sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

SIMPLESMENTE AMOR!


O céu começava a escurecer, e os pingos de chuva anunciavam que uma tempestade se aproximava as pessoas andam apressadas procurando chegar em casa antes que a chuva caísse e o transito engarrafasse.
Com passos lentos, sem se importar com a situação Egídio caminhava de cabeça baixa e mãos no bolso, o rapaz estava visivelmente abatido, os pensamentos invadiam sua mente, não entendia o comportamento da sua amada, era uma grande decepção!
Enquanto isso Nice muito aborrecida conversava com Betinha:
- Até agora não conseguir entender a sua atitude, como pode fazer isso com Egídio?- A amiga estava realmente irritada.
- Eu fiz o que era melhor pra todos, menos pra mim. Foi simplesmente por amor, eu não posso destruir os sonhos de uma família. – falou Elizabeth arrasada.
- Amor? Que amor é esse que desiste de lutar no primeiro obstáculo. – disse Nice.
- Eu estou sofrendo também, e não é o primeiro obstáculo, desde o principio do nosso namoro que tem sido uma perseguição,  estou cansada!-  Betinha desabou do choro e Nice abraçou a amiga com muito carinho.
- Desculpe querida, é que eu não consigo aceitar a separação de vocês. Calma! Vou preparar um chá para nós duas. -   
Eram quase dez heras da noite a campainha da porta toca as duas amigas se assustam quem poderia ser àquela hora.
- O que aconteceu? Onde está Elizabeth? – acompanhado de sua noiva Marly, Flaviano  invadindo a sala e foi em direção a Elizabeth.
- Porque vocês brigaram? Onde está Egídio? – Flaviano perguntou nervoso.
- Egídio não foi para casa?- perguntou Betinha.
- Não, liguei para seu Oscar pensando que ele estava lá e me arrependi, pois ele ficou preocupado e pediu para que viesse aqui na esperança que vocês estivessem juntos. -  disse Flaviano decepcionado.
O clima estava tenso, a preocupação com o paradeiro de Egídio estava estampado na fisionomia de cada um, de repente uma sugestão:
-  Minha gente porque estamos esperando, vamos sair para procurar nos lugares onde ele costuma ir, vai ser emocionante! – Marly se arrependeu da brincadeira, pois o seu noivo lançou lhe um de olhar de repreensão.
- Boa ideia, meu carro está aí fora, você vem Elizabeth? Perguntou Flaviano muito serio, talvez estivesse culpando a moça daquela situação, afinal o seu melhor amigo estava por aí debaixo de chuva.
- Não sei se devo, talvez ele não queira me ver. – falou Betinha indecisa.
Uma claridade rompeu no céu e logo a seguir um estrondo muito forte assustou a todos, e a chuva caiu mais forte.
- Meu Deus, que foi que eu fiz? Betinha cobriu o rosto com as mãos.
- Agora é impossível sair de carro, temos que aguardar a chuva melhorar.- disse Nice amparando a amiga.
O som do telefone aumentou a tensão e um olhou para o outro sem tomar a atitude de atender.
- Ninguém vai atender o telefone não é? Então eu vou.- falou mais um vez Marly.
- Alô, quem quer falar com ele? Aconteceu alguma coisa? Calma já vou passar para ele.  É pra você amor!- 
Flaviano pálido correu para atender ao telefone...


CONTINUA... 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

" DETALHES! "




