Aquela
menina doce obediente com voz mansa morreu ali daquele momento. A reação do pai
em deserdá-la colocando as coisas matérias acima da sua felicidade e dos seus sentimentos, acendeu dentro dela uma
grande revolta, nunca poderia imaginar que seu amado pai, que sempre a protegeu, agora ia
jogá-la do olho da rua, só por que
estava amando um rapaz que não era o que ele havia escolhido, pois bem! Ele vai
ter uma bela surpresa: - pensou ela.
- Elizabeth,
qual a sua decisão filha? - perguntou Sr.
Oscar o seu futuro sogro, interrompendo seus pensamentos.
- Por favor,
me esperem no carro, vou pegar algumas roupas em meu quarto. Não vou demorar!
- com passadas largas se dirigiu para o
quarto.
Em uma
pequena valise começou a arrumar as roupas, uma sensação angustiante, um nó na
garganta a sufocava, era as lagrimas que estavam presas e insistia em molhar o
seu rosto, uma leve batida na porta a fez despertar, o medo que fosse o pai fez
com que ela assumisse uma postura de defesa, sabia que ele não iria desistir
facilmente:
- Pode
entrar. - falou se preparando para qualquer surpresa.
- Por favor,
Betinha, não faça isso, Sr. Albino só quer o seu bem, você sabe que ele te ama
muito. - disse Mariana, mas ela tinha certeza que foi o pai que a
mandou tentar convencer-la a ficar.
- Mariana não adianta, sei que foi meu pai quem
mandou você vir me convencer a mudar de idéia,volte e diga a ele que dessa vez
vai ser do meu jeito. – falou Elizabeth fechando o zíper da valise.
- Você não
está acostumada a vida lá fora, você sabe como é o seu pai, se sair pela aquela porta, ele não vai te
perdoar. – disse a governanta.
- Sei que
não vai ser fácil, mas preciso viver minhas próprias experiências, preciso
sentir que estou viva, por isso preciso arriscar.
Sem olhar
para trás saiu rapidamente do quarto, caminhado pelo imenso corredor, quando
passou pela porta do aposento do seu pai, por um momento teve a impressão de
que ele estivesse falando com alguém, sentiu vontade de entrar, mais sua
estrutura física naquele momento estava esgotada, por hoje
basta! – pensou. –
O sol bateu
em seu rosto, quando abriu a porta e saiu para o jardim, respirou fundo o ar
fresco e correu ao encontro na sua amiga Nice que esperava ansiosa sentada em
um banco junto a uma árvore.
- Graças a
Deus! Seja forte amiga, você sabe que pode contar comigo. – disse Nice
abraçando-a com carinho. –
- Vamos
meninas! Quero sair daqui urgente. –
falou Sr. Oscar.
- Vamos pra
minha casa. – falou Nice.
- Por favor,
me leve até a oficina, preciso muito ver Egídio. – suplicou Betinha.
- Era isso
mesmo que ia fazer, ele deve está preocupado. – disse Sr.João.
O jovem
estava na porta do estabelecimento, com os olhos fixo no caminho por onde entrava o
carro, ficou parado, parecia assustado, a namorada desceu do carro, e caminhou
em sua direção:
- Pensei muito sobre tudo que está nós acontecendo,e
tenho uma proposta para te fazer. -
falou Egídio olhando nos olhos de Elizabeth.
Não era a
recepção que esperava naquela ocasião, na verdade precisava de um abraço forte,queria sentir os braços do homem que mudou a sua vida, e por esse homem acabava de tomar uma decisão que mudaria todo rumo da sua vida, por isso esperava dele algo como: - Estamos juntos meu amor, vai dá tudo certo. - para se sentir protegida, mas sem
entender o que se passava pela cabeça do seu namorado, falou:
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