segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"LIVRE- ARBÍTRIO!"



Eram quatro horas de uma manhã chuvosa de segunda-feira, e as luzes da cidade já estavam acessas, os funcionários da   padaria da esquina já trabalhavam, pois o cheiro de pão fresquinho se espalhava pelo prédio onde Nice morava. Ela enrolada ao cobertor olhava  pela janela imaginando como faria para entregar aquela carta a Egídio que com certeza  destruiria o sonho do rapaz. A situação era
complicada quando deveria ser uma coisa simples, ora, se duas pessoas se amavam e querem ficar juntas, ninguém deveria interferir, se irá dá certo ou não isso é problema de cada um, só Deus com Sua sabedoria possui o dom de saber o futuro, e mesmo assim nós dá o livre arbítrio para tomamos a nossas decisões.
Em quando isso Seu João que também já estava de pé, preparava seu café, o vento forte entrava pela janela que ele esqueceu de fechar, o solitário homem estava cansado daquela vida monótona, faziam cinco anos que sua esposa o abandonara por o achar causador do desaparecimento do seu único filho, depois de uma discussão entre os dois, o rapaz fugiu  de casa , e vivia na esperança que um dia ele retornasse. Foi até a janela a chuva molhou o seu rosto mas ele  nem se incomodou, só imaginava onde estaria Rafael seu filho desse momento? será que estava aquecido? enxugou o rosto e pensou: como seria bom recomeçar sua vida ao lado de Nice que ressuscitou o seu desejo de amar de novo, e quando foi a procura  da moça  para declarar os seus sentimentos, não imaginava que Egídio, o rapaz que aprendeu a gostar como filho, estivesse envolvido em uma historia de amor tão bonita, mas proibida pela diferença social.
Egídio não tinha ideia que seu grande amor estava por um fio, ainda deitado se espreguiçou e brincou com Flaviano, que preparava sua maleta para uma pequena viagem, da inauguração de uma ponte em um subúrbio onde prestava serviço.
- Se eu pudesse eu não iria trabalhar hoje, minha vontade é procurar Elizabeth esclarecer tudo e leva-la pra Mata de São João para conhecer meu pai, tenho certeza que o velho Oscar ia gostar muito da minha Elizabeth, meu pai é um homem especial diferente do meu sogro.
- Levanta rapaz! Seu João precisa de você na oficina, vá com calma, há tempo pra tudo.- Falou o amigo já pronto para pegar o trem das seis horas e tinha certeza que Marly  já estava na estação para se despedir dele, era sempre assim quando tinha que viajar, ela ficava muito triste, e Egídio comentou:
- É sempre triste a despedida, por isso escrevi para meu pai contando tudo, e o convidei para vim passar uns dias com a gente, você se incomoda? -  Perguntou Egídio ao amigo. - Flaviano olhou para o amigo com carinho se aproximou da cama onde o rapaz estava deitado, e disse:
- Você  é como um irmão para mim, e sua família é bem vinda, essa casa é nossa, até eu me casar é claro! -  Flaviano já pronto pegou a maleta apertando a mão do amigo e falou:
- Até a volta Didi, toma conta da casa, e não faça nenhuma  besteira, certo?-  Egídio pulou da cama abraçou o amigo e disse:
-Você parece meu pai falando, igual a um velho de setenta anos.-  Os dois riram.
Pouco distante dali Seu João estacionou o carro em frente a oficina, suspendeu as portas de zinco, e sem pressa começou a organizar as ferramentas que estavam espalhas no canto da parede, tinha muito serviço pra fazer, mas resolveu esperar Egídio, queria preparar o jovem  para o encontro que iria acontecer durante o almoço.
Nice combinou um encontro com Seu João para conversarem com Egídio num restaurante conhecido como " Grande Ponto" que ficava no mesmo quarterão,  lá ela entregaria a carta que iria decidir o final da historia.
- Bom dia meu velho! O domingo foi cansativo? Com esse tempo quase não venho trabalhar,.- Brincou Egídio ao ver Seu João.
-Estava te esperando, sente aqui , quero conversar com você.- Falou o homem muito serio.
- Que cara é essa? Quem morreu?- Brincou o jovem tentando descontrair o ambiente.
- Ninguém, quero falar sobre você e Elizabeth.- Falou Seu João, notando a mudança no semblante do jovem amigo que assustado perguntou :
- O que aconteceu com ela ?-  Seu João procurava as palavras certas para iniciar a conversa, e disse:
- Ontem, quando fomos na casa de Elizabeth, em busca do endereço de Nice e você viu ela conversando com o doutor, você ficou chateado e foi embora... -  Sem deixa o homem terminar, Egídio interrompeu:
- E o senhor acha que estou errado? O medico gosta de Elizabeth. -
- Mas ela não gosta dele, ela gosta de você.-
- E como o senhor sabe ? -  Egídio perguntou quase gritando.
- Vamos almoçar com Nice e  ela te explica melhor.-
Nice era uma excelente costureira e atendia suas clientes em um pequeno atelier na mesma rua onde morava, uma moça  experimentava um vestido de noiva que Nice havia costurado, e se olhava orgulhosa no espelho com um sorriso de felicidade, e perguntou sem perceber a ansiedade de Nice:
-Você não acha que é preciso apertar um pouco na cintura?- O que Nice queria era fechar sua loja para ir ao encontro que tinha marcado com Seu João e respondeu :
- Realmente, vou fazer isso quando voltar do almoço, e amanhã você experimenta com mais calma.- A jovem ficou um pouco decepcionada, mas respondeu conformada:
- Tudo bem, amanhã eu venho mais cedo.- Dobrou o vestido com cuidado e saiu rapidamente.
Faltavam cinco minutos para as doze horas quando Nice atravessou a rua apressada para pegar um táxi que  esperava na fila, assim que entrou deu o endereço ao motorista onde Seu João e Egídio esperavam ansiosos, os dois  bebiam um refrigerante  sem tirar os olhos da rua que estava movimentada pro causa do horário do almoço. O cheiro da comida exalava o restaurante e Pepe (o dono do estabelecimento) se aproximou sorrindo como sempre e perguntou:
- Já fizeram seus pedidos? -  Olhando para Egídio, que balançou a cabeça negativamente, Seu João falou:
- Mais tarde Pepe,nós estamos esperando uma pessoa, obrigado.-  Não demorou muito Nice apareceu na entrada no restaurante, e percorria com os olhos procurando Seu João que vendo-a, acenou  com a mão  a chamando para onde eles estavam, Seu João em pé esperou até Nice chegar e falou:
- Bom dia Nice, é bom te ver.-  Emocionado ao ver aquela mulher madura, bonita e elegante e cada vez que a via tinha certeza que a queria como esposa para juntos restaurarem suas vidas.
- Espero de todo coração que seja um bom dia para todos nós!- Respondeu Nice esperançosa.