Elisabeth observava a paisagem do lado de fora, o lindo céu estrelado, a lua solitária na imensidão da noite, respirou fundo procurando coragem para resolver de uma vez por todas aquela situação constrangedora onde  ela estava sentindo-se  o pivô do sofrimento daquele pai e principalmente por Egídio, que poderia tomar uma decisão que talvez um dia fosse se arrepender. Caminho lentamente em direção do Seu Oscar.
- Tudo resolvido, não precisa mais se preocupar. – falou Elizabeth segurando a mão do pai de Egídio.
- Resolvido como? não entendi  - perguntou Egídio aproximando-se da moça:
- Simplesmente não haverá casamento, vou voltar para casa e pedir desculpas ao meu pai. – falou Elizabeth forçando uma tranquilidade que estava longe de sentir.
- E eu?  Não conta a minha opinião? – falou Egídio com a voz alterada.
- Você continua sua vida com o objetivo de vencer e ajudar o seu pai, não foi pra isso que venho para Salvador? -  disse a moça sorrindo.
- Não acredito no que estou ouvido, quer dizer que tudo que enfrentamos para ficar juntos, não valeu de nada pra você? – agora o rapaz estava irritado, e seu Oscar procurou acalmar o filho.
- Calma! essa não é a solução, talvez eu não tenha me expressado com clareza. -  disse o velho bastante preocupado.
Seu Oscar se arrependeu de falar daquela maneira na frente de Elizabeth, não era a hora certa, mas a figura daquele homem do restaurante, o olhar frio observando seu filho, não saia da sua cabeça. O velho foi até a moça para consola-la : 
- O senhor tem razão e conseguiu abri meus olhos e enxergar a bobagem que íamos fazer. – disse a moça.
- Bobagem? Meu DEUS essa não é a mulher que estou apaixonado, a pessoa que conheci a quase uma ano e me mostrou uma amor de renúncias e me ensinou a lutar pelos nossos objetivos. – nunca o pai tinha visto o filho com tanta raiva ele sempre foi tranquilo.
- São apenas detalhes  que a vida nós proporciona como energia para continuar a nossa caminhada, e foi muito bom pra mim. – falou Elizabeth voltando para olhar a janela.

- Já entendi tudo, você caiu na real quando meu pai falou em morar no interior, a princesa não está acostumada com a vida dura. Pode voltar para o seu palácio. – falou Egídio abrido a porta e saindo pela noite a dentro e a moça viu quando o seu amado sumia na escuridão, e as lágrimas que estavam presas desceu pelo rosto livremente. 
     CONTINUA...


terça-feira, 12 de novembro de 2013

POR QUE TEM QUE SER ASSIM?












O coração do velho pai acelerou ao ver o casal com a fisionomia de quem precisava comunicar algo muito serio. Seu João tentando aliviar a tensão, falou com humor:
 - Acabei de preparar uma sopa deliciosa, querem ariscar? –
- Confesso que estou morrendo de fome, mas preciso antes conversar com  vocês. – disse Egídio referindo-se ao pai e ao amigo.
- Então vamos logo o que interessa. – falou seu Oscar parecendo preocupado.
E todos caminharam para sala de visitas, e quando estavam acomodados:
- Então pai, eu e Elizabeth conversamos muito e chegamos à conclusão de que seria melhor nos casarmos imediatamente. – o rapaz falou, olhando fixamente para o pai, com medo da sua reação, que por sua vez levantou-se lentamente, foi a até a janela, ficou imóvel observando a lua cor de prata que iluminava a pequena sala, ela parecia querer saber da resposta do pai de Egídio.
- Boa ideia, estou de acordo. - falou seu Oscar, depois de uma pausa angustiante.
- Obrigado pai, pensei que não ia concordar. – disse o filho abraçando o pai com força, enquanto Elizabeth sorria aliviada.
- Calma! Antes de comemorar, precisamos entrar em um acordo que talvez vocês não aceite. – falou seu Oscar.
- Fala Oscar, até eu fiquei curioso. – falou seu João com receio da separação que essa proposta poderia causar, pois a amizade de Egídio era muito grande, Egídio era como um filho, pois aliviou demais a saudade do único filho que até hoje não sabia o paradeiro, mas a esperança nunca saiu do seu coração.
- Eu pretendia tomar uma atitude antes da sua chegada, mas já que vocês decidiram casar-se já, mudei meus planos. – falou o pai do jovem.
- Por favor, meu pai diga logo, o que quer nos propor. -  Egídio estava nervoso. 
- Faço questão de organizar esse casamento o mais rápido possível, mas assim que estiverem casados, vamos embora para nossa casa em Mata de São João. - falou com voz firme o pai. O silencio se fez, só os olhares se comunicavam. 
Depois de alguns minutos seu João aproximou-se de seu Oscar e argumentou:
- Me perdoe se estou interferindo desse assunto, mas eu acho que você está sendo precipitado, pense bem! - 
- É o que eu tenho feito desde que chegue, tenho sofrido com o situação do meu filho e não posso ir embora simplesmente e deixa-lo aqui. e quem me garante que desse momento seu Albino não está tramando matar meu filho - a voz do pai estava abalada. 
- Pai me desculpe mas o senhor está exagerando, não posso acreditar que seu Albino sejs um assassino, alem do mais eu não fiz nada pra merecer esse fim. - falou Egídio apavorado. 
- Então você quer pagar pra ver? - Perguntou o velho pai com os olhos cheio de lagrimas. 
- O Senhor tem toda razão de pensar assim seu Oscar.- Falou Elizabeth com a voz  muito fraca. E a culpa de tudo que estamos passado, é minha.
- Não fale assim minha querida.- Falou Egídio abraçando a namorada com carinho.
Por esse motivo vou colocar um ponto final nessa historia  - Interrompeu Elizabeth, que enquanto todos ficavam surpreso ela foi até a janela para respirar ou tomar coragem!

