Apesar do cansaço, eu me sentia leve, só em está aprendendo uma profissão que gostava: ao ouvir a voz de sr. Ramos, fui ao seu encontro.
- Meu rapaz gostei de você, se continuar assim, vai ser um grande profissional, por esse motivo resolvi de dá uma oportunidade, está admitido!.- falou seu Ramos apertando a mão de Egídio.
- Quer dizer que o emprego era meu?.- perguntou o rapaz. -
- Claro, amanhã traga seus documentos. falou o patrão.
Egídio pegou lesse no colo e foi para casa feliz.
- D. Zequinha, d. Zequinha! - gritou Egídio ao entrar na pensão.
- Que aconteceu meu filho? o perguntou a senhora assustada.
- Eu tenho um emprego, e vou começar amanhã. - falou o rapaz abraçando a senhora.
- E esse cachorrinho? - perguntou d. Zequinha ao notar lesse lambendo seu pé.
- Ah! é lesse, achei ele ferido e trousse pra cá, amanhã arranjo um lugar pra ele, a senhora não se importa né? - perguntou o rapaz.
- Claro que não, eu amo animais. - Disse a senhora acariciado o cãozinho.
Amanheceu, finalmente o sol deu o ar da graça, acordou muito cedo, todos ainda dormiam, caminhava com passos rápido não queria chegar atrasado logo no primeiro dia. Finalmente chegou ao seu destino, dessa vez a porta estava fechada, Egídio se encostou na arvore que havia ao lado do estabelecimento, estava começando a ficar ansioso, quando de repente Sr.João apareceu quase correndo com o molho de chaves na mão tentando abri a porta, nem notou Egídio que se aproximou e disse:- Bom dia, pode deixar que abro a porta pro senhor!. - queria ser gentil. Mas o homem não mudava seu comportamento, continuava de cara fechada.
- Não precisa, sei muito bem como fazer isso.- e entrou resmungando. Egídio sabia que não seria fácil, como trabalhar o dia inteiro com uma pessoa mal humorada.-Vamos entrar, já que não tem jeito- falou o homem levantado a porta com força.
Aquela alegria que acordou sentindo se transformou em uma grande decepção o desejo que sentia agora era de pegar o primeiro trem e voltar para o aconchego do seu lar, mas sabia que não podia recuar no primeiro obstáculo,se queria vencer teria que engolir muitos sapos e tropeçar nas pedras que encontraria na estrada da vida, respirou fundo: - Não vou desistir, porque quero vencer!- e entrou disposto a tudo para conquistar a amizade de Sr.João.
- Senhor posso vestir o macacão? - perguntei cabreiro.
- Já devia ter vestido, depois limpe o escritório do Sr.Ramos enquanto ele não chega e cuidado com os documentos que estão em cima da mesa.
Enquanto limpava o escritório os seus pensamentos martelavam em sua cabeça.porque Sr. João estava lhe tratando tão mal? se nem se conheciam. se a situação continuasse dessa maneira sera que aguentaria por muito tempo? se assustou com a entrada de alguém na sala:
- Bom dia meu jovem! - que diferença, era Sr. Ramos que o cumprimentava com alegria.
- Pronto pra começar? João já lhe mostrou o seu primeiro desafio? perguntou o dono.
- Ainda não.- falou Egídio mais animado com a presença de Sr.Ramos.
Um motor de um carro estava em cima de uma grande mesa, varias ferramentas dentro de uma maleta ao lado do motor.
- Esse é o primeiro passo, conhecer cada peça, com a ajuda de João, vai ser fácil, ele melhor do que ninguém conhece cada elemento desse motor, e é capaz de detectar qualquer defeito.
- João, você vai ser responsável por esse rapaz, ele pode ser muito útil nessa crise que estamos enfrentando.- falou Sr. Ramos batendo de leve no ombro de João.- Só depende dele. - respondeu Sr. João forçando um sorriso.
A manhã passou muito lenta e Egídio apesar do gelo de Sr. João ele estava gostando do trabalho. Já era doze horas, não via a hora de comer alguma coisa, seu estomago estava roncando.
- Bom dia gente! Surpresa, resolvi almoçar com vocês e trouxe três marmitas, quem me acompanha?- Marly entrou com um enorme pacote nas mãos, Egídio não respondeu mas seu sorriso demonstrava que aceitava o convite.
- Obrigado menina, eu trouxe meu almoço, e preciso adiantar o serviço.- respondeu o homem com rispidez.
Os dois foram até a mesa do Sr.Ramos para almoçar, e Marly perguntou curiosa:
-Me conta, como foi a nova experiência?- Egídio ficou pensativo e falou:-Eu não sei,sinceramente eu não posso dizer se fui bem.- Marly muito espantada perguntou:
-O que houve? não gostou do trabalho? - ela parecia espantada.
- Não, pelo contrario, estou gostando muito, o problema é que Sr. João não gosta de mim, isso talvez prejudique o meu desenvolvimento na oficina. - falou Egídio desanimado.
- Calma! não se precipite, te garanto que não é nada pessoal,é outro o problema do Sr. João. - disse Marly.
- Posso saber o que é, talvez eu possa ajudar. - perguntou o rapaz..
-Agora eu não posso conversar sobre isso,mas amanhã quando Flaviano chegar de viagem,vamos nos encontra em outro lugar e eu te conto tudo, não se preocupe- falou Marly consolando o amigo.
- O assunto é tão serio assim? - perguntou preocupado.
- Sim, muito!
CONTINUA....



