segunda-feira, 30 de julho de 2012

UM DIA DA CAÇA OUTRO DIA DO CAÇADOR


De repente aquela alegria e emoção que invadia o pequeno quarto da pensão mudou radicalmente, ninguém imaginaria aquela reação de Egídio em relação a Elizabeth,
pelo contrario esperavam um encontro muito romântico, a final os dois jovens estavam apaixonados e todos torciam pelo final feliz
- Filho! Porque tratou a moça dessa maneira? – Seu Oscar perguntou decepcionado.
- Mas eu não a maltratei, simplesmente fiquei surpreso com a presença dela aqui. -  Egídio estava confuso passava as mãos pelos cabelos no ato de desespero.
- Explique melhor, precisamos entender essa historia. -  falou Fláviano segurando o braço do amigo, que com os olhos marejando de lagrimas respondeu:
- Por favor, calma, me deixe respirar, estou um pouco tonto. - falou Egídio sentando-se na cama. Seu Oscar se aproximou preocupado:
-  Respire fundo e beba um pouco d’agua. - falou o pai, e Egídio um pouco mais calmo continuou:
- Eu nunca imaginei passar por tudo que estou passando, simplesmente por amar uma garota. Só por que não tenho uma boa condição financeira  o pai de Elizabeth mandou dois homens me oferecer dinheiro para deixar a filha em paz, alegando que eu estava prejudicando o futuro dela.-                           - Queria ter o prazer de conversar com esse senhor que pensa que tem o rei na barriga e ensinar como tratar as pessoas. - disse Senhor Oscar indignado com o sofrimento do filho.   -   Egídio foi até a janela procurando vê se Elizabeth estava lá fora, e com uma voz melancólica continuo:
- Quando eu disse que nunca ia desistir de casar com Elizabeth, um dos homens começou a rir e falou: -seu otário a filhinha do papai está de casamento marcado com doutorzinho com viajem marcada para Espanha, a terra do velho. -     
- E você acreditou nessa palhaçada toda, que amor é esse que não confia na pessoa amada, pelo menos esperasse para conversar pessoalmente com Betinha. – Nice falou indignada com Egídio por duvidar da honestidade da amiga, e saiu à sua procura   e nem esperou a resposta.
 - Eu não queria acreditar, mas além do dinheiro, no envelope havia uma foto de Elisabete com o medico abraçados, e isso me deixou com ciúmes. – falou Egídio entregando o envelope e a foto para o pai que rapidamente leu a que estava escrito naquele papel, observou com atenção a foto: e falou com voz firme:
- Eu conheci essa moça hoje, realmente é pouco tempo mas não costumo me enganar com as pessoas, e não acredito em nada que está nessa carta, têm alguma coisa errada. –  o velho pai tinha uma sabedoria fora de serie e uma técnica de avaliar as pessoas pelo olhar, definitivamente ele aprovou a nora.  
- Foi o que eu pensei,  e pretendia procurar Elizabeth para conversar pessoalmente mas eles me ameaçaram com um revolver caso me aproximasse dela, me deram o dinheiro e mandaram que eu pegasse o primeiro trem e voltasse para minha casa se quisesse viver.
-  Bandidos! mas de uma coisa tenha certeza: " um dia da caça outro dia do caçador",e isso não vai ficar em puni.  E como você veio parar aqui? -  perguntou Flaviano curioso para  saber o resto da historia.  Egídio respondeu:
- Perdi a cabeça e fiquei nervoso e falei  que não queria aquele dinheiro sujo, joguei o pacote na cara de um deles. Eles me agrediram,eu reagir e eles me espancaram depois me abandonaram em matagal.Precisava sair dali o mais rápido possível, antes que eles voltassem., mas não conseguir perrdir os sentidos.- Egídio estava revoltado com a humilhação que passou.
- Isso é um covardia, temos que procurar a policia, e dá uma queixa do Seu Albino. - Marly que até então estivera calada, falou quase chorando.
- Por enquanto quero esclarecer certas coisas que não estou entendendo, também não quero magoa Elizabeth, o interessante que  se não fosse meu amigo aqui, com certeza estaria morto. -  disse o rapaz apontando para o cachorro que estava deitado junto aos seus pés ,e pulou sobre o rapaz parecendo entender tudo que ouvia. -   Egídio acariciou o animalzinho.
- Como foi que o cão te salvou? -  perguntou Fláviano.
- Não sei quanto tempo fiquei deitado sem sentidos só me lembro de Rex ( esse é o nome que coloque no meu amigo) latindo e me lambendo, queria que eu levantasse a tudo custo. -  todos escutavam com atenção a narração de Egídio, até que Seu João se aproximou e perguntou
- Esse cachorro não é o mesmo que você levou no primeiro dia de trabalho na oficina?.
- Que memoria! é ele mesmo, é uma coincidência muito grande que só Deus pode explicar.- disse Egídio e pela primeira vez sorriu!
A porta se abriu e a mesma senhora que os recebeu, entrou com uma bandeja e Egídio apresentou com carinho:
- Essa é D. Maria que foi minha fada madrinha, quando bati da sua porta e ela me viu muito ferido e o seu cachorro latindo,não exitou em me ajudar.Quando contei toda minha historia ela chorou e cuidou de mim sem me cobrar nada -
- Mas eu faço questão de pagar tudo que a senhora fez por meu filho. - disse Seu Oscar apertando com gratidão a mão da mulher.
- O senhor não me deve nada, foi um prazer cuidar desse menino, ele é um amor, muito educando, é como um filho que nunca tive, não sei o que será de mim quando ele for embora. - E as lagrimas desceram pelo rosto cansado pela idade. E para controlar a emoção, começou a servir o cafezinho.
Depois da longa e triste historia que escutaram, todos pareciam mais relaxados, saboreado o cafezinho de D.Maria
Os gritos de Nice assustaram a todos:
- Venham por favor, Betinha precisa de ajuda. -    
CONTINUA...


