quarta-feira, 11 de setembro de 2013

" UMA ROSA COM AMOR"



Tudo parecia perfeito, pela primeira vez o casal irradiavam alegria,a felicidade era contagiante, juntos o prazer de saborear a deliciosa comida do Pepé, e a alegria de ver finalmente Egídio e Elizabeth se acertarem e passar por cima de todos os obstáculos, vencendo “o amor”. O rapaz apaixonado pegou uma linda rosa e colocou do prato de Elizabeth e todos riram do gesto de Egídio. Mas o velho Oscar não estava convencido daquela paz,  com sua vasta experiência de policial, não deixou passar despercebido a presença daquele homem de olhar sinistro fixo diretamente naquela mesa,enquanto comia, observava cada movimento ao seu redor. Sentido o perigo, procurou um motivo para afasta-se rapidamente dali, deixou passar alguns minutos e falou:
-  Sinto muito estragar a alegria de vocês, mas estou muito cansado e já não tenho a vitalidade da juventude. – falou Seu Oscar forçando um sorriso.
- O que o senhor está sentindo pai? - perguntou Egídio notando um certo mistério no olhar do pai e ficou preocupação.
- Nada, somente cansaço, as emoções foram muitas. - disse o velho com pressa para sair dali, não queria que ninguém percebesse as suas suspeitas, talvez fossem falsas.
Pepé se aproximou da mesa ao perceber o sinal que Flaviano fizera com a mão:
- Mais alguma coisa? Uma sobremesa, pudim, sorvete de castanha, especialidade da casa. -  Falou o proprietário do “ GRANDE PONTO.” -
- Hum! É uma delicia, será que não dá pra tomar um sorvetinho? -  disse Marly com água na boca.
-  Prometo que voltaremos outro dia, mas Seu Oscar precisa descansar. - disse Fláviano, o noivo de Marly.
Todos saíram do restaurante em direção ao carro, Egídio sorria feliz segurando a mão da namorada, Seu Oscar nunca tinha visto o filho assim e com muito cuidado disfarçou e olhou para trás e observou o homem que continuava no mesmo lugar, mas acompanhava com os olhos, com muita raiva o pai de Egídio pensou:  -  Ninguém vai destruir a felicidade do meu filho, juro que não vou deixar.-
O Sol do meio dia invadia o carro, o calor era intenso, Seu Oscar tirou o velho paletó que sempre usava nas suas viagens, e aproveitou para dá uma olhadinha e observar se alguém os seguia. Seu João dirigia concentrado no movimento dos transeuntes, pois era horário  de almoço, e o vai e vem de pessoas apressadas para aproveitar o pequeno intervalo para alimentar-se era intenso,

- Querido quero fazer um pudim e preciso fazer algumas comprinhas, você poderia nos deixar no mercadinho da esquina? - perguntou Nice.
- Com muito prazer, estou convidado a provar essa delicia?- perguntou Flaviano.
- Claro!  Você e Egídio.  Não é amiga? - respondeu Nice se referindo á Elizabeth, que parecia distante, e falou rapidamente: -  Sim, por mim está bem. 
Seu João percebeu uma ponta de tristeza em Elizabeth, mas preferiu não perguntar nada. Depois de deixar Nice e Elizabeth em frente ao mercado, acelerou o carro em direção á oficina.
Ao estacionar o carro em frente do estabelecimento falou para Egídio:
- Vou levar seu pai para minha casa, ele precisa descansar, depois volto para terminar de consertar o carro do Dr. Cabral, ele vem buscar ás 15 hs.  Dê uma geral na oficina, está uma bagunça. - 
Antes de sair do carro Egídio beijou o pai e perguntou:
- Está melhor pai? Quer que eu vá com o senhor?--
- Não precisa filho, estou bem, se cuida, DEUS te abençoe! - falou seu Oscar abraçando Egídio com carinho.
Quando ficou a sois com Oscar, Seu João com voz de preocupação perguntou:
- Agora me conta porque está tão preocupado?  Eu notei que senhor estava muito pensativo- perguntou Seu João.
- Você acertou meu amigo, eu muito apreensivo com a situação do meu filho, Vamos para sua casa, lá vou te contar tudo, preciso confessar o que pretendo fazer.-
Seu João olhou para o pai de Egídio com  preocupação, deu partida no carro, sentiu que a coisa era mais seria do que imaginava.











CONTINUAÇÃO!