Albino. -  falou Flaviano com paciência.
- Então você está dando razão a ele? – perguntou  Egídio aparentemente decepcionado.
-Você não entendeu, vou ser mais claro:  não estou dizendo que ele esteja certo, mas coloque-se no lugar dele.  Um pai que dedicou à vida inteira para criar uma filha sozinho, e planeja o melhor para ela e de repente aparece um rapaz que que ele não conhece, interrompe os seus planos. -  disse Fluviano tentando tirar da cabeça do amigo o complexo de inferioridade.
Mas eu não planejei nada, aconteceu simplesmente, e eu quero fazer a filha dele feliz, eu quero casar com Betinha. -  disse o rapaz com sinceridade.
- Esse é o problema, o pai de Elizabeth tem que confiar no homem que vai ficar com ela para o resto da vida, e  você tem que mostrar com atitudes as suas intenções, não com ações inconsequentes, agindo como menino! - falou Flaviano                                                       
-Eu  menino? Sair da casa no meu pai com a cara e a coragem vim para cidade sem nada garantido, hoje graças a Deus estou trabalhado e tenho amigos maravilhosos, só não contava me apaixonar por uma moça de condições.- falou Egídio mostrando que ainda sentia- se inferior.
- Não tenho nenhuma dúvida que você é um rapaz de coragem, para mim você não tem que provar nada, e para o pai de Elizabeth, ele tem que confiar no caráter do futuro genro. -
Disse Flaviano tentado mostra a Egídio a responsabilidade de um casamento.
Um carro parou bruscamente  do lado deles, e uma voz muito irritada se ouviu:
- Rapaz, você quer  me matar do coração, onde você estava?- era Sr. Oscar que pelo tom das palavras, demostrava que estava chateado.
- Fui à casa de Nice conversar com Betinha, me perdoe, mas precisava tirar algumas dúvidas que estavam me atormentando. -  disse Egídio
- Será que não deu pra perceber que o Sr. Albino não está de brincadeira ele realmente quer você fora do caminho da filha dele. -  falou o pai de Egídio.
- Mas eu não vou desisti  de Elizabeth, agora eu sei que ela também me ama. -   falou Egídio determinado.   
- Não da maneira que você quer, vamos ser coerente, você está muito ansioso, e as coisas não se resolve dessa maneira. – disse Sr. Oscar.
- Foi isso que eu estava tentando falar pra ele – falou Flaviano.
- O primeiro passo é ir conversar com o pai de Elizabeth, e depois resolveremos o resto. – falou Sr. Oscar lançando um olhar de repreensão para o filho.
- Por favor papai,  deixe  avisar a Betinha, não quero fazer nada sem ela saber, amanhã cedo vou conversar com ela, e ver se ela está de acordo. -   disse Egídio olhando para o  pai.
- Tudo bem!  agora vamos dormir. -falou seu Oscar.
Egídio estava preocupado não conseguiu dormi, esperando amanhecer!

CONTINUA...


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

" DENTE POR DENTE - OLHO POR OLHO"






Depois que o seu pai saiu daquela maneira com tanta raiva, Elizabeth começou a refletir  como seria sua vida dali por diante, nunca tivera  coragem para  o enfrenta-lo sabia que ele não gostava de ser contrariado, mas o amor falou mais alto,   e se Egídio não atendesse a sua expectativa ?  e se o medo fosse maior que o amor que dizia senti  por ela?
- Gente, não  acredito no que escutei!  Não estamos nos tempos das cavernas.  - acrescentou Nice interrompendo os pensamentos de Elizabeth.
- Nunca imaginei que existissem pessoas assim, só nas novelas. -   falou Egídio indignado.
- E agora o que vocês pensam em fazer? - perguntou  Nice preocupada com o casal.
- Eu não sei! Estou confusa. -  disse Elizabeth aparentemente abatida.
- Como assim? Então você está arrependida de defender o nosso amor? – perguntou o rapaz se aproximando da moça.
- Claro que não, só queria saber se você também está disposto a encarar esse desafio. – falou a Elizabeth mais confiante.
- Estou disposto a lutar por você com todas as minhas forças, nunca mais duvide disso, certo?
Egídio sentou-se  no sofá  junto a namorada e disse com muito carinho:
-  Não consigo imaginar minha vida sem você, queria que o seu pai entendesse isso ,tudo seria mais fácil. - o rapaz falou abraçando Betinha.
- Vamos juntos monstra a ele que nosso amor é verdadeiro, ele vai mudar de ideia, você vai ver! - falou Elizabeth sem muita convicção.
- Espero que você tenha razão. -  disse Egídio apertando a namorada nos seus braços.
- Me perdoe à sinceridade, mas eu duvido, Seu Albino deixou bem claro sua preferencia: um genro rico. -   disse Nice saindo para cozinha.
Enquanto isso na casa de Sr. João, o pai de Egídio estava preocupado com o filho:
- Egídio não devia ter saído sozinho, estou ficando preocupado. -   disse ele.
- Ele foi  a casa de Nice, não aguentou esperar  até a noite para conversar com a garota.- falou Sr. João também preocupado.
- Sr. João o senhor sabe porque preferir ficar em sua casa? -  perguntou Sr. Oscar.
- Imagino que seja para que eu possa contar toda essa confusão com o seu filho, acertei?- perguntou o Sr. João.
- Exatamente! Estou abafado, preciso saber de todos os detalhes, para poder tomar minhas providencias. – era a voz de um pai revoltado com a injustiça sofrida por seu filho.
- Sei como se sente, a muito tempo sofro com a falta do meu filho que nem imagino onde  encontra-se nesse momento, mas tem que ter calma para não prejudicar ainda mais a situação. – disse o Sr. João percebendo  que a coisa iria piorar.
Olha! Sou policial a trinta anos e detesto injustiça, estou acostumado a  enfrentar situações e defender  pessoa que nem conheço  , imagine quando se trata do meu sangue? – o voz de Sr.Oscar estava  rouca.
- Estou disposto a te a ajudar, mas te peço: pense antes de tomar qualquer atitude. -  disso Sr.João colocando a mão no ombro do amigo.
- Certo! Conte-me tudo agora, depois vou fazer uma visitinha ao velho espanhol. -  acrescentou o policial com um ar ameaçador.
- Lembre-se que você não pode agir como antigamente. " Dente por dente- olho por olho." 


 CONTINUA...