sábado, 14 de julho de 2012

"APENAS UM SONHO, E NADA MAIS"


Por alguns minutos ficaram dentro do carro observando o movimento em torna de onde ficava a pensão,o  lugar estava deserto, algumas  arvores impediam a visão total da casa, com cautela desceram do carro procurando sondar o ambiente temiam que fosse uma cilada e não queriam colocar a vida de Egídio em jogo. Com passos determinado Fláviano pisava nas folhas secas que caiam a todo tempo.
O coração do velho pai pulava dentro do peito quando caminharam em direção a porta de uma madeira muito antiga, a situação era tensa, só se escutavam o barulho do vento que sacudia as folhas das árvores causando uma sensação misteriosa.
Fláviano tocou a campainha, de repente o latido de um cão deu sinal de vida dentro da casa, mas ninguém apareceu, tocou mais uma vez, e dessa vez o ruído de passos fizeram com que eles olhassem um para o outro  com a expectativa do que estava para acontecer, a porta se abriu, e uma senhora robusta, acompanhada de um cachorro que parecia guardar a segurança da casa, ela disse com a voz áspera:
-  O que desejam? -  deixando a porta quase fechada, impedindo a visão do interior da casa.
- Bom dia senhora, por favor queremos falar com Egídio. -   falou Fláviano procurando ser educando.
- Não mora ninguém aqui com esse nome. - respondeu a senhora tentando fecha a porta. O pai desesperado segurou a porta, e falou:
- Deixe- me apresentar sou Oscar o pai desse rapaz, e ele me escreveu essa carta, e o endereço é esse mesmo.  – falou o pai segurando a porta, impedindo que a senhora a fechasse, e mostrando a carta.
- Quero ver de perto. -  ela tomou o papel e por alguns instantes observava o documento. A expressão do rosto da velha começou a suavizar, ela sorriu e falou:
- Ah! Que alívio, conheço muito bem essas letras, podem entrar. – finalmente abriu a porta e o cachorro  começou a abanar o rabo fazendo festa parecia entender tudo e pulava de um lado para o outro, tentando mostra o caminho onde estava o seu dono.
Sem esperar segunda ordem, Seu Oscar, Fláviano, Marly, Seu João, Nice  e Elizabeth entraram rapidamente,  todos com o mesmo pensamento: vê Egídio, saber todos os detalhes e o mais importante abraçar com força e acabar com aquele tormento.
Percorreram um longo corredor passando por varias portas, Elizabeth apertava a mão de Nice sem saber qual seria a reação do seu amado , afinal se sentia responsável por tudo que estava acontecendo. 
- É aqui, vou avisar ao rapaz para que ele se prepare. -  disse a senhora batendo levemente na porta e entrando em seguida, voltou com um sorriso nos lábios e disse:
- Entre, ele precisa muito de vocês. -    o quarto ficava nos fundos da casa, era muito pequeno só cabia uma cama de solteiro e um armário muito antigo.
- Filho, meu querido filho, que bom poder abraça-lo. -  pai e filho se abraçaram e choraram muito, emocionando os amigos.
- Pai me perdoa, eu não queria te causar esse sofrimento. -  Egídio estava mais magro e barbudo e isso impressionou Elizabeth que observava de longe com receio de se aproximar, será que estava arrependido e desistido de lutar por seu amor? - pensou. - 
 Seu Oscar se dirigiu para uma janela queria respirar estava um pouco tonto  devido os acontecimentos. Fláviano e seu João caminharam lentamente ao encontro do amigo  assim que o pai e filho mataram a saudades.
-  Meus amigos, que trabalho estou dando a vocês! – falou Egídio abraçando os dois ao mesmo tempo.  Seu João olhou para o rapaz, com os olhos cheio de ternura e disse:
- Você é como um filho pra mim, e estava com medo de acontecer o mesmo que aconteceu com meu filho Rafael. -  e  abraçou mais uma vez o rapaz.
- Eu prometi que vou encontra o seu filho, quero retribui o que o senhor fez por mim. – falou Egídio passando a mão nos cabelos grisalhos  do amigo.
Elizabeth no canto do quarto observava tudo em silencio, estava se sentindo uma intrusa, tinha vontade de sair correndo, quando de repente aquela voz que sonhava todos os dias em ouvir novamente:
- Elizabeth o que você está fazendo aqui?  -  disse Egídio visivelmente surpreso. 
Parecia que o chão se abriu, ela esperava outra recepção, por que ele está a tratando dessa maneira?
- Me perdoe, estou feliz por você. -  e saiu correndo...

 
                                   CONTINUA...