O céu
começava a escurecer, e os pingos de chuva anunciavam que uma tempestade se
aproximava as pessoas andam apressadas procurando chegar em casa antes que a
chuva caísse e o transito engarrafasse.
Com passos
lentos, sem se importar com a situação Egídio caminhava de cabeça baixa e mãos
no bolso, o rapaz estava visivelmente abatido, os pensamentos invadiam sua
mente, não entendia o comportamento da sua amada, era uma grande decepção!
Enquanto
isso Nice muito aborrecida conversava com Betinha:
- Até agora não
conseguir entender a sua atitude, como pode fazer isso com Egídio?- A amiga
estava realmente irritada.
- Eu fiz o que era melhor pra todos, menos pra mim. Foi
simplesmente por amor, eu não posso destruir os sonhos de uma família. – falou
Elizabeth arrasada.
- Amor? Que
amor é esse que desiste de lutar no primeiro obstáculo. – disse Nice.
- Eu estou
sofrendo também, e não é o primeiro obstáculo, desde o principio do nosso
namoro que tem sido uma perseguição, estou cansada!- Betinha desabou do choro e Nice abraçou a
amiga com muito carinho.
- Desculpe querida,
é que eu não consigo aceitar a separação de vocês. Calma! Vou preparar um chá
para nós duas. -
Eram quase
dez heras da noite a campainha da porta toca as duas amigas se assustam quem
poderia ser àquela hora.
- O que
aconteceu? Onde está Elizabeth? – acompanhado de sua noiva Marly, Flaviano invadindo a sala e foi em direção a Elizabeth.
- Porque vocês
brigaram? Onde está Egídio? – Flaviano perguntou nervoso.
- Egídio não
foi para casa?- perguntou Betinha.
- Não,
liguei para seu Oscar pensando que ele estava lá e me arrependi, pois ele ficou
preocupado e pediu para que viesse aqui na esperança que vocês estivessem
juntos. - disse Flaviano decepcionado.
O clima
estava tenso, a preocupação com o paradeiro de Egídio estava estampado na
fisionomia de cada um, de repente uma sugestão:
- Minha gente porque estamos esperando, vamos
sair para procurar nos lugares onde ele costuma ir, vai ser emocionante! –
Marly se arrependeu da brincadeira, pois o seu noivo lançou lhe um de olhar de repreensão.
- Boa ideia,
meu carro está aí fora, você vem Elizabeth? Perguntou Flaviano muito serio,
talvez estivesse culpando a moça daquela situação, afinal o seu melhor amigo
estava por aí debaixo de chuva.
- Não sei se
devo, talvez ele não queira me ver. – falou Betinha indecisa.
Uma
claridade rompeu no céu e logo a seguir um estrondo muito forte assustou a
todos, e a chuva caiu mais forte.
- Meu Deus,
que foi que eu fiz? Betinha cobriu o rosto com as mãos.
- Agora é
impossível sair de carro, temos que aguardar a chuva melhorar.- disse Nice
amparando a amiga.
- Ninguém
vai atender o telefone não é? Então eu vou.- falou mais um vez Marly.
- Alô, quem
quer falar com ele? Aconteceu alguma coisa? Calma já vou passar para ele. É pra você amor!-
Flaviano
pálido correu para atender ao telefone...
CONTINUA...