                            CONTINUAÇÃO...



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

" LEMBRANÇAS"






À tardinha ia caindo, o sol lentamente se retirava para o horizonte, sentado em uma cadeira de balanço o pai de Egídio com os olhos fechados viajava em seus pensamentos: - Como a vida dá muitas voltas! Ali naquele lugar longe de casa e dos outros filhos, era muito difícil para ele que desde a morte da sua querida esposa nunca se afastará dos filhos, pelo contrario procurava suprir a falta que eles sentiram da mãe, dando-lhes carinho atenção, é claro que nada substitui um colo materno, mas mesmo com aquele jeito carrancudo era um pai protetor.
- Oscar! Está dormindo? -  interrompeu seu João.
- Não, só estava meditando um pouco. – respondeu seu Oscar.
- Posso conversar com você? – perguntou seu João.
- Claro, sente-se aqui. – falou Oscar indicando a cadeira do lado.
- O que realmente está te preocupando? Notei que estava inquieto e quase não comeu nada. - argumentou o amigo.
O velho pai com uma ruga franzindo a testa e o olhar erguido para os céus falou com segurança:
- Preciso tirar meu filho daqui o mais rápido possível, e levar para nossa casa, onde ele estará seguro.  –
- Por quê? Não estou entendendo, logo agora que Egídio está feliz. -  perguntou seu João.
- Até quando vai durar essa felicidade? Até seu Albino armar outra cilada? Elizabeth é uma boa moça, mas o seu pai não está satisfeito com com esse namoro,ele deixou bem claro, que meu filho não é partido para sua filha. - falou seu Oscar muito aborrecido.
- Você acha que seu Albino pode tentar alguma coisa para separa os dois? - interrogou seu João com preocupação.
- Posso está enganado, mas hoje tive a impressão que um homem estava nos vigiando, isso me deixou muito preocupado. – falou seu Oscar.
- Calma! Vamos averiguá até onde isso pode ser verdade. – falou seu João com receio de perder o contato com Egídio, pois o considerava como filho.
- De que maneira? Não quero colocar a vida de meu filho em risco. –  argumentou seu Oscar.
- Tenho uma ideia, vamos jantar e mais tarde conversaremos com Flaviano, tenho certeza que podemos contar com ele.- disse o amigo entusiasmado.
Uma hora depois, quando se preparavam para irem á casa de Flaviano:
O ruído de motor de carro estacionando em frente à casa,  fez seu João ir até a janela e verificar quem seria os visitantes.

- Oscar adivinhe quem vem nos visitar? -  Perguntou seu João com alegria, com passos largos foi abrir a porta.
- O que aconteceu? vocês parecem assustados. - perguntou seu Oscar ao ver Egídio e Elizabeth entrando porta a dentro.  
CONTINUA...
       

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

" UMA ROSA COM AMOR"



