Quem podia imaginar que justamente naquele momento magico seria interrompido
pela pessoa que mais torcia contra aquele amor.
Quando Nice abriu porta, e viu que era Sr Albino, tentou disfarçar, não queria que o pai de Betinha encontrasse com Egídio em sua casa:
Quando Nice abriu porta, e viu que era Sr Albino, tentou disfarçar, não queria que o pai de Betinha encontrasse com Egídio em sua casa:
- Seu Albino! Que pena,
estou de saída, não vou poder atendê-lo agora. - falou imaginando que ele iria embora, mas pelo contrario, ele insistiu:
- Não precisa mentir, nem se preocupar senhorita, eu só quero conversar
com minha filha. - disse Sr. Albino visivelmente emocionado.
- Pode deixar Nice, é melhor assim. Entre, vamos conversar
papai. - Elizabeth estava com a voz
tremula, e Egídio segurava sua mão mostrando que estava ao seu lado para o que
der e vier. Mas quando Sr. Albino notou
a presença de Egídio mudou seu tom de voz:
- Não esperava encontra esse moço aqui há essa hora, pelo
visto as coisas estão muito adiantadas. - falou o espanhol com o rosto vermelho e com o tom de voz malicioso.
- Olha Sr. Albino não é o que o senhor está imaginando, ele
chegou aqui há poucos minutos antes do senhor. - disse Nice se sentindo ofendida.
- Agora isso não interessa, na realidade eu vim aqui
conversar com minha filha, se for possível
quero ficar a sois com ela.- falou o
velho acendendo o charuto.
- Tudo bem, mas eu
também preciso falar com o senhor. – disse Egídio um pouco tímido.
- Não tenho nada para conversar com você rapaz, por favor me
deixe só com Betinha. - Sr. Albino
soltou uma baforada e a fumaça se espalhou pela sala impregnando o ambiente.
- Venha Egídio, vamos tomar um cafezinho na cozinha. – disse
Nice segurando-o pelo braço.
Uma pausa se fez até o velho se certificar que ninguém
estaria escutando sua conversa.
- Filha, me perdoe pelas atitudes que tenho tomando
ultimamente, mas o que fiz foi por medo de perdê-la. - disse o pai com a voz
angustiada.
- Medo de me perder como assim? Não posso negar que o senhor sempre foi um bom pai,sou muito grata por tudo que o senhor tem feito por mim, mas eu quero ser livre para
fazer minhas próprias escolhas, e decidir me casar com Egídio. – falou Betinha
com firmeza, querendo colocar um o ponto final na conversa.
- Você não está vendo que esse rapaz não vai de dar a mesma vida confortável para fazê-la feliz?. - falou o pai de Elizabeth procurando controla-se.
- Por quê? Porque ele
não é rico ou por que Dr. Eduardo é o seu escolhido para casar comigo ?- perguntou Elizabeth, já sabendo a resposta.
- As duas alternativas estão corretas. Quais as condições
que esse rapaz tem para te dar uma vida digna e bancar sua faculdade de medica, ou construir uma família?. - disse Sr.
Albino com ar autoritário.
- Tudo na vida é com lutas, o senhor é exemplo disso, não foi fácil chegar onde está agora, e nós vamos lutar juntos. – disse Elizabeth tentando comover o pai.
- Filha, você tem tudo: uma boa casa, um rapaz do mesmo nível
que você, que te ama, e tudo que construir é seu, não tenho mais ninguém nesse mundo, só me resta você! me diga: o que te falta? - perguntou
o pai.
- Amor e respeito, preciso pelo menos uma vez na vida fazer a minha vontade, correr o risco de acertar ou até mesmo errar.
Quero ser feliz papai - disse a moça desabafando.
- Imaginei que você
fosse feliz, nunca passou pela minha cabeça que você estivesse tão insatisfeita, sempre te dei o melhor de mim. Não entendo onde errei. – disse o
pai tentando emocionar a filha.
- O senhor não errou, quem errou foi eu, deixando sempre as
pessoas decidirem por mim, tinha receio de magoar os outros, mas magoava a mim mesmo. Agora chega!
Se o senhor me ama vai concordar com a minha
decisão,e tudo vai ficar bem entre nós. – falou Elizabeth pensando que a situação iria resolver.
- Nunca! Se você se casar com esse pobretão não vai ver um
tostão da minha parte, até as propriedades que estão em seu nome vou tirar. –
falou seu Albino descontrolado.
- Sinto muito, não queria que fosse assim, pensei que o senhor fosse me compreender, sempre fiz
a sua vontade , mas agora encontrei o
homem da minha vida, e tenho direito de tentar. – disse Elizabeth com firmeza.
- Pense bem antes que
seja tarde, isso não vai ficar assim, quem brinca com fogo pode se queimar! – o pai falou com tom
ameaçador.
- Faça o que o senhor
quiser, não vou mudar de ideia .- falou
a filha com a voz cansada.
O pai de Elizabeth esmagou o charuto no cinzeiro e saiu
batendo a porta com raiva.
Egídio e Nice apareceram na sala com os olhos arregalados ,
e surpresos com atitude do velho
espanhol, então Elizabeth preocupada com a reação de Egídio, perguntou:
- Vocês escutaram a nossa conversa? -
Nice respondeu arrasada:
- Sim , não imaginava que o seu pai fosse assim. tão radical.
-
Elizabeth não tirava os olhos de Egídio, tentando observar
se realmente ele estava disposto a lutar por ela, será que valeu a pena desafia
o seu pai?
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