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

QUEM CRÊ NÃO FOGE



 Egídio estava muito nervoso, não aceitava o fato de encontrar Elizabeth de papo com o dr.Eduardo aquela hora da manhã,   Marly tentava acalmar o rapaz:
- Calma, não é dessa maneira que você vai resolver o problema, deve haver uma explicação- Marly que foi a casa do noivo para arrumar a bagunça do aniversario do dia anterior, e encontrou o noivo aos berros:
- Que ideia idiota de me apaixonar por uma garota rica e mimada, O melhor a fazer é volta pra meu mundo, amanhã mesmo volto a Mata de São João.- Falou Egídio.
- Deixe de ser criança, e procure Elizabeth para conversar.- Flaviano procurava tirar aquela ideia da cabeça do amigo, mas ele estava muito nervoso, abria o guarda roupa tirando tudo e jogava em cima da cama.
- Se ela pensa que eu sou idiota, está muito enganada, tem nove meses que ela me enrola dizendo que não quer nada com o doutorzinho, e pego eles conversando como  dois pombinhos.-
-E agora vai fugir, deixando para trás tudo que conquistou, e nós? Seus amigos que sempre te apoiaram, não merecemos consideração? -  As palavras de Flaviano foram como uma bofetada com luva de pelica.
Egídio parou de repente, sentou na beira da cama e envergonhado com olhos  molhados de lagrimas disse:
- Como posso ser ingrato com vocês? nunca em toda minha vida vou pagar o que fizeram por mim. Abriu as portas das suas vidas e me recebeu, sem me conhecer, e Marly que arranjou meu primeiro emprego e aprendi a ser um profissional com Seu João que passou a ser como um pai pra mim. -  Marly aproveitou aquele momento e falou:
- E agora por causa de um fato que você nem sabe se é verdade, vai fugir?- E o amigo continuou:
- Em um relacionamento se não há confiança não há amor, você não ama essa moça.-
- Amo sim, já gostei de muitas moças, mas agora é diferente, por isso estou sofrendo.-
- Quem ama acredita meu amigo e " Quem crê não foge", dê uma chance a vocês dois.
O jovem respirou fundo e murmurou :
- Tenho medo de encarrar a realidade, e se Elizabeth disser que não me quem ama.- disse o jovem.
- Se  você não conversar não vai saber, pior que tudo é a duvida , e se não dê certo a vida continua.-
A noiva de Flaviano em pé na porta observava o noivo com orgulho, ela admirava aquele homem de coração puro e leal, muito raro de se encontrar hoje  em dia e aproximou-se do noivo, abraçando-o falou:- Nada na vida  é fácil , e nós lutamos muito para chegar até aqui, né amor?-  Flaviano correspondendo ao abraço de Marly disse sorrindo:- Essa garota aqui me deu muito trabalho para conquista-la , era muito orgulhosa e cheia de vontade,
tive que soar a camisa. Não foi querida?  Egídio estava mais calmo e os trés riram muito.
- Me ajudem  a arrumar essa bagunça e depois vamos almoçar lá em casa, meu pai preparou um almaço especial e está me esperado.- Convidou Marly saindo do quarto .
O carro de Seu João estacionou em frente da casa de Elizabeth , Nice muito preocupada falou:
-Vou falar com Betinha, posso demorar, não precisa me esperar.-
- Não tenho presa ,vou fazer um lanche lá naquela cantina depois quero falar sobre nós dois certo?
O homem não queria ir embora sem falar dos seus sentimentos, e Nice sabia disso, respondeu:
- Combinado, obrigada por tudo - Chamou o filho que dormia do banco do fundo, saíram do carro.
O portão estava encostado e Nice entrou atravessando o jardim e tocou a campainha da porta.
- Dona Nice que surpresa, veio visitar Seu Albino? - perguntou Mariana .
- Por que? aconteceu alguma coisa com ele?- Perguntou a moça assustada.
-Ele passou muito mal a noite e Betinha está com ele no quarto-
- Ele pode receber visitas?- perguntou Nice colocando o filho no sofá ainda sonolento.
- Pode ir, Ah! diga a Betinha que o Almoço está pronto. -
Mesmo a porta aberta, Nice bateu de leve e só entrou quando ouviu a voz da amiga:
- Pode entrar.-
Quando viu que era Nice, Elizabeth sorriu feliz, abraçando-a falou:
- Que bom te ver, preciso muito conversar com você.-
- Como está Seu Albino? Nice olhou para o "doente" que dormia.
- Está bem,  vamos lá fora, quero tomar um ar. -
- Mariana disse que o almoço está pronto- Avisou Nice
-Estou sem fome e você já almoçou? Perguntou Betinha para a amiga.
- Não, mas comi um cachorro quente e estou sem apetite, Vamos conversar?- Perguntou Nice preocupada com aparência da amiga, o rosto abatido com olheiras acentuadas.
- É  melhor ir  para o meu quarto, quero te mostrar uma coisa.- As amigas caminharam pelo longo corredor em silencio. Assim que entraram no quarto Betinha pegou um livro tirou um envelope e com as mãos tremulas entregou para amiga dizendo:
- Quero que você entregue essa carta para Egídio -  Nice pegou a carta e perguntou já sabendo a resposta :
- O que significa isso?
- Quero que ele se afaste de mim não é justo fazer-lo sofrer por um amor impossível.-  Era para Nice ficar feliz, pois ela gostava muito do Dr.Eduardo e queria ver os dois juntos mas ao notar o sofrimento da amiga percebeu que era amor verdadeiro, e determinada disse:
- Não vou fazer isto, porque você não luta por esse amor?- Nice estava nervosa, não imaginava que era tão serio, continuou tentando mudar o rumo da historia, e disse:
- Egídio esteve aqui pela manhã e viu você conversando com Eduardo e está transtornado, e pretende voltar para casa do pai .-   Elizabeth deixou as lagrimas escorrerem pelo rosto,falou:
- Melhor assim!



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"VIDAS EM RODA GIGANTE!"



Um carro estacionou em frente a um prédio antigo, um homem desceu e se dirigiu a portaria, um velho de bigode grisalho e  uniforme azul   lia um jornal enquanto saboreava um cafezinho sem notar a presença do visitante, que educadamente interrompeu a leitura do porteiro: 
-Por favor, o senhor poderia me informar se esta pessoa reside aqui?  - levantou a cabeça rapidamente e foi até o balcão de madeira para verificar o nome que estava escrito no papel, depois olhando desconfiado para o homem perguntou:  
- Ela mora aqui sim senhor, mas não posso deixar o senhor subir sem saber o seu nome.
 -Tudo bem, me chamo João, olha aqui minha identidade. - tirando o documento da carteira mostrou ao porteiro que olhava com atenção, quando uma voz feminina interrompeu o interrogatório:  
- Sr.João! Que coincidência. -
 Nice descia a escada segurando o filho pela mão, quando reconheceu o homem, e se aproximou surpresa.
O homem tomou um susto, como se tivesse sido pegado em flagrante, e pálido virou a cabeça em direção a dona da voz, que fez seu velho coração bater tão forte igual a um adolescente de dezoito anos e gaguejando falou: 
- Ah! Senhorita Nice, não, não é coincidência eu precisava te ver. -
- Aconteceu alguma coisa?  Perguntou a moça apreensiva.
- Mais ou menos, na verdade eu preciso conversar sobre Egídio e a senhorita Elizabeth - Mentiu para disfarçar o sentimento que começava a sentir por Nice.
 Rafael o filho de Nice olhando para mãe perguntou inocente:
-Mamãe esse moço é meu titio?  Nice respondeu sorrindo:
- Esse é Sr. João amigo da tia Betinha, vou levar o Rafa ao parque, quero aproveitar o domingo. - O semblante do homem entristeceu por um instante, mas de repente uma luz:
-Posso participar do passeio? - 
- Claro, será um prazer, não é Rafa?- Os três atravessaram a rua em direção a uma pracinha que ficava em frente ao prédio.
O dia está perfeito, o sol brilhava iluminando o domingo, e as crianças corriam de um lado para o outro disputando a gangorra, o balanço a roda gigante etc. Uma fila de crianças esperavam sua vez de comprar seu cachorro quente, Nice deu uma olhada em sua volta procurando um lugar com sombra para se sentar, viu um banco em baixo de uma arvore:
-Ali está ótimo! - Assim que sentaram Rafael perguntou:
- Mamãe posso ir ao balanço? -
-Pode, mas tome cuidado - Nice esperou o menino se afastar e disse:
- Agora pode me falar o que está acontecendo?- Sr.João respirou fundo:
- Ontem, na festa de Marly, eu que recebi um presente - Nice já estava entendendo, mas preferiu perguntar:
-E qual foi esse presente?-
- Você! Abrir meu coração sobre meu filho desaparecido, e a angustia que me acompanha a muito tempo , e você me disse: Tenha fé ele vai aparecer.  E nasceu uma nova esperança.
Com o rosto corado Nice parecia uma adolesceste, estava viúva a três anos, e nunca mais se interessou  por ninguém.
- Pela manhã fui à casa de Egídio pedir seu endereço -
- Mas ele não sabia- Falou Nice preocupada.
- Foi ai que resolvemos ir à casa da senhorita Elizabeth. -
- Meu Deus! vocês não deviam ir lá!- falou Nice preocupada.
- Quando chegamos vimos Elizabeth conversando com jovem medico, Egídio ficou nervoso e disse: Que não era bobo que ia resolver de uma vez por todas e saiu sem esperar por mim. - Disse seu João.
Nice conhecia a amiga e sabia que havia algo errado, e falou:
- Vou chamar um táxi e vou lá agora, Betinha precisa de mim. -
- Não é necessário, eu estou de carro te levo lá agora. -Disse seu João
- Nice chamou o filho, e os três entram do carro e partiram.
Nice conhecia sr. Albino, e sabia do amor possessivo que nutria pela filha, e o desejo de ver Elizabeth casada com o dr. Eduardo. 
- Vamos sr. João, minha amiga está em apuros! - disse Nice preocupada.
  