Tudo parecia perfeito, pela primeira vez o casal irradiavam alegria,a felicidade era contagiante, juntos o prazer de saborear a deliciosa comida do Pepé, e a alegria de ver finalmente Egídio e Elizabeth se acertarem e passar por cima de todos os obstáculos, vencendo “o amor”. O rapaz apaixonado pegou uma linda rosa e colocou do prato de Elizabeth e todos riram do gesto de Egídio. Mas o velho Oscar não estava convencido daquela paz,  com sua vasta experiência de policial, não deixou passar despercebido a presença daquele homem de olhar sinistro fixo diretamente naquela mesa,enquanto comia, observava cada movimento ao seu redor. Sentido o perigo, procurou um motivo para afasta-se rapidamente dali, deixou passar alguns minutos e falou:
-  Sinto muito estragar a alegria de vocês, mas estou muito cansado e já não tenho a vitalidade da juventude. – falou Seu Oscar forçando um sorriso.
- O que o senhor está sentindo pai? - perguntou Egídio notando um certo mistério no olhar do pai e ficou preocupação.
- Nada, somente cansaço, as emoções foram muitas. - disse o velho com pressa para sair dali, não queria que ninguém percebesse as suas suspeitas, talvez fossem falsas.
Pepé se aproximou da mesa ao perceber o sinal que Flaviano fizera com a mão:
- Mais alguma coisa? Uma sobremesa, pudim, sorvete de castanha, especialidade da casa. -  Falou o proprietário do “ GRANDE PONTO.” -
- Hum! É uma delicia, será que não dá pra tomar um sorvetinho? -  disse Marly com água na boca.
-  Prometo que voltaremos outro dia, mas Seu Oscar precisa descansar. - disse Fláviano, o noivo de Marly.
Todos saíram do restaurante em direção ao carro, Egídio sorria feliz segurando a mão da namorada, Seu Oscar nunca tinha visto o filho assim e com muito cuidado disfarçou e olhou para trás e observou o homem que continuava no mesmo lugar, mas acompanhava com os olhos, com muita raiva o pai de Egídio pensou:  -  Ninguém vai destruir a felicidade do meu filho, juro que não vou deixar.-
O Sol do meio dia invadia o carro, o calor era intenso, Seu Oscar tirou o velho paletó que sempre usava nas suas viagens, e aproveitou para dá uma olhadinha e observar se alguém os seguia. Seu João dirigia concentrado no movimento dos transeuntes, pois era horário  de almoço, e o vai e vem de pessoas apressadas para aproveitar o pequeno intervalo para alimentar-se era intenso,

- Querido quero fazer um pudim e preciso fazer algumas comprinhas, você poderia nos deixar no mercadinho da esquina? - perguntou Nice.
- Com muito prazer, estou convidado a provar essa delicia?- perguntou Flaviano.
- Claro!  Você e Egídio.  Não é amiga? - respondeu Nice se referindo á Elizabeth, que parecia distante, e falou rapidamente: -  Sim, por mim está bem. 
Seu João percebeu uma ponta de tristeza em Elizabeth, mas preferiu não perguntar nada. Depois de deixar Nice e Elizabeth em frente ao mercado, acelerou o carro em direção á oficina.
Ao estacionar o carro em frente do estabelecimento falou para Egídio:
- Vou levar seu pai para minha casa, ele precisa descansar, depois volto para terminar de consertar o carro do Dr. Cabral, ele vem buscar ás 15 hs.  Dê uma geral na oficina, está uma bagunça. - 
Antes de sair do carro Egídio beijou o pai e perguntou:
- Está melhor pai? Quer que eu vá com o senhor?--
- Não precisa filho, estou bem, se cuida, DEUS te abençoe! - falou seu Oscar abraçando Egídio com carinho.
Quando ficou a sois com Oscar, Seu João com voz de preocupação perguntou:
- Agora me conta porque está tão preocupado?  Eu notei que senhor estava muito pensativo- perguntou Seu João.
- Você acertou meu amigo, eu muito apreensivo com a situação do meu filho, Vamos para sua casa, lá vou te contar tudo, preciso confessar o que pretendo fazer.-
Seu João olhou para o pai de Egídio com  preocupação, deu partida no carro, sentiu que a coisa era mais seria do que imaginava.











CONTINUAÇÃO!

terça-feira, 18 de junho de 2013

"TE AMEI ANTES DE TE CONHECER"







