Tudo parecia perfeito, pela primeira vez o casal irradiavam alegria,a felicidade
era contagiante, juntos o prazer de saborear a deliciosa comida do Pepé, e a alegria de ver finalmente Egídio e Elizabeth se acertarem e passar por cima de
todos os obstáculos, vencendo “o amor”. O rapaz apaixonado pegou uma linda rosa e colocou do prato de Elizabeth e todos riram do gesto de Egídio. Mas o velho Oscar não estava convencido daquela paz, com sua vasta
experiência de policial, não deixou passar despercebido a presença daquele
homem de olhar sinistro fixo diretamente naquela mesa,enquanto comia, observava cada movimento ao seu redor. Sentido o perigo,
procurou um motivo para afasta-se rapidamente dali, deixou passar alguns minutos e falou:
- Sinto
muito estragar a alegria de vocês, mas estou muito cansado e já não tenho a
vitalidade da juventude. – falou Seu Oscar forçando um sorriso.
- O que o
senhor está sentindo pai? - perguntou Egídio notando um certo mistério no olhar do pai e ficou preocupação.
- Nada,
somente cansaço, as emoções foram muitas. - disse o velho com pressa para sair
dali, não queria que ninguém percebesse as suas suspeitas, talvez fossem falsas.
Pepé se
aproximou da mesa ao perceber o sinal que Flaviano fizera com a mão:
- Mais
alguma coisa? Uma sobremesa, pudim, sorvete de castanha, especialidade da casa.
- Falou o proprietário do “ GRANDE
PONTO.” -
- Hum! É uma
delicia, será que não dá pra tomar um sorvetinho? - disse Marly com água na boca.
- Prometo que voltaremos outro dia, mas Seu
Oscar precisa descansar. - disse Fláviano, o noivo de Marly.
Todos saíram
do restaurante em direção ao carro, Egídio sorria feliz segurando a mão da namorada, Seu Oscar nunca tinha
visto o filho assim e com muito cuidado disfarçou e olhou para trás e observou
o homem que continuava no mesmo lugar, mas acompanhava com os olhos, com muita
raiva o pai de Egídio pensou: - Ninguém vai destruir a felicidade do meu filho,
juro que não vou deixar.-
O Sol do
meio dia invadia o carro, o calor era intenso, Seu Oscar tirou o velho paletó
que sempre usava nas suas viagens, e aproveitou para dá uma olhadinha e
observar se alguém os seguia. Seu João dirigia concentrado no movimento dos transeuntes,
pois era horário de almoço, e o vai e vem de pessoas apressadas para
aproveitar o pequeno intervalo para alimentar-se era intenso,
- Querido
quero fazer um pudim e preciso fazer algumas comprinhas, você poderia nos
deixar no mercadinho da esquina? - perguntou Nice.
- Com muito
prazer, estou convidado a provar essa delicia?- perguntou Flaviano.
-
Claro! Você e Egídio. Não é amiga? - respondeu Nice se referindo á
Elizabeth, que parecia distante, e falou rapidamente: - Sim, por mim está bem.
Seu João
percebeu uma ponta de tristeza em Elizabeth, mas preferiu não perguntar nada. Depois de deixar Nice e Elizabeth em
frente ao mercado, acelerou o carro em direção á oficina.
Ao
estacionar o carro em frente do estabelecimento falou para Egídio:
- Vou levar
seu pai para minha casa, ele precisa descansar, depois volto para terminar de consertar
o carro do Dr. Cabral, ele vem buscar ás 15 hs.
Dê uma geral na oficina, está uma bagunça. -
Antes de
sair do carro Egídio beijou o pai e perguntou:
- Está
melhor pai? Quer que eu vá com o senhor?--
- Não
precisa filho, estou bem, se cuida, DEUS te abençoe! - falou seu Oscar abraçando Egídio com carinho.
Quando ficou
a sois com Oscar, Seu João com voz de preocupação perguntou:
- Agora me
conta porque está tão preocupado? Eu notei que senhor estava muito pensativo- perguntou Seu João.
- Você acertou meu amigo, eu muito apreensivo com a situação do meu filho, Vamos para sua casa, lá vou te contar tudo,
preciso confessar o que pretendo fazer.-
Seu João olhou para o pai de Egídio com preocupação, deu partida no carro, sentiu que a coisa era mais
seria do que imaginava.
CONTINUAÇÃO!
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