domingo, 20 de novembro de 2011

ENTRE DOIS AMORES



  Elizabeth sabia que aquela conversa não seria nada fácil, apesar de não ter firmado nenhum compromisso com Eduardo, ela nunca havia descartado a possibilidade que um dia aceitaria o pedido de casamento do medico por isso ele nunca perdeu a esperança e principalmente com o apoio de Sr. Albino que fazia questão de falar que daria uma grande festa do dia do casamento da filha com Eduardo e que seria o dia mais feliz da sua vida, e Elizabeth já estava quase se conformando com essa situação.  Apesar de não amar Eduardo, nutria por ele uma admiração pelo profissional dedicado, era muito responsável e no hospital era considerado um dos melhores pediatras. Nice amiga de Elizabeth tinha a maior consideração pelo medico, o fato de ter cuidado do filho dela quando chegou desesperada no hospital com o menino gravemente doente, com uma bactéria perigosa, Eduardo praticamente salvou a criança e até hoje o Rafael o chama de tio.
Eduardo e Elizabeth tomaram o café em silencio, os dois envolvidos em seus pensamentos, uma ruga na testa demonstrava a preocupação de Eduardo que já imaginava a decisão de Betinha, Nice já havia comentado com Eduardo o interesse dela por outro rapaz. Na cabeça de Elizabeth tinha duas preocupações: a reação do pai, quando ficasse sabendo do sentimento dela por um rapaz sem profissão definida , e o receio de perder a amizade do seu amigo e colega, que auxiliava quando ela precisava em relação a vida profissional.  Determinada levantou-se queria terminar logo com aquela situação:
- Vamos conversar no jardim. - Já iam se dirigido para sala quando alguém tocou a campainha e Mariana foi para o portão, voltando em seguida dizendo: 
-Betinha, tem um senhor querendo falar com você. -
- Ele disse o nome? - Perguntou Elizabeth curiosa.
- Sr. João, e disse que é amigo de Egí...  Ah! Não me lembro o nome. - Mas Elizabeth entendeu e ficou pálida, saiu rapidamente para o jardim em direção ao portão.
- Senhorita, espero não está te incomodando, lembra de mim? - Perguntou o homem meio sem graça.
-Claro, o sócio do pai de Marly.  - ela não quis mencionar o nome de Egídio, porque Mariana estava com as antenas ligadas, e o que menos queria era dá satisfação a ela.  Eduardo se aproximou querendo entender, e não teve outro jeito se não apresentar o rapaz:
- Este é o Dr. Eduardo, meu pai não passou bem e ele veio medicá-lo, quer entrar, por favor?
- Não, eu só quero uma informação, o endereço da senhorita Nice, se for possível. -
- Claro, anote, por favor. - com o endereço nas mãos Sr. João agradeceu e se despediu.
-Você não devia dá o endereço de Nice a qualquer um. - falou Eduardo preocupado com a amiga.
- Não se preocupe, é um senhor conhecido meu. - Respondeu Elizabeth querendo encerrar o assunto.  Mas Eduardo não estava convencido e insistiu:


- De onde conhece esse senhor?-Ah! Já era demais, e ela respondeu com raiva.
- Chega de interrogatório e vamos para que interesse. - Assim que sentaram Elizabeth iniciou:
- Olha Eduardo, eu não planejei nada na minha vida, sempre deixei meu pai tomar todas as decisões que ele queria, mas agora é deferente, eu quero mudar a situação,  a partir de hoje vou tomar minhas próprias decisões. -
- E que decisão são essas , posso saber? - O medico ficou de pé com o coração batendo forte.
- Eu gosto muito de você e não quero te enganar, eu estou namorando um rapaz. -
- Não acredito! Isso é uma brincadeira? - Eduardo não conseguia encarar a jovem, com os olhos fixo em um passarinho que cantava alegre em cima de uma arvore, sem imaginar a cena que se passava naquele jardim.
Eduardo não queria que Elizabeth sentisse pena dele, e para conter o grito que estava preso na garganta, tirou um lenço do bolso, enxugou o rosto e perguntou com firmeza:        
- E seu pai já esta sabendo disso?   
- Não, vou conversar com ele, quando melhorar. - A jovem tinha consciência que estava destruindo um sonho de dois homens: Eduardo e o pai.
- Seja feliz! -Apressadamente saiu pelo portão sem olhar para trás.   


  
  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

" UM VULCÃO EM ERUPÇÃO! "


O domingo amanheceu nublado, apesar da noite chuvosa , o sol colocava toda sua força para dar o ar de sua graça. O sol queria oferecer  um fim de semana especial   para as pessoas   que precisam acordar cedo para enfrentar a luta diária , algumas pessoas preferiam dormir até mais tarde e outras sair para fazer uma higiene mental e renovar as forças para um novo recomeço.
E existem aquelas que não conseguiram dormir por variados motivos, era o caso de Elizabeth que abraçada ao travesseiro chorou quase toda a noite imaginando como seria duro fazer uma escolha entre o pai , que tinha planos para ela que até então não a incomodava, e entre Egidio que era o grande amor da sua vida . Seu Albino era um homem muito duro, ainda menino  teve que fugir do seu país (Espanha) por causa da guerra, e chegou ao Brasil escondido em um navio de carga, passou muita fome, enfrentou muita luta para chegar em  uma posição financeira estável, e não admitia ser contrariado, principalmente pela unica filha que  planejava uma vida diferente da que tivera.
A vida prega peças e Elizabeth se apaixonou por um jovem pobre, praticamente sem estudo, um mecânico que para Sr.Albino não era o partido ideal  para sua filha . Ah! mas o coração, ele só sabe contrariar, faz tudo ao contrario da razão, parece  ter prazer do sofrimento e se alimenta das lagrimas que sai da alma, e dói demais.
O amor desperta sentimentos guardados  a muito tempo, como um vulcão adormecido que de repente derrama sua larvas quentes. Não só com Elizabeth que estava acontecendo esse fenômeno sentimental,    era  também com Sr.João o chefe de Egídio, que levantou cedo, para ir a casa dos jovens,  queria saber tudo sobre Nice a amiga de Elizabeth que conheceu na festa de aniversario de Marly, e fez com que ele ressuscitasse para o amor.
- Sr.João, aconteceu alguma coisa ? -   Perguntou Egídio assustado ao abrir a porta.
- Muitas coisas, meu jovem, mas nada de ruim, não se preocupe. - O homem respondeu sorrindo, o que deixou o amigo tranquilo. Na mesa  os pães e café quetinho deixava um aroma agradável e Sr.João não resistiu, falou sem cerimonia :
-Se não for incomodo aceito um cafezinho, sair cedo e nem deu tempo comer nada.-  Muito surpreso com a visita inesperada do amigo e patrão, e querendo saber o motivo da transformação no rosto daquele homem ,  cujo   semblante antes era  triste e melancólico por causa do desaparecimento do único filho, agora com um novo brilho no olhar, parecia ter rejuvenescido uns dez anos. Assim que começaram a tomar o café Sr.João Olhou para o jovem e falou com leve sorriso nos lábios :
- Ontem conheci uma mulher maravilhosa, e você a conhece.-
- Já sei, é Nice a amiga de Betinha, eu vi vocês conversando ontem a noite . - Egidio respondeu.-
- Vim aqui porque preciso falar com ela , não sei onde encontra-la . - disse Sr.João .
- Elas precisaram sair rapidamente por causa do horário, o pai de Elizabeth é brabo.- e riram sem imaginar a situação na namorada.
Flaviano apareceu na sala ainda de pijama , e ao ver Sr.João, perguntou esfregando os olhos :
-Estou sonhando com o sócio do meu sogro isso não é bom .-  Se fosse antes o homem teria se aborrecido mas rindo respondeu :
-Vim ao encontro da felicidade e Egídio vai me levar lá - E explicou com muito entusiasmo a situação a Flaviano que perguntou a Egídio :
-Você sabe onde mora Nice? -
- Não, mas sei onde mora minha amada, e nós vamos lá - Respondeu Egídio contente por que queria ver Betinha . Flaviano tomando seu café argumentou :
-Vai sem avisar ?  Muita coragem, seu sogro anda armado, cuidado!- Eles riram, saíram determinado.
Elizabeth não conseguiu sair da cama, estava cansada, não tinha vontade nenhuma de enfrentar o pai que não havia passado bem durante a noite e mandou chamar o  Dr.Eduardo que se aproveitava da ocasião para declarar o seu amor a Elizabeth .
- Betinha o doutor quer falar com você. - Disse Mariana batendo na porta do quarto da jovem.
- Aconteceu alguma coisa com papai ? -  Assustada levantando-se rapidamente .
- Não sei , ele está no quarto do seu pai . - Respondeu Mariana se afastando rapidamente.
-  Eduardo, mandou me chamar ?  Como está papai ? - Abrindo a porta do quarto perguntou Elizabeth.
- Vamos conversar lá fora , preciso falar com você agora. -O medico estava com o olhar estranho

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

" O DIREITO DE AMAR! "