Um filme passou pela cabeça de Elizabeth do inicio onde se encontraram pela primeira vez até o presente momento onde Egídio se mostrava inseguro. Será que valia a pena arriscar? jogue todo meu futuro pra cima, por um grande amor, contrariem meu pai, e tudo que ele fez por mim será que Egídio faria o mesmo por mim? - pensei, uma vontade enorme de chorar.
- Por favor querida, não fiquei assim, o que está passando por sua cabeça? você não está vendo que estou sofrendo muito, com medo de te perder? - disse com os olhos brilhantes.
- Isso quer dizer que não tem certeza dos meus sentimentos? sinceramente eu estou confusa, me expliquei por favor! - falou procurando uma certeza nos olhos do seu amo:.
- Claro que não duvido do seu amor,  estou com receio que não suporte a vida que vai ter que enfrentar junto comigo, não tenho nada pra te oferecer, só o meu amor. -  falou Egídio.
- Mas eu em nenhum momento demonstrei que queria uma vida de luxo, sei que está começando a vida agora, somos muito jovens e vamos lutar juntos e escolhi ficar com você para formar a nossa família  - disse com sinceridade.
- Estou feliz, você não imagina o quanto queria ouvi isso de você, prometo te amar e te proteger por toda minha vida! - e  abraçou tão forte, que todo sentimento ruim caiu por terra.
Os seus  amigos que estavam de longe fingido conversar, mas na realidade observavam preocupados, quando viram aquela cena romântica, aproximaram-se batendo palmas e com muita alegria falaram:
-  Ufa! até que enfim, pensei que não teríamos mas casamento. - disse Nice, abracando a amiga.
- Depois da tempestade vem a bonança, vamos todos comemorar, eu faço questão de pagar o almoço. - falou Flaviano apertando a mão de Egídio.
- Estou feliz também, mas sem querer estragar o clima, a guerra só está começando,ainda é cedo para comemorar  vitória. - interrompeu seu Oscar aparentemente cansado.
- Entendo o senhor perfeitamente,conhecendo meu pai, sei que não vai desistir facilmente, mas eu não vou me intimidar. - falou Betinha com firmeza.                                                                                    - -  - Meu DEUS! não vamos pensar negativo, vamos aproveitar esse momento indo almoçar uma comidinha deliciosa no " Grande Ponto". - disse a noiva de Flaviano que adorava ir a esse restaurante.
- Tudo bem, quero conhecer esse lugar que tanto vocês falam. - falou o pai de Egídio conformado, pois estava também com fome.
Como sempre o lugar era alegre e aconchegante, o cheirinho de comida era de deixar qualquer um de água na boca, Pepe ao ver o grupo, aproximou-se, enxugando as mãos do avental bem branquinho:
-  Que maravilha ver vocês aqui, estava preocupado imaginando o que teria acontecido pra vocês sumirem, será que enjoaram minha comida? - disse apertando a mão de cada amigo.
- Jamais enjoaremos desse manjar. Quero que conheça meu pai. ´falou Egídio.
- Prazer, Oscar, tenho boas referencias desse lugar. - disse o pai de Egídio.
- Queria muito conhecê-lo para dá parabéns pelo caráter desse jovem, seja bem vindo! - disse Pepe.
 O almoço estava caprichado, Elizabeth estava muito feliz,nunca havia sentindo a alegria de comer com tanta gente junto da mesa. Depois do almoço Egídio segurou a mão da amada e falou:
-  Atenção! aproveitando essa oportunidade junto com meus amigos e meu pai, vou fazer um pedido que fiz, e não tive resposta;
- Quer ser minha esposa e mãe de meus filhos? Egídio estava muito serio.
- É o que mais quero, você faz parte da minha vida, não imagino viver sem você. - disse a jovem.
- É engraçado, te amei antes de te conhecer! -ele estava apaixonado.
- Como assim? - perguntou Elizabeth achando graça.
- Em meus sonhos, você sempre estava. - respondeu o rapaz.
- Que coisa linda! posso ser a madrinha?- perguntou Marly com euforia, contagiando a todos, menos a seu Oscar que observou que um homem encostado ao balção com um copo na mão, e não tirava os olhos na nossa mesa, e ele pensou: será fruto da minha imaginação ou aquele sujeito está com más intenções? estava assustado com tudo que estava acontecendo.

...











sábado, 25 de maio de 2013

" SE EU NÃO TE AMASSE TANTO ASSIM! "





