Eram quatro horas de uma manhã chuvosa de segunda-feira, e as luzes da cidade já estavam acessas, os funcionários da padaria da esquina já trabalhavam, pois o cheiro de pão fresquinho se espalhava pelo prédio onde Nice morava. Ela enrolada ao cobertor olhava pela janela imaginando como faria para entregar aquela carta a Egídio que com certeza destruiria o sonho do rapaz. A situação era
complicada quando deveria ser uma coisa simples, ora, se duas pessoas se amavam e querem ficar juntas, ninguém deveria interferir, se irá dá certo ou não isso é problema de cada um, só Deus com Sua sabedoria possui o dom de saber o futuro, e mesmo assim nós dá o livre arbítrio para tomamos a nossas decisões.
Em quando isso Seu João que também já estava de pé, preparava seu café, o vento forte entrava pela janela que ele esqueceu de fechar, o solitário homem estava cansado daquela vida monótona, faziam cinco anos que sua esposa o abandonara por o achar causador do desaparecimento do seu único filho, depois de uma discussão entre os dois, o rapaz fugiu de casa , e vivia na esperança que um dia ele retornasse. Foi até a janela a chuva molhou o seu rosto mas ele nem se incomodou, só imaginava onde estaria Rafael seu filho desse momento? será que estava aquecido? enxugou o rosto e pensou: como seria bom recomeçar sua vida ao lado de Nice que ressuscitou o seu desejo de amar de novo, e quando foi a procura da moça para declarar os seus sentimentos, não imaginava que Egídio, o rapaz que aprendeu a gostar como filho, estivesse envolvido em uma historia de amor tão bonita, mas proibida pela diferença social.
Egídio não tinha ideia que seu grande amor estava por um fio, ainda deitado se espreguiçou e brincou com Flaviano, que preparava sua maleta para uma pequena viagem, da inauguração de uma ponte em um subúrbio onde prestava serviço.
- Se eu pudesse eu não iria trabalhar hoje, minha vontade é procurar Elizabeth esclarecer tudo e leva-la pra Mata de São João para conhecer meu pai, tenho certeza que o velho Oscar ia gostar muito da minha Elizabeth, meu pai é um homem especial diferente do meu sogro.
- Levanta rapaz! Seu João precisa de você na oficina, vá com calma, há tempo pra tudo.- Falou o amigo já pronto para pegar o trem das seis horas e tinha certeza que Marly já estava na estação para se despedir dele, era sempre assim quando tinha que viajar, ela ficava muito triste, e Egídio comentou:
- É sempre triste a despedida, por isso escrevi para meu pai contando tudo, e o convidei para vim passar uns dias com a gente, você se incomoda? - Perguntou Egídio ao amigo. - Flaviano olhou para o amigo com carinho se aproximou da cama onde o rapaz estava deitado, e disse:
- Você é como um irmão para mim, e sua família é bem vinda, essa casa é nossa, até eu me casar é claro! - Flaviano já pronto pegou a maleta apertando a mão do amigo e falou:
- Até a volta Didi, toma conta da casa, e não faça nenhuma besteira, certo?- Egídio pulou da cama abraçou o amigo e disse:
-Você parece meu pai falando, igual a um velho de setenta anos.- Os dois riram.
Pouco distante dali Seu João estacionou o carro em frente a oficina, suspendeu as portas de zinco, e sem pressa começou a organizar as ferramentas que estavam espalhas no canto da parede, tinha muito serviço pra fazer, mas resolveu esperar Egídio, queria preparar o jovem para o encontro que iria acontecer durante o almoço.
Nice combinou um encontro com Seu João para conversarem com Egídio num restaurante conhecido como " Grande Ponto" que ficava no mesmo quarterão, lá ela entregaria a carta que iria decidir o final da historia.
- Bom dia meu velho! O domingo foi cansativo? Com esse tempo quase não venho trabalhar,.- Brincou Egídio ao ver Seu João.
-Estava te esperando, sente aqui , quero conversar com você.- Falou o homem muito serio.
- Que cara é essa? Quem morreu?- Brincou o jovem tentando descontrair o ambiente.
- Ninguém, quero falar sobre você e Elizabeth.- Falou Seu João, notando a mudança no semblante do jovem amigo que assustado perguntou :
- O que aconteceu com ela ?- Seu João procurava as palavras certas para iniciar a conversa, e disse:
- Ontem, quando fomos na casa de Elizabeth, em busca do endereço de Nice e você viu ela conversando com o doutor, você ficou chateado e foi embora... - Sem deixa o homem terminar, Egídio interrompeu:
- E o senhor acha que estou errado? O medico gosta de Elizabeth. -
- Mas ela não gosta dele, ela gosta de você.-
- E como o senhor sabe ? - Egídio perguntou quase gritando.
- Vamos almoçar com Nice e ela te explica melhor.-
Nice era uma excelente costureira e atendia suas clientes em um pequeno atelier na mesma rua onde morava, uma moça experimentava um vestido de noiva que Nice havia costurado, e se olhava orgulhosa no espelho com um sorriso de felicidade, e perguntou sem perceber a ansiedade de Nice:
-Você não acha que é preciso apertar um pouco na cintura?- O que Nice queria era fechar sua loja para ir ao encontro que tinha marcado com Seu João e respondeu :
- Realmente, vou fazer isso quando voltar do almoço, e amanhã você experimenta com mais calma.- A jovem ficou um pouco decepcionada, mas respondeu conformada:
- Tudo bem, amanhã eu venho mais cedo.- Dobrou o vestido com cuidado e saiu rapidamente.
Faltavam cinco minutos para as doze horas quando Nice atravessou a rua apressada para pegar um táxi que esperava na fila, assim que entrou deu o endereço ao motorista onde Seu João e Egídio esperavam ansiosos, os dois bebiam um refrigerante sem tirar os olhos da rua que estava movimentada pro causa do horário do almoço. O cheiro da comida exalava o restaurante e Pepe (o dono do estabelecimento) se aproximou sorrindo como sempre e perguntou:
- Já fizeram seus pedidos? - Olhando para Egídio, que balançou a cabeça negativamente, Seu João falou:
- Mais tarde Pepe,nós estamos esperando uma pessoa, obrigado.- Não demorou muito Nice apareceu na entrada no restaurante, e percorria com os olhos procurando Seu João que vendo-a, acenou com a mão a chamando para onde eles estavam, Seu João em pé esperou até Nice chegar e falou:
- Bom dia Nice, é bom te ver.- Emocionado ao ver aquela mulher madura, bonita e elegante e cada vez que a via tinha certeza que a queria como esposa para juntos restaurarem suas vidas.
- Espero de todo coração que seja um bom dia para todos nós!- Respondeu Nice esperançosa.
.
Egídio não tinha ideia que seu grande amor estava por um fio, ainda deitado se espreguiçou e brincou com Flaviano, que preparava sua maleta para uma pequena viagem, da inauguração de uma ponte em um subúrbio onde prestava serviço.
- Se eu pudesse eu não iria trabalhar hoje, minha vontade é procurar Elizabeth esclarecer tudo e leva-la pra Mata de São João para conhecer meu pai, tenho certeza que o velho Oscar ia gostar muito da minha Elizabeth, meu pai é um homem especial diferente do meu sogro.
- Levanta rapaz! Seu João precisa de você na oficina, vá com calma, há tempo pra tudo.- Falou o amigo já pronto para pegar o trem das seis horas e tinha certeza que Marly já estava na estação para se despedir dele, era sempre assim quando tinha que viajar, ela ficava muito triste, e Egídio comentou:
- É sempre triste a despedida, por isso escrevi para meu pai contando tudo, e o convidei para vim passar uns dias com a gente, você se incomoda? - Perguntou Egídio ao amigo. - Flaviano olhou para o amigo com carinho se aproximou da cama onde o rapaz estava deitado, e disse:
- Você é como um irmão para mim, e sua família é bem vinda, essa casa é nossa, até eu me casar é claro! - Flaviano já pronto pegou a maleta apertando a mão do amigo e falou:
- Até a volta Didi, toma conta da casa, e não faça nenhuma besteira, certo?- Egídio pulou da cama abraçou o amigo e disse:
-Você parece meu pai falando, igual a um velho de setenta anos.- Os dois riram.
Pouco distante dali Seu João estacionou o carro em frente a oficina, suspendeu as portas de zinco, e sem pressa começou a organizar as ferramentas que estavam espalhas no canto da parede, tinha muito serviço pra fazer, mas resolveu esperar Egídio, queria preparar o jovem para o encontro que iria acontecer durante o almoço.
Nice combinou um encontro com Seu João para conversarem com Egídio num restaurante conhecido como " Grande Ponto" que ficava no mesmo quarterão, lá ela entregaria a carta que iria decidir o final da historia.
- Bom dia meu velho! O domingo foi cansativo? Com esse tempo quase não venho trabalhar,.- Brincou Egídio ao ver Seu João.
-Estava te esperando, sente aqui , quero conversar com você.- Falou o homem muito serio.
- Que cara é essa? Quem morreu?- Brincou o jovem tentando descontrair o ambiente.
- Ninguém, quero falar sobre você e Elizabeth.- Falou Seu João, notando a mudança no semblante do jovem amigo que assustado perguntou :
- O que aconteceu com ela ?- Seu João procurava as palavras certas para iniciar a conversa, e disse:
- Ontem, quando fomos na casa de Elizabeth, em busca do endereço de Nice e você viu ela conversando com o doutor, você ficou chateado e foi embora... - Sem deixa o homem terminar, Egídio interrompeu:
- E o senhor acha que estou errado? O medico gosta de Elizabeth. -
- Mas ela não gosta dele, ela gosta de você.-
- E como o senhor sabe ? - Egídio perguntou quase gritando.
- Vamos almoçar com Nice e ela te explica melhor.-
Nice era uma excelente costureira e atendia suas clientes em um pequeno atelier na mesma rua onde morava, uma moça experimentava um vestido de noiva que Nice havia costurado, e se olhava orgulhosa no espelho com um sorriso de felicidade, e perguntou sem perceber a ansiedade de Nice:
-Você não acha que é preciso apertar um pouco na cintura?- O que Nice queria era fechar sua loja para ir ao encontro que tinha marcado com Seu João e respondeu :
- Realmente, vou fazer isso quando voltar do almoço, e amanhã você experimenta com mais calma.- A jovem ficou um pouco decepcionada, mas respondeu conformada:
- Tudo bem, amanhã eu venho mais cedo.- Dobrou o vestido com cuidado e saiu rapidamente.
Faltavam cinco minutos para as doze horas quando Nice atravessou a rua apressada para pegar um táxi que esperava na fila, assim que entrou deu o endereço ao motorista onde Seu João e Egídio esperavam ansiosos, os dois bebiam um refrigerante sem tirar os olhos da rua que estava movimentada pro causa do horário do almoço. O cheiro da comida exalava o restaurante e Pepe (o dono do estabelecimento) se aproximou sorrindo como sempre e perguntou:
- Já fizeram seus pedidos? - Olhando para Egídio, que balançou a cabeça negativamente, Seu João falou:- Mais tarde Pepe,nós estamos esperando uma pessoa, obrigado.- Não demorou muito Nice apareceu na entrada no restaurante, e percorria com os olhos procurando Seu João que vendo-a, acenou com a mão a chamando para onde eles estavam, Seu João em pé esperou até Nice chegar e falou:
- Bom dia Nice, é bom te ver.- Emocionado ao ver aquela mulher madura, bonita e elegante e cada vez que a via tinha certeza que a queria como esposa para juntos restaurarem suas vidas.
- Espero de todo coração que seja um bom dia para todos nós!- Respondeu Nice esperançosa.
.













.jpg)










.jpg)