Já eram onze horas da noite , a chuva caia fininha mas o vento estava forte balançando a árvore na entrada do jardim, o perfume dos jasmins exalavam no ar , pareciam agradecida pela garoa que caia sobre elas depois de um dia quente, tornando-a mais bonitas.
A pessoa que esperava Elizabeth na varanda, parecia não se encomendar com frio demostrava impaciência ,pois passeava de um lado para o outro da varanda da casa.
Elizabeth por alguns minutos permaneceu no carro, sua cabeça doía , sabia que precisava ter uma conversa muito seria com o pai , tinha certeza que seria difícil, o amava muito , era agradecida por tudo que ele fez por ela, era filha unica , e ele dedicou praticamente tudo na criação de Elizabeth , e falava sempre que tudo que tinha era para ela , Sr. Albino era proprietário de muitas casas residenciais e uma casa comercial , onde trabalhava desde que chegara da Espanha , com apenas quinze anos e era empregado e os patrões gostava muito dele que  o admirava pela sua força de vontade e depois  de muitos anos vendeu tudo para Sr. Albino. Elizabeth nunca contrariava o pai , sempre fizera tudo para agrada-lo mas agora era diferente , algo muito forte movia dentro
dela , pela primeira vez estava feliz estava amando e sendo amada , e não conseguia mais obedecer os sonhos do seu querido pai , que era casa-la com um homem rico e deixar seus bens para ela , e sempre dizia:
Que ia morrer tranquilo , pois deixava a filha amparada. Agora Elizabeth  tinha seus próprios sonhos , tinha direito de sonhar , de viver aquele amor que dava um sabor especial no seus dias,  uma força invadiu o seu ser e saiu do carro determinada , ia procurar fazer o possível para o que o pai  a compreendesse,  pois conhecia o gênio do Sr.Albino .
- Mariana, é você? pensei que era o papai -  Elizabeth estava decepcionada , queria resolver de uma vez.
- Você acha certo o que está fazendo? -  apesar de ser a governanta , Mariana era considerada como da família,  e era de acordo com tudo que seu do patrão ordenava, e estava muito nervosa:
- Onde estava até agora? - perguntou a governanta.
- Não estou entendendo por que tanta confusão, o que aconteceu ?  -  a jovem ia se aborrecer com Mariana , mas ela respondeu:
- Seu pai não está bem , e mandou chamar o Dr.Eduardo. -    assustada Elizabeth perguntou :
- Onde está meu pai , quero falar com Eduardo . -   a jovem se sentiu culpada .
-  Sr.Albino está dormindo, o doutor deu um remédio , ele te esperou um tempão , depois foi embora chateado. -   Elizabeth gostava de Eduardo como um bom amigo e um ótimo colega de trabalho, mas era só isso, ele era muito atencioso e estava sempre a disposição do seu pai , e até tentou namora-lo para agradar sr. Albino, mais tudo em vão. De repente surgiu o amor em sua vida, mudando seus planos, e seu pai tinha que aceitar, isso é: o que ela esperava.
- E o que aconteceu com papai? ele não foi jogar com seus amigos? -  perguntou a moça.
- Foi, mas  chegou nervoso perguntando por você , dizendo  que viram você com o rapaz da oficina do sr.Ramos. - Mariana falava como se fosse o fim do mundo .
-E dai ? qual é o problema , é um rapaz como outro qualquer.-  Elizabeth estava indignada .
-Ah! e você acha isso normal? o seu pai já tem tudo planejado para sua felicidade com um homem de bem, em condições igual a sua, é o doutor.
- Só que dessa vez vai ser diferente, eu é que vou decidir minha vida - falou Elizabeth abrindo a porta e se dirigindo para o quarto do pai, que dormia sob efeito dos remédios.
- Amanhã eu vou tentar conversar com ele, meu pai tem que entender que já vou fazer vinte anos e tenho o direito de escolher, o direito de amar!  -  Com o coração dolorido foi para seu quarto e ainda ouviu a voz de Mariana dizendo:
-  Betinha  você quer  matar  o seu pai ? -  
 A jovem se jogou na cama soluçando, parecia arrancar do peito uma dor a muito tempo adormecida.








CONTINUA...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

" O AMOR VENCE BARREIRAS! "



Mais uma vez  a lua colaborava com um final feliz dos jovens apaixonados, ela deslizou pela imensidão do céu estrelado e foi se esconder atrás nas nuvens, deixando aparecer apenas uma curva dourada, de repente a noite ficou mais escura e mais oportuna para Egídio responder a pergunta de Elizabeth.
Sem dizer uma palavra se aproximou da sua amada e a tomou nos seus  braços beijando-a com tanta ternura que não deixava duvidas que o rapaz estava disposto a lutar com todas suas forças pelo amor de Elizabeth. Os dois permaneceram abraçados em silêncio, só  as batidas do coração dialogavam entre si falavam a linguagem do amor, e só quem sabe amar  conseguem  traduzir.
Uma chuva bem fininha começou a cair, mas os jovens parecia não se incomodar, não
queriam interromper aquele momento magico, quando de repente uma voz gritou de dentro da casa:
-Ei vocês querem  ficar doentes, venham! tem um bolo delicioso aqui dentro.-Era Flaviano feliz pelo amigo, finalmente tinham acertado os ponteiros.
-Será que não mereço um abraço de aniversário? Quero conhecer Elizabeth, entrem logo.- Marly, alegre como sempre já estava na porta disposta a ir busca-los.
-Vamos entrar?  não quero que vocês pequem um resfriado. Quero que você conheça meus amigos, Agora vocês tem todo tempo do mundo para conversarei, não é verdade? - falou Marly.
Egídio estava  feliz e não largava a mão da namorada, que por sua vez sorria de felicidade:
-Meu Deus, me esqueci de Nice, onde está ela? -Elizabeth se preocupou quando não viu a amiga junto do carro, e quando ia  perguntar a Osvaldo, o motorista , Marly falou rindo muito :
- Se está procurando uma amiga abandonada, eu a resgatei da chuva e se a quer de volta venha busca-la. - Nice estava sentada tranquilamente tomando um suco.
Todos começaram a rir, e Egídio e Elizabeth rindo também correram para dentro da casa pois a chuva caiu mais forte. Começaram as apresentações entre abraços e beijos e Elizabeth se sentia tão a vontade, parecia que se conheciam a muito tempo, até Nice conversava alegremente com um senhor, sentados no sofá comendo um pedaço de bolo. Nice tinha 45 anos embora  parecesse menos, tinha os cabelos claros, era simpática e prestativa,  morava sozinha com um filho de 12 anos, aquele menino que foi ao hospital com infecção grave. Aparte daquele dia Nice e Elizabeth  tornaram se amigas e nunca mais se desgrudaram, isso já fazem três anos.
- Marly, quem é aquele senhor que está conversando com Nice?-  Perguntou Elizabeth achado que amiga estava muito entusiasmada com a conversa. Marly se voltou para verificar, disse:
- Ah! é Sr.João, amigo e sócio do meu pai na oficina,  não se preocupe, sr João é viúvo e está procurando uma namorada.- disse a jovem puxando Elizabeth pela mão.
- Vamos achar nossos príncipes para dançar - Uma melodia românica  "  Only You " de Elvis Presley, começou  a tocar e os casais dançavam abraçadinhos e trocavam palavras de amor, mas algo fez com que eles despertassem do sonho para realidade, era o motorista, com a buzina do carro anunciava que estava na hora de voltar para casa.
- Meu Deus é Sr Osvaldo, tenho que está em casa antes da onze horas, preciso ir meu amor. - Elizabeth sabia que o pai chegava do jogo de power  com seus amigos as onze horas  e faltava apenas vinte minutos,
e não queria que Sr. Albino ficasse sabendo do seu namoro com Egídio agora , tinha que conversar com ele, e com certeza não seria nada fácil.
O carro parou em frente a casa, uma luz estava acessa na varanda, uma pessoa a esperava de pé junto a coluna de mármore, não queria mentir para o pai,  por isso pensou: Seja o que Deus quiser!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

" O HOMEM FAZ PLANOS, MAS A RESPOSTA VEM DE DEUS"