 Elizabeth estava pálida, um frio estranho percorreu seu corpo,  era a última coisa que desejava que acontecesse, era Egídio desistir de casar com ela, mas se a proposta do namorado fosse realmente acabar com o seu sonho, ela entenderia, afinal ninguém merecia uma namorada com um pai dominador, um pai que nem mesmo ela conhecia, que chegou ao ponto de chantagea-lo, ela iria sofrer muito mas entenderia perfeitamente a decisão dele.  Por incrível que pareça, hoje faziam oito meses que haviam se conhecido no ponto de ônibus, imediatamente se apaixonaram, foi amor pra valer, pelo menos era o que imaginara, mas nunca tiveram um dia só deles, para passear de mãos dadas, de tomar um sorvete, ir ao um cinema esta coisas que os namorados costumam fazer, foi só perseguição, ameaças  do seu Albino.
- Venha, vamos conversar naquela pracinha, tem um banco logo ali. -  disse Egídio, parecia nervoso.
Caminharam em silencio até o banco que ficava de baixo de uma arvore, o cenário era muito bonito, algumas flores lilas e branca enchiam os canteiros laterais da praça, mas nada disso alegrava a moça.
- É muito difícil pra mim falar desse assunto. -  disse o rapaz passando a mão nos cabelos.
- Seja qual for o assunto, quero que seja sincero, vou entender essa sua proposta. - falei mostrando uma força que estava longe de sentir, pelo contrario, meu coração batia tão forte parecia que queria sair pela boca.
- Parei pra pensar e refletir em tudo que está acontecendo, e cheguei a conclusão que seu pai tem razão. -  o rapaz falava sem encarar a namorada.
- Razão em que? pode ser mais claro? -   Elizabeth estava angustiada.
- Não sou o homem certo pra você, eu só estou atrapalhando a sua vida, não tenho o direito de destruir seu futuro brilhante, por um futuro inseguro ao meu lado. -
- Porque está falando essas coisa? - perguntou assustada.
- Você merece coisa melhor, um homem que te dê a vida que você está acostumada, com conforto e um futuro promissor e eu só estou causando desavenças entre você e o seu pai. - falou, dessa vez olhando fixamente para a moça.
- Eu já esperava isso, era melhor dizer de uma vez, que está arrependido, que não gosta de mim  o bastante para enfrentar meu pai. -  desabafou Betinha.
- Não é nada disso,se eu não te amasse tanto assim, nem estaria preocupado com o seu futuro. - falou Egídio bastante emocionado.
- E você já perguntou a minha opinião? -   disse a moça revoltada.
- Não, confesso que estou com medo de algum dia você arrepende-se da escolha que fizer agora.
- Mas eu vou falar tudo que está me sufocando e a decepção que me causou. - disse Elizabeth.
- Como assim? não estou te entendendo! -  Egídio estava assustado, não estava reconhecendo sua amada.
- Eu estava conformada com minha vidinha, ia me casar com Eduardo e morar em uma casa confortável   talvez até me formar em medicina, mas esses não eram meus sonhos e sim os de meu pai, mas quando te encontrei despertou dentro de mim algo muito forte, queria fazer parte da sua vida, formar uma linda família, mesmo com toda dificuldade, eu nunca pensei que seria fácil, imaginei que você também pensasse assim. - disse a moça.
- E penso! me perdoa querida, esqueça tudo que eu disse, e me responda uma coisa: ainda quer casar comigo?-   perguntou Egídio com o olhar preocupado.
O olhar de Elizabeth estava distante, estava pensativa!  o rapaz tornou a perguntar com uma linda rosa vermelha na mão:
-  Betinha quer casar com esse rapaz apaixonado?


CONTINUAÇÃO!




