sábado, 25 de maio de 2013

" SE EU NÃO TE AMASSE TANTO ASSIM! "





 Elizabeth estava pálida, um frio estranho percorreu seu corpo,  era a última coisa que desejava que acontecesse, era Egídio desistir de casar com ela, mas se a proposta do namorado fosse realmente acabar com o seu sonho, ela entenderia, afinal ninguém merecia uma namorada com um pai dominador, um pai que nem mesmo ela conhecia, que chegou ao ponto de chantagea-lo, ela iria sofrer muito mas entenderia perfeitamente a decisão dele.  Por incrível que pareça, hoje faziam oito meses que haviam se conhecido no ponto de ônibus, imediatamente se apaixonaram, foi amor pra valer, pelo menos era o que imaginara, mas nunca tiveram um dia só deles, para passear de mãos dadas, de tomar um sorvete, ir ao um cinema esta coisas que os namorados costumam fazer, foi só perseguição, ameaças  do seu Albino.
- Venha, vamos conversar naquela pracinha, tem um banco logo ali. -  disse Egídio, parecia nervoso.
Caminharam em silencio até o banco que ficava de baixo de uma arvore, o cenário era muito bonito, algumas flores lilas e branca enchiam os canteiros laterais da praça, mas nada disso alegrava a moça.
- É muito difícil pra mim falar desse assunto. -  disse o rapaz passando a mão nos cabelos.
- Seja qual for o assunto, quero que seja sincero, vou entender essa sua proposta. - falei mostrando uma força que estava longe de sentir, pelo contrario, meu coração batia tão forte parecia que queria sair pela boca.
- Parei pra pensar e refletir em tudo que está acontecendo, e cheguei a conclusão que seu pai tem razão. -  o rapaz falava sem encarar a namorada.
- Razão em que? pode ser mais claro? -   Elizabeth estava angustiada.
- Não sou o homem certo pra você, eu só estou atrapalhando a sua vida, não tenho o direito de destruir seu futuro brilhante, por um futuro inseguro ao meu lado. -
- Porque está falando essas coisa? - perguntou assustada.
- Você merece coisa melhor, um homem que te dê a vida que você está acostumada, com conforto e um futuro promissor e eu só estou causando desavenças entre você e o seu pai. - falou, dessa vez olhando fixamente para a moça.
- Eu já esperava isso, era melhor dizer de uma vez, que está arrependido, que não gosta de mim  o bastante para enfrentar meu pai. -  desabafou Betinha.
- Não é nada disso,se eu não te amasse tanto assim, nem estaria preocupado com o seu futuro. - falou Egídio bastante emocionado.
- E você já perguntou a minha opinião? -   disse a moça revoltada.
- Não, confesso que estou com medo de algum dia você arrepende-se da escolha que fizer agora.
- Mas eu vou falar tudo que está me sufocando e a decepção que me causou. - disse Elizabeth.
- Como assim? não estou te entendendo! -  Egídio estava assustado, não estava reconhecendo sua amada.
- Eu estava conformada com minha vidinha, ia me casar com Eduardo e morar em uma casa confortável   talvez até me formar em medicina, mas esses não eram meus sonhos e sim os de meu pai, mas quando te encontrei despertou dentro de mim algo muito forte, queria fazer parte da sua vida, formar uma linda família, mesmo com toda dificuldade, eu nunca pensei que seria fácil, imaginei que você também pensasse assim. - disse a moça.
- E penso! me perdoa querida, esqueça tudo que eu disse, e me responda uma coisa: ainda quer casar comigo?-   perguntou Egídio com o olhar preocupado.
O olhar de Elizabeth estava distante, estava pensativa!  o rapaz tornou a perguntar com uma linda rosa vermelha na mão:
-  Betinha quer casar com esse rapaz apaixonado?


CONTINUAÇÃO!