Vigésimo oitavo capítulo.
A noite estava linda a lua brilhava tanto que clareava todo o pequeno jardim onde acontecia a festa de aniversario de Marly .
A  lua queria ser testemunha no encontro dos jovens apaixonados, a lua parecia torcer pelo amor daquele casal que até agora só tinha  sido de desencontros. Já faziam oito meses do primeiro encontro de Elizabeth e Egídio e ainda não tinham experimentado a felicidade de amar e ser amado.
-Vamos Nice, não é esse o endereço -  Disse Elizabeth puxando a amiga em direção ao carro com o motorista que esperava por elas.
-Espere um pouco! O enderenço está certo e  eu estou esperando por você a muito tempo, preciso falar com você e  tem que ser agora.-  Falou Egídio correndo  rapidamente, impedindo-as de entrarem no carro.
Com receio que Elizabeth fosse embora mais uma vez, o jovem falou com voz firme:
-Vocês me dão licença, mas eu preciso resolver um problema urgente com Elizabeth -
 Egídio estava muito nervoso, não podia perder aquela oportunidade de se entender com sua amada, tinha que ser firme, seu coração batia  tão  forte que sua respiração estava ofegante, e com a voz de quem suplicava disse só pra  Elizabeth ouvir,e com gesto de romantismo pegou uma rosa vermelha ofereceu a jovem  e disse:
-Por favor vamos nos sentar naquele banco, tudo que preciso é desse momento.-   Notando no olhar do rapaz uma ponta de tristeza, se dirigiu para amiga que não entendia nada e falou:
-Não se preocupe Nice, está tudo bem, não vou demorar.- Acompanhou Egídio até o banco onde antes ele estava sentado com a amiga de Marly, que com a chegada inesperada de Elizabeth , entrou em casa envergonhada. Ao sentar-se, um silencio angustiante se fez entre eles, só o som da musica como o um fundo musical cooperava para que os dois se entente de vez,  Egídio procurava as palavras certas, disse sem jeito:
-Eu gosto muito de você, mas tudo indica que não sou correspondido...
- Porque... - Elizabeth tentou falar alguma coisa, mas o rapaz estava disposto a arrancar tudo que tinha
guardado durante todo este tempo e prosseguiu:
-Por favor me deixe  desabafar,  depois quero que você seja sincera comigo, para que eu possa tomar uma atitude definitiva .- Apesar de ser uma jovem bonita de cabelos negros e lisos e olhar tranquilo, mas naquele momento estava apreensiva dava pra notar que nunca tinha passado  por essa situação, e balançou a cabeça concordando,  Egidio continuou a falar, mas a sua vontade era de abraça-la forte e dizer o quanto a amava.

- Sei que nossas diferenças são muitas, financeira, social, sei que pretende ser medica, e eu sou apenas um jovem que não teve muitas oportunidades, a vida tem sido muito dura para minha família e pretendo mudar esta situação, não era meus planos me apaixonar por você, mais a vida é assim : fazemos planos mas a  resposta vem de Deus e o mais importante, não quero sofrer e nem fazer você sofrer, deu pra entender?     Elizabeth parecia hipnotizada, seus olhos brilhavam muito, por que a lua insistia em iluminar com os seus raios dourados o rosto da jovem, e as lagrimas começara a rolar e olhando fixamente disse:


-Eu te amo, lutei muito vou para  isso não acontecer, porque sei a luta que vamos enfrentar, meu pai não vai concordar, pelo contrario vai te perseguir, eu o conheço, será que vale apena insistir? Você está disposto a enfrentar o meu pai?

sábado, 1 de outubro de 2011

"SONHO DE INFÂNCIA"





Vigésimo sétimo capítulo.
Dentro da casa, todos os amigos de Marly procuravam com dificuldade ficar em silêncio para que ela não desconfiasse da grande surpresa de aniversario que ela iria ter quando abrisse aquela porta.
Marly nunca podia imaginar que seu pai, Sr.Ramos, estaria participando da festa. Quando Marly tinha apenas cinco anos, sua mãe D. Luíza viajou para o Rio de Janeiro alegando que seu irmão estava muito doente e precisava de seus cuidados, dois meses depois mandou uma carta comunicando que não voltaria mais, pois encontrara outra pessoa, pedia perdão ao marido, dizia que amava muito a filha que pretendia visita-la caso Sr.Ramos concordasse. Foi um choque muito grande para aquele homem, que amava a esposa e sua filhinha e nunca lhe passou pela  cabeça que sua mulher abandonasse o seu lar. Correu para o quarto da filha que dormia inocente, abraco-a com tanta força que  ela acordou assustada e foi logo perguntando:
-Foi a mamãe  que chegou, papai? - Marly nunca esqueceu do rosto do seu pai, seus olhos estavam brilhando e mesmo que tentasse controlar as lagrimas,sua expressão era de dor. Os dois,pai e filha se uniram mais do que antes tentando compensar a falta da esposa e mãe, e aliviar o sofrimento um do outro. Uma semana depois, vendeu sua casa e tudo o que tinha e partiu daquele lugar onde todos o conheciam, e depois de quinze anos era um homem prospero,com muita luta comprou um galpão e montou sua oficina e ate hoje Marly pensa que sua mãe havia morrido. Havia noites que sonhava com a mãe voltando, corria para abraça-la, mas era apenas um sonho e chorava baixinho.
Seu funcionário e amigo Sr.João, que conhecia toda história do patrão e sabia que ele nunca mais comemorou o aniversario da filha por mais que ela insistisse, Marly cresceu sonhado em algum dia comemorar seu aniversario, mas dessa vez seu Ramos resolveu fazer parte da festa surpresa e realizar o sonho de sua querida filha.
A porta foi aberta e Marly ficou parada sem acreditar no que via, seus olhos percorriam cada detalhe da sala, como uma criança que ganha um brinquedo dos sonhos, as lagrimas corriam pelo seu rosto e abracando o noivo quase sem conseguir falar disse:
-Obrigado, você é maravilhoso... - A conversa foi interrompida pelo som das vozes alegre cantando              " Parabéns pra você".
Em meio a beijos e abraços Marly notou a presença do pai que com ternura abraçou a filha
 - Feliz aniversario querida, te amo muito, só quero que você seja feliz!-
-Eu sei papai, obrigada por está presente em todos os momentos da minha vida.- Pai e filha se abraçaram com muita cumplicidade. Flaviano observava satisfeito sua noiva, ela estava feliz e era o que importava. Egídio se aproximou do amigo com um sorriso dos lábios e disse:
-Que festa linda, saiba que tenho o maior orgulho de ser amigo de vocês, é o casal mais bonito que eu já vi.- Os três se abraçaram e Marly perguntou toda feliz:
-Agora quero conhecer a dona do coração do meu amigo, onde ela está? - O sorriso desapareceu dos lábios de Egídio, e  ele falou:
-Ela não veio, eu já esperava por isso.- falou Egídio com tristeza.
 Flaviano tentando mais uma vez animar o amigo disse:
-A festa só está começando, ela vai chegar a qualquer momento, você vai vê!-
-Marly venha ver o seu bolo com está lindo; estamos com fome!- Gritou Isabel, uma das amigas de Marly.
Quando a musica começou a tocar, Egídio saiu para o jardim e sentou-se num banco encostado na janela, com os pensamentos distantes.
-Você se incomoda se eu me sentar aqui?-Disse Carmen mais uma amiga de Marly, que não tirava os olhos de Egídio desde que ele chegou, era uma jovem muito bonita, mas muito exagerada na maneira de se vestir, a vontade do rapaz era dizer: não, quero ficar sozinho, mas por educação respondeu:
-Tudo bem!- A moça sentou-se muito perto, tentado provocar o rapaz e se apresentou:
-Me chamo Carmen e já sei o seu nome, perguntei a Marly.- E oferecendo a mão se encostou mais no rapaz que tinha vontade de sair dali, de repente um carro estacionou em frente ao portão e duas figuras femininas , muito elegantes desceram e uma delas demostrando não gostar da cena que via, falou irritada:
-Boa noite, tenho impressão que chegue no momento errado. -  falou uma jovem que decepcionada  voltou-se para ir embora:
- Elizabeth! gritou Egídio ao reconhecer sua amada.
CONTINUA...



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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

" NOITE DE PRINCESA!"


Vigésimo sexto capítulo
Flaviano tentava animar o amigo, tinha apenas onze meses que conhecia Egídio mas parecia a mais  tempo, adotou o jovem como irmão caçula e se preocupava com a segurança dele, porque sabia que Egídio era um rapaz de coração puro e sensível e receava que se envolvesse com pessoas erradas. Apesar de Marly também gostar muito de Egídio achava que o noivo exagerava na proteção, o rapaz precisava aprender a se virar sozinho, talvez existisse um pouquinho de ciúme.
Assim que Flaviano olhou para o amigo, notou a expressão de tristeza do jovem, mesmo Egídio tentando disfarçar, dizendo:
 - O jantar vai ser onde? Estou com uma fome de leão.
- Eu também, então vamos comer em um lugar muito especial.- disse Flaviano.
Flaviano com receio que os planos da festa surpresa fossem frustados, se adiantou falando:
-Querida por favor, vá se arrumar, quero você bem bonita, vamos sair os três.
-Posso saber para onde vamos e que tipo de roupa colocar?-No fundo Marly havia notado que estavam escondendo alguma coisa dela, só não imaginava o quê, e estava chateada, o noivo nunca
escondeu nada dela. Flaviano conhecia o gênio da noiva e sentia-se entre a cruz e a espada, antes que Marly decidisse que não queria mais sair, sorrindo abraçou a noiva com carinho e falou baixinho no seu ouvido:
-Quero que você coloque aquele vestido cinza, essa noite vai ser especial.
Marly retribuiu o abraço e perguntou:
-Promete? - perguntou a noiva fazendo charme.
-Prometo, estou te esperando.- Disse Flaviano aliviado.
Como um passe de magica o lindo rosto de Marly se iluminou e beijando o noivo com carinho disse:
-Você venceu, volto logo.- E subiu as escadas onde ficavam os quartos do pai e o dela.
 Flaviano olhou para o alto, agradeceu a Deus, por ter conseguido contornar a situação com Marly, agora era com Egídio  e com muita paciência perguntou ao amigo: 
-Que ouve dessa vez Didi?- Era o apelido que o pai seu Oscar o chamava.
Egídio contou tudo com detalhes esperando ser consolado:
- E porque essa cara? você fez tudo certo, foi corajoso, levou o convite e agora é só esperar para ver se essa moça merece esse sofrimento todo. - falou Flaviano nervoso.
- Acho que não deveria ter indo na casa dela, o mundo de Elizabeth é diferente do meu. - disse Egídio sentido-se inferior.
- O que é que tem haver a situação dela com o amor de vocês dois? no amor não pode haver barreiras.- Flaviano estava chateado.
- É que o pai dela não vai aceitar um pé rapado como genro. - falou Egídio.
-  Mas quem decide isso não é o pai dela, são vocês, Tá com medo de que?-  Flaviano falou alto.
- Eu ... -  Egídio foi interrompido.
- Posso saber o motivo da gritaria? - era Marly muito linda.
Os dois se voltaram em direção aquela voz, sem dizer nada.
- Então como estou? - perguntou a moça exibindo com elegância o vestido cinza. 
-Parecendo uma princesa.- Disse Flaviano se dirigido ao pé da escada e com um gesto de cavalheiro
ofereceu a mão para a noiva descer.Os três rindo saíram pelo o jardim, afinal tudo estava pronto para festa na casa de Flaviano.
- Preciso passar em casa pra mudar essa camisa. - Egídio inventou uma desculpa para levar Marly até a casa onde tudo estava preparado para surpresa.
Apesar da casa não ser muito grande, todos os amigos de Marly e de Flaviano estavam esperando a
jovem surgir na porta para cantar o famoso " parabéns pra você ".
Quando o carro parou em frente a casa, estava em silencio, parecia que não havia ninguém
-Vou esperar no carro, em quanto Egídio se arruma.- Falou Marly se encostando no banco do carro. --- Nada disso, vamos entrar, quero beber um copo d'água, porque meu amigo aqui, demora muito pra se produzir.- Quase arrastando a noiva, Flaviano e Egídio abriram a porta.


CONTINUA...

domingo, 18 de setembro de 2011

"JOGO DA VIDA! "


VIGÉSIMO QUINTO CAPITULO

Encostado no muro em frente a casa de Elizabeth, Egídio criava coragem para enfrentar o pai da jovem que ganhou seu coração, afinal de contas não podia desistir facilmente dos seus sonhos, o que sentia por Elizabeth  era muito forte, um sentimento novo para um rapaz com dezenove anos. Egídio era  de uma família humilde, mas muito íntegra, detestava qualquer tipo de preconceito e injustiça.
Flaviano tinha razão, se queria vencer, tinha que lutar, não podia esperar que as coisas caíssem do céu, tinha que correr atrás da sua felicidade.- pensou ele-
Existe um proverbio que diz: Há três coisas que não voltam atrás, oportunidade perdida, flecha lançada e palavra proferida, por esse motivos estava na hora de agir.respirou fundo, atravessou a rua e apertou a campainha, com o coração aos pulos, a espera era angustiante, de repente a porta se abriu e uma mulher olhando surpresa perguntou-lhe:
- O que deseja? - O rapaz procurando as palavras certas, respondeu:
- Queria falar com Sr.Albino é possível?- Desconfiada a mulher respondeu:
-Sinto muito, ele não se encontra, posso te ajudar?
Egídio não queria sair dali sem resposta, insistiu:
-Posso esperar por ele?
-Não, dia de sábado ele costuma demorar um pouco. - respondeu a mulher um pouco nervosa.
- Se era só isso me dê licença porque estou muito ocupada. - Quando a empregada  ia fechar a porta: Egídio  deu a última cartada:
- Olha moça sou amigo de Elizabeth e vim trazer um convite de aniversario de uma amiga dela.
-Ah! você deve trabalhar no hospital.- A mulher parecia mais aliviada.
Egídio preferiu não desmentir e perguntou:
-E ela está?- perguntou ansioso, porque era folga dela.
-Não, foi visitar uma amiga, mas pode deixar que eu entrego o convite.-
Não era o que planejara, mas era melhor do que nada, entregou o envelope e uma rosa vermelha.
-Que linda, deve ser do Dr.Eduardo, obrigada.- Mariana agradeceu e fechou a porta.
O mundo parecia ter desabado sobre aquele rapaz, caminhava sem se importar com o movimento das
pessoas, uma pergunta martelava na sua cabeça:
Porque a mulher achava que o convite era do medico, e o pior ela achou que Egídio fosse office-boy ou melhor menino de recado, estava arrasado!
-Será que sua amada já tinha esquecido dele? e estava namorando com o tal Dr.Eduardo, se sentia traído, um bobo.
Em quando isso, na casa de Flaviano os preparativos estavam indo de vento em polpa, Lucy,Carmen e Isabel, as amigas de Marly, ajudavam na decoração da casa.
Nas paredes da sala as bolas rosas e brancas formavam cachos cada um pendurado em um canto, numa faixa toda decorada com muitos corações pequenos estava escrito: PARABÉNS MARLY NÓS TE AMAMOS.
Da mesa um lindo bolo com duas velinhas representando os vinte um anos da aniversariante.
Com receio que Marly aparecesse, e estragasse a surpresa Flaviano resolveu ir até a casa da noiva para evitar que ela aparecesse de repente:
Com um lindo boque de rosas vermelhas,tocou acampainha:
-Lindas rosas para a flor mais linda do meu jardim. - Falou o rapaz quando Marly abriu a porta, em seguida beijou a noiva com carinho.

-Que flores linda amor, já estava me preparando para ir na sua casa almoçar com você e Egídio.-
Falou Marly um pouco decepcionada, pois imaginava algo especial, Flaviano notou que a noiva esperava uma festa e para ela não desconfiar foi logo dizendo:
-Egídio ficou de passar aqui, que tal irmos almoçar no GRANDE PONTO para recordar os velhos tempos? - perguntou o noivo para disfarçar.
-Tudo bem, o que importa é estarmos juntos- Respondeu ela sem muita convicção.
-Ah! Você vai conhecer a namorada de Egídio. falou o rapaz sorrindo.
- Como assim, Egídio já está namorando? - perguntou Marly.
- Pelo menos ele tomou coragem e foi até a casa dela.- falou o rapaz tentando disfarçar, para que a noiva não desconfiasse da festa surpresa.
-Meu Deus que maravilha, eu torço muito pela felicidade de Egídio, ele é um bom rapaz.- Disse com muita sinceridade Marly estava feliz!
A campainha tocou, interrompendo a conversa:
-Deve ser Egídio.- Falou Marly.
Quando abriu a porta se assustou com aparência do rapaz.
-Que cara é essa, o que aconteceu? - Perguntou Flaviano ao notar a expressão abatida de Egídio.
- Simplesmente eu não tenho como competir com o doutor, eu desisto!- falou Egídio se jogando do sofá.
- Meu caro, no amor não existem regras: de beleza, riqueza, de nível social, de cor. Se essa moça te ama realmente, ela não vai desistir. - falou Flaviano abraçando o amigo, e acrescentou:
- O jogo da vida é:  LUTAR SEMPRE!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"A ARVORE, SE CONHECE PELOS FRUTOS! "



VIGÉSIMO QUARTO CAPITULO
Uma sombra caminhava na escuridão da noite, só as luzes dos carros que passavam rapidamente iluminavam a figura de um rapaz que com os passos lentos não se incomodava com os pingos de chuva que caiam sobre sua cabeça molhando seus cabelos,
a água  escorria pelo rosto se misturando com as lagrimas que teimavam em escorrer fazendo com que ele de vez em quando enxugasse os olhos para poder vê as poças de água que se formavam na calçada. De repente um barulho muito forte iluminou o céu, em seguida um raio anunciava a tempestade que logo iria cair. Aumentando os passos o rapaz entendeu a mensagem de Deus, e decidiu ir para casa, chegando ao seu destino empurrou a porta:
-Até que em fim, pensei que tinha acontecido alguma coisa, quer dizer o que aconteceu?- perguntou Flaviano muito chateando com o comportamento de Egídio, que mudou muito nos últimos quinze dias, andava calado, até o seu cachorrinho lesse tinha percebido.

-Calma, só estava andando por ai, pensando na minha vida, não precisa se preocupar. - respondeu Egídio surpreso com a reação do amigo.
Flaviano estava realmente preocupado com aquele rapaz que praticamente adotou como filho e falou energicamente:
-Vamos conversar, sente-se aqui.-  o amigo estava nervoso.
-Não pode ser amanhã? Estou com dor de cabeça.-Argumentou Egidio, procurando fugir do assunto.
-Não, tem que ser agora. - falou puxando uma cadeira, indicou para o amigo sentar:
-Olha Egídio eu vou abrir meu coração pra você e quero que você faça o mesmo, certo?
-O que foi que eu fiz? Eu nunca vi você tão serio.- assustado o rapaz obedeceu.
-No dia que te vi sozinho naquele trem, assustado, imaginei o que um garoto da sua idade iria fazer na cidade, meu coração se encheu de carinho e preocupação. Sabe sempre fui sozinho e tinha um sonho de ter uma família e um irmão pra brincar, jogar bola, em fim até brigar de vez em quando- Flaviano estava emocionado e Egídio também, e continuou:
-Você já imaginou se eu e Marly não tivesse te ajudado como estaria você agora? já pensou nessa
hipótese, você poderia esta dormindo debaixo da ponte ou então voltado pra casa.
-Como posso esquecer o que vocês fizeram por mim, nunca poderei pagar, e você é como um irmão pra mim e não quero te causar problemas - Egídio falou com sinceridade.
-Então vamos fazer um coisa, como irmão mais velho e mais experiente pois vou me casar em pouco tempo, e indiretamente sou responsável por você, tenho direito de me preocupar com você, e as suas atitudes ultimamente não tem me agradado,você tem chegando atrasado no trabalho, andado por ai sem destino, chegado tarde em casa, só porque uma garota que você conhece a pouco tempo pede um tempo pra pensar, isso prova que não está preparado para enfrentar a vida, e que a garota tem razão em não confia em você. -  argumentou Flaviano um pouco alterado.
-Mais porque você está me dizendo tudo isso? Explique melhor.-perguntou Egídio levantando bruscamente.
-Você está se comportando como um bebe chorão que quando não ganha um pirulito fica chorando pelos cantos, se você não mudar sua atitude não vai conquistar nada da vida.-  levantando-se também Flaviano segurou o amigo pelos ombros e falou energicamente:
-Eu só quero o seu bem, pare de agir como um
caracol que ao invés de lutar pelos seus sonhos, se esconde dentro de si mesmo.- Quando terminou de falar, Flaviano se dirígio para porta para sair.
-Me perdoe amigo, eu tenho sido um egoísta.- falou Egídio  abrancando o amigo.
- Eu é que te peço perdão, não tenho direito de me meter em sua vida. - disse Flaviano.
- Estou apaixonado, e sei que sou correspondido,
não quero perder Elizabeth, me ajude.- Egídio desabafou.
- Vamos lutar juntos, e eu tenho um plano para provar se realmente ela esta interessada em você. aceita o desafio?- disse Flaviano sorrido.
-Claro,me diga o que fazer estou disposto a tudo pra ter Elizabeth junto a mim.- Egídio estava animado.
-Sábado é aniversario de Marly, e vou fazer uma surpresa para meu ela.- falou Flaviano.
-E onde eu entro na historia - disse Egídio rindo.
-Já organizei tudo: doces, salgados, musicas, tudo que Marly merece, esta casa vai ficar linda e
você tem uma missão difícil.- Flaviano fez suspense.
-Qual é essa missão? -Perguntou Egídio ansioso.
Flaviano fez suspense, deixando o amigo mais nervoso.
- Você vai procurar o endereço dessa moça e vai convida-la para um aniversario de uma amiga,que do caso é Marly, se realmente ela estiver interessa em você, não vai recusar.- planejou Flaviano.
- Não sei se é uma boa ideia ir até a casa dela, o seu pai é muito brabo.-  respondeu Egídio.
- Se fosse eu, ariscaria, ou não vale a pena? disse o amigo.
- Claro, é isso que vou fazer, e seja o que DEUS quiser!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"TODA BELA TEM UM PAI QUE É UMA FERA! "

VIGÉSIMO TERCEIRO CAPITULO
Egídio estava disposto a tudo para conversar com a garota dos seus sonhos, mesmo achando que não tinha chance alguma diante do seu adversário, por isso aproveitou a hora do almoço e foi espera-la no ponto onde sabia que iria encontra-la, o que não esperava era encontrar novamente com o mesmo rapaz do outro dia, acenou para ela na esperança de tentar mais uma vez conhece-la melhor:
Elizabeth se dirigiu até o carro de Eduardo, e isso gelou o coração de Egídio, Pensou: - Ela não quer falar comigo!-  quando notou que ela falou algo para o rapaz do carro e em seguida dirigiu-se ao encontro de Egídio.
- Precisamos conversar, não acha? - falou a moça quando chegou perto.
- Claro, claro por isso estou aqui. - gaguejou o rapaz.
- Só que não posso agora, vamos nós encontra ás 07:00h naquela lanchonete perto da faculdade onde estudo, está bem? - disse a jovem preparando -se para voltar ao carro de Eduardo que esperava por ela.
- Só uma coisa, me diga o seu nome! - perguntou o rapaz apresado.
- Elizabeth Martins. e o seu? -  perguntou a moça.
- Egídio. ao seu dispor. - falou o rapaz apertando a mão delicada da moça.
Elizabeth entrou no carro de Eduardo, que saiu em disparada demonstrando está com muita raiva.
Eduardo levou Elizabeth para almoçar em um restaurante de luxo, queria emprisionar a moça.
- Eduardo quero que você me entenda, eu gosto muito de você, mas não o suficiente para me casar.- falou Elizabeth olhado diretamente nos olhos do rapaz.
- Se você me dê uma oportunidade, prometo que vai me amar como te amo, nós temos tudo pra dá certo: nossa família, a nossa profissão. - falou o doutor quase implorando.
- Isso não basta, não posso sempre fazer a vontade do papai, preciso de liberdade. - desabafou a moça.
- Você não pensava assim até encontrar esse vagabundo que anda te perseguindo. - falou Eduardo.
- Você nem conhece o rapaz, como pode falar assim?- a moça estava indignada.
- E você conhece? não consigo entender como pode destruir um sonho que seu pai lutou a vida toda para te dar, um desconhecido vem e destrói em um segundo. - falou Eduardo revoltado.
- Durante toda minha vida eu só fiz o que meu pai quis, só que agora quero tomar minhas próprias decisões, sei que não vai ser fácil, mas vou arriscar. - disse Betinha.
- Sr. Albino não vai aceitar, você conhece o seu pai, sabe do que é capaz. - ameaçou o rapaz.
- Claro que conheço, vou conversar com ele, se me ama com diz, vai entender. - falou a moça sem nenhuma convicção.
- Pense bem no que está fazendo, não se precipite, isso pode custar muito caro. - falou Eduardo.
- Quero ir para casa, perdi a fome. - Disse Elizabeth levanta-se para sair.
- Calma! não queria que se aborrecesse, vamos almoçar, prometo não falar mais desse assunto, pelos menos nesse momento. - Eduardo segurou a jovem pelo braço.
Almoçaram em silencio, Elizabeth estava confusa, pela primeira vez em sua vida ia contrariar o seu pai, isso não seria nada fácil.
O carro de Eduardo parou em frente da casa de Elizabeth:
- Até amanhã. - disse a jovem saindo rapidamente do carro.
- Posso vir te ver a noite. - perguntou o rapaz.
- Não, preciso descansar. - mentiu Elizabeth, pois pretendia encontrar com Egídio.
A porta do quarto do pai estava entre aberta, mas não queria encontrar com ele agora, precisava pensar. Foi para o seu quarto, ainda não sabia o que ia acontecer no encontro que marcara com o rapaz chamado Egídio.
- Betinha, posso entrar? - Era Mariana, a governanta que praticamente criou Elizabeth.
- Sim.- respondeu a moça, um pouco contrariada, pois sabia que Mariana vigiava todos os passos dela, em obediência a sr. Albino.
- O seu pai te esperou para almoçar, o que aconteceu? - perguntou Mariana.
- Eduardo foi me buscar, e almoçamos juntos. - explicou Elizabeth.
- Aconteceu alguma coisa? estou te achado um pouco abatida. - indagou a governanta.
- Não é nada, só estou cansada. Vou descansar um pouco antes de ir para faculdade.- respondeu a jovem,tentando desfaçar.
Seis horas da noite, e Egídio já estava esperando Elizabeth no lugar marcado, estava nervoso pediu uma água mineral e não tirava os olhos na entrada do restaurante. Sete e quinze a jovem apareceu e o coração do rapaz disparou:
- Boa noite Egídio, acertei o seu nome? -  falou Elizabeth tentando descontrair.
- Sim,e o seu Elizabeth, nome de rainha. - e os dois riram.
- Antes de qualquer coisa, quero tirar uma dúvida: - falou Egídio.
- Pode falar. - disse a moça.
- Você tem algum compromisso com aquele rapaz?- ^perguntou Egídio aparentemente abatido.
Um silencio de alguns segundos se fez, e finalmente a moça falou:
- Mais ou menos. - respondeu.
- Como assim? não entendi. - O rapaz estava atordoado.
O garçom apareceu interrompendo a conversa, e para se livrar dele Egídio falou:
- Uma pizza e dois sucos de laranja. -  e o garçom saiu rapidamente.
- Me explique, não entendi! - perguntou o rapaz ansioso.
- Na verdade eu inda não tenho compromisso nenhum, mas na cabeça do meu pai devo me casar com o doutor Eduardo, meu pai é maravilhoso,mais muito ciumento, possessivo, é uma fera que me trata como se eu tivesse dez anos. - Elizabeth estava pensativa,não era o tipo de assunto que pretendia abordar naquela noite,queria uma noite romântica,tudo cooperava pelo ambiente, vários casais conversavam bem juntinhos,uma musica suave tocava baixinho,e a lua lá do alto iluminava cada namorado com a magia do amor.
- Te amei a primeira vez que te vi e pensei que era correspondido, mas tudo indica que me enganei,
o que você tem pra me dizer?- Egídio estava angustiado.
Elizabeth olhava para o rapaz em silencio, apesar te também amar aquele rapaz, não podia tomar nenhuma decisão, precisava de tempo para conversar com o seu pai, não queria colocar Egídio em situação difícil, por isso falou sem pensar:
-Eu não sou a pessoa certa pra você, vamos deixar como está, é melhor para nós dois. - falou Elizabeth tentando ser forte.
- Já entendi, eu não sou o homem do seu nível, sou um idiota, você nem imagina o que eu passei, quantas vezes voltei no ponto onde te vi pela primeira
vez pensando te encontra, e isso aqui, leia.- tirou um papel do bolso e entregou a Elizabeth com raiva.
-Não vou lê agora, quero te pedir um favor, e espero que me entenda.-só de imaginar que pedido seria o rapaz gelou:
- Me esqueça, um dia você vai entender. -  terminou a frase e saiu rapidamente.


CONTINUAÇÃO...



sábado, 13 de agosto de 2011

UMA SOMBRA ENTRE NÓS!


VIGÉSIMO SEGUNDO CAPITULO

Depois de uma noite mal dormida, Elizabeth chegou no hospital para mais um dia de trabalho, a cabeça doía muito, decidiu tomar um cafezinho no refeitório. as lembranças de um sonho estranho, vieram em sua mente: sonhava que estava em um lindo jardim,com muitas flores, e o sol iluminava com seus raios dourados, quando de repente uma sombra escureceu todo jardim, olhou para trás e viu uma arvore muito alto além do normal que os galhos pareciam querer alcançar o céu, um banco de madeira,pintado azul arrodeava o tronco,as folhas caiam cobrindo o chão,fazendo um ruido quando alguém pisava,alguns raios do sol passavam entre as folhas iluminando um casal apaixonado que trocavam juras de amor sentado juntinhos, a sombra negra encobriu o casal de namorados,Elizabeth acordou assustada,ficou por alguns minutos sentada na cama tentando colocar os pensamentos em ordem,se levantou bebeu água,olhou o relógio,três e vinte da madrugada não conseguiu dormir mais.
O que significava aquele pesadelo? Uma voz a trouxe á realidade:
-Elizabeth, Dr.Pedro quer falar com você.- falou Olga a enfermeira-chefe, como sempre de mal humor, não conseguia disfarçar o ciúme que sentia da enfermeira, pois era apaixonada pelo doutor Eduardo, que era apaixonado por Elizabeth.
-Está certo, vou colocar o jaleco e...- interrompeu a enfermeira-chefe:
-Não é preciso, vá agora! Ele disse que é urgente.- Olga saiu fechando a porta.
Ao entrar na sala, o médico conversava com uma moça de uns trinta cinco anos, muito elegante que demostrava está nervosa, Elizabeth entrou e disse:
- Com licença doutor. o senhor mandou me chamar? cumprimentou a moça.
- Sim, essa é dona Nice, mãe de desse garotão, ele contraiu uma bactéria muito rara, por esse motivo preciso de um grande favor seu. - falou o doutor.
- Pois não, estou as ordens. - respondeu Elizabeth.
- Preciso que vá até o  laboratório do Dr.Eduardo- falou o doutor
Elizabeth ficou pálida, a ultima coisa que queria era encontrar com Eduardo, depois do que ele fez, interrompendo  a conversa dela com o Egídio . Ao notar a rosto da moça,
o dr.Pedro perguntou:
- Você não está sentindo-se bem?
- Está tudo bem, é só uma dor de cabeça.- respondeu a jovem.
- Se o senhor quiser eu posso ir. - se ofereceu Olga, ela tudo que ela queria, encontrar com Eduardo.
- Não precisa, eu vou, preciso mesma falar com o dr. Eduardo.- respondeu Elizabeth.
- Então está aqui a formula, peça pra ele fazer com urgência, o menino está com febre muito alta. disso o dr.
- Muito obrigada enfermeira, você não imagina como fico grada pela sua ajuda. - falou Nice, a mãe do menino.
- Não me agradeça, é minha obrigação, tudo vai dá certo.-
falou Elizabeth segurando a mão da mãe do menino para tranquiliza-la.-
O laboratório ficava no centro da cidade no 5°andar de prédio antigo que Elizabeth tinha vindo varias vezes. O Dr.Eduardo um jovem de vinte sete anos muito atraente de uma família tradicional,
que nutria pela enfermeira uma paixão que não era correspondida. mas que para agradar seu pai, Elizabeth se esforçava para gostar do medico, pois o pai de Eduardo e o pai de Elizabeth eram muito amigos, e jogam cartas todo fim de semana.
-Que surpresa agradável receber logo cedo a enfermeira mais bonita que já vi , a que devo essa honra?- falou Eduardo ao ver a moça entrar na sua sala.
- Agradeço pelo elogio, mas o assunto é serio- falou Elizabeth demonstrado raiva.
- Calma! ainda chateada com que aconteceu ontem? falou o rapaz.
- Não quero falar desse assunto agora, depois do expediente precisamos conversar muito serio, agora o que interessa é providenciar essa formula com urgência.- falou Elizabeth entregando um papel a Eduardo.
- Tem que ser agora? - perguntou o medico.
- Sim, o Dr.Pedro está aguardado, é para um garotinho que está esperando no consultório.
Depois de alguns minutos Eduardo voltou com o remédio:
- Pronto, estou mesmo indo pra o hospital, posso te levar de carro, é  mais rápido, já que é urgente.- ofereceu o medico.
-Se não for te atrapalhar eu aceito, quanto mais cedo chegar melhor!
Durante o trajeto do carro os dois permaneceram calados,ao chegar ao hospital foram direto a sala do Dr.Pedro,que esperava juntamente com a mãe de Rafael,esse era o nome do menino.
-Que bom que você veio Eduardo.- disse Dr.Pedro apertando a mão do colega,os dois conversavam em voz baixa e pediram para que todos saíssem do consultório.
-Vamos tomar um café,o resto está na mão de Deus.- falou Elizabeth abraçando Nice e a levando para cantina. Nice conversava com a enfermeira como se conhecesse a muito tempo, falou que era viúva e morava sozinha com seu filho Rafael.
Tudo deu certo a febre do menino cedeu, mas Nice permaneceu no hospital pois Rafa, era assim que o chamava cariosamente. ficou em observação, Elizabeth despediu-se de Nice com muito carinho:
- Até amanhã Nice.
- Obrigada por tudo, você foi mais que amiga, foi uma irmã. - disse Nice abraçando Elizabeth com gratidão.
Eduardo esperava Elizabeth no carro estacionado em frente ao hospital, ela já tinha esquecido do encontro, não estava afim de discutir com Eduardo, mas queria logo resolver aquela situação. Foi ao encontro do medico,mas algo estranho fez ela olhar para o ponto de ônibus, lá estava o jovem desconhecido acenando pra ela;
- E  agora? o que fazer? -
CONTINUA...