sexta-feira, 19 de abril de 2013

A PROPOSTA


Aquela menina doce obediente com voz mansa morreu ali daquele momento. A reação do pai em deserdá-la colocando as coisas matérias   acima da sua felicidade e  dos seus sentimentos, acendeu dentro dela uma grande revolta, nunca poderia imaginar que  seu amado pai, que sempre a protegeu, agora ia jogá-la  do olho da rua, só por que estava amando um rapaz que não era o que ele havia escolhido, pois bem! Ele vai ter uma bela surpresa:  -  pensou ela.
- Elizabeth, qual a sua decisão filha? -  perguntou Sr. Oscar o seu futuro sogro, interrompendo seus pensamentos.
- Por favor, me esperem no carro, vou pegar algumas roupas em meu quarto. Não vou demorar! -  com passadas largas se dirigiu para o quarto.
Em uma pequena valise começou a arrumar as roupas, uma sensação angustiante, um nó na garganta a sufocava, era as lagrimas que estavam presas e insistia em molhar o seu rosto, uma leve batida na porta a fez despertar, o medo que fosse o pai fez com que ela assumisse uma postura de defesa, sabia que ele não iria desistir facilmente:
- Pode entrar. - falou se preparando para qualquer surpresa.
- Por favor, Betinha, não faça isso, Sr. Albino só quer o seu bem, você sabe que ele te ama muito. -  disse Mariana, mas  ela tinha certeza  que foi o  pai que a  mandou tentar  convencer-la a ficar.
-  Mariana não adianta, sei que foi meu pai quem mandou você vir me convencer a mudar de idéia,volte e diga a ele que dessa vez vai ser do meu jeito. – falou Elizabeth fechando o zíper da valise.
- Você não está acostumada a vida lá fora, você sabe como é o seu pai, se  sair pela aquela porta, ele não vai te perdoar. – disse a governanta.
- Sei que não vai ser fácil, mas preciso viver minhas próprias experiências, preciso sentir que estou viva, por isso preciso arriscar.
Sem olhar para trás saiu rapidamente do quarto, caminhado pelo imenso corredor, quando passou pela porta do aposento do seu pai, por um momento teve a impressão de que ele estivesse falando com alguém, sentiu vontade de entrar, mais sua estrutura física  naquele momento estava esgotada, por hoje basta! – pensou. –
O sol bateu em seu rosto, quando abriu a porta e saiu para o jardim, respirou fundo o ar fresco e correu ao encontro na sua amiga Nice que esperava ansiosa sentada em um banco junto a uma árvore.
- Graças a Deus! Seja forte amiga, você sabe que pode contar comigo. – disse Nice abraçando-a com carinho. –
- Vamos meninas!  Quero sair daqui urgente. – falou Sr. Oscar.
- Vamos pra minha casa. – falou Nice.
- Por favor, me leve até a oficina, preciso muito ver Egídio. – suplicou Betinha.
- Era isso mesmo que ia fazer, ele deve está preocupado. – disse Sr.João.
O jovem estava na porta do estabelecimento, com os olhos fixo no caminho por onde entrava o carro, ficou parado, parecia assustado, a namorada desceu do carro, e caminhou em sua direção:
-  Pensei muito sobre tudo que está nós acontecendo,e tenho uma proposta para te fazer. -  falou Egídio olhando nos olhos de Elizabeth.
Não era a recepção que esperava naquela ocasião, na verdade precisava de um abraço forte,queria sentir os braços do homem que mudou a sua vida, e por esse homem acabava de tomar uma decisão que mudaria todo rumo da sua vida, por isso esperava dele algo como: - Estamos juntos meu amor, vai dá tudo certo. -   para se sentir protegida,  mas sem entender o que se passava pela cabeça do seu namorado, falou:
- Pode dizer, estou te ouvindo! -  


                                                                                                         CONTINUA...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

" TODA AÇÃO TEM UMA REAÇÃO "


Elizabeth entrou da sala decidida, sua voz parecia cansada, mas determinada, como que já não suportasse mais aquela situação, sua fisionomia estava abatida, os olhos brilhavam parecia que havia chorado antes de entrar:
- Foi bom chegar filha, preciso falar com você a sois. -  falou Sr. Albino.
- Espero você lá fora Elizabeth. -   acrescentou Sr. Oscar abrindo a porta para sair.
- Eu prefiro que fique, e seja testemunha da nossa conversa, afinal diz respeito ao seu filho.-
Falou Elizabeth puxando o sogro levemente para o centro da sala.
-  Já vi que fizeram a sua cabeça, prefiro não conversar agora. -  retrucou  o pai da jovem.
- Não papai, dessa vez  o senhor vai me escutar, pensei muito antes de tomar essa decisão.-
Elizabeth falou de uma maneira tão forte, que o pai parou surpreso estranhado a atitude da filha:   Realmente a moça adquiriu uma postura diferente, aquela menina submissa se transformou em uma moça com altivez.
-  Decididamente não é a minha filha, como pode uma pessoa mudar tanto? -  o velho parecia arrasado, sentou-se no sofá e falou conformado:
- Se você prefere assim, tudo bem, estou escutando,pode fala. -   
-   Tudo que eu sou, agradeço ao senhor, reconheço o pai maravilhoso que é, mas não sou uma boneca, sou um ser humano,tenho sentimentos, e quero ser feliz. – falou Elizabeth visivelmente emocionada.
-  E quem disse que eu não quero sua felicidade, estou tentado fazer você entender que esse jovem pode ser um bom rapaz, mas não tem nada haver com você. – disse o pai.
-  Essa parte me diz respeito, o senhor pode explicar porque meu filho e a sua filha não podem ser felizes? – a reação de Sr. Oscar foi de revolta.
- Não tenho nada contra o seu filho, só não é o homem que planejei para casar com Elizabeth. - falou Sr. Albino com o tom de voz muito alta, provocando uma reação inesperada na filha:
- Chega papai, realmente não tem acordo entre nós, sempre foi como o senhor quis, mas agora chega, eu tentei, juro que eu tentei, não tem outro jeito. -   a moça estava esgotada.
- Veja bem o que você vai fazer, toda ação, provoca uma reação, que pode não ser muito boa.-
Disse o velho espanhol com tom ameaçador.
- Dessa vez não vou me intimidar, está decidido: Vou me casar com Egídio, isso é se ainda ele quiser entrar na minha família. -  falou Elizabeth.
- A partir do momento que se casar com esse rapaz, esqueça que sou seu pai, e perde a sua herança e tudo meu amor.- falou Sr.Albino  cara a cara com a filha.
- Amor, que amor é esse? opressor, interesseiro, pois bem! Eu não preciso de dinheiro, eu preciso da sua compreensão  – disse a moça na esperança do pai voltar atrás:
- Vou repetir: ou você desisti dessa loucura ou esqueça que tem um pai. – disse o Sr. Albino.
- Vou me casar. – falou a moça, enfrentando o pai.
- Você morreu pra mim! – falou Sr. Albino saindo da sala, deixando a filha arrasada!
                                                                                                                      CONTINUA...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

"O DUELO"




O dia estava lindo, o sol brilhava intensamente lançando seus raios dourados, deixando os pássaros alegres, cantavam e voavam sobre as arvores no jardim. Apesar da beleza que a natureza oferecia naquela manhã, seu Oscar parecia indiferente, caminhava a passos largos em direção a entrada da casa de seu Albino, e um pouco atrás Sr. João o acompanhava preparado para qualquer eventualidade. O pai de Egídio tocou a sirene, e deu um passo para trás, como estivesse se protegendo de algum perigo, parecia que se preparava para duelar, as mãos do bolso demostrava que estava nervoso.
- Bom dia! O Sr. Albino se encontra? - perguntou Sr. Oscar para a senhora que abriu a porta.
- Ele não está se sentindo bem, por isso não pode recebe-lo, sinto muito - falou  Mariana a governanta
tentando fechar a porta.
- Espere um momento, não vou sair daqui sem falar com sr, Albino vim de muito longe, é urgente. -argumentou sr. Oscar .
- E quem é o senhor?  Qual o seu nome? - Interrogou Mariana.
- Ele não me conhece, mas diga que é muito importante. – Mariana saiu apressada, e quando retornou  falou:
- Sr, Albino  manda perguntar  de que se trata? - impaciente Sr. Oscar respondeu;
- Diga a ele que é sobre a filha, Elizabeth. -  Mariana assustada mais uma vez entrou na casa, logo a seguir a figura do velho Albino apareceu diante da porta, nervoso, mais com ar altivo convidou  Sr. Oscar para entrar:
- O que aconteceu com Betinha?  Quem é o senhor? - o rosto do espanhol estava pálido.
-  Fique tranqüilo,Elizabeth está bem, meu nome é Oscar, prazer! - falou estendendo a mão.
-  Em que eu posso  ajudar? -  disse o espanhol  mais aliviado,e apertou a  mão de Sr. Oscar.
- Bem, como eu me disse sou Oscar, o pai de Egídio, o namorado da sua filha.
- Me desculpe, mas eu não tenho conhecimento desse fato. -  disse o pai de Elizabeth, com o tom de voz ríspido.
- Então faço questão de te colocar a par do que me traz aqui. – disse Sr. Oscar com ar sarcástico.  Com rapidez resumiu toda historia que envolvia Elizabeth e Egídio  mas quando chegou do episodio da chantagem  que seu filho havia sofrido,Sr. Oscar mudou a maneira de se expressar o que deixou o velho espanhol muito bravo, indiretamente estava sendo acusado.
-  O senhor está insinuado que fui o mandante de chantagear o seu filho? -  perguntou o pai de Elizabeth com a voz alterada.
- Por enquanto não posso afirmar nada, as investigações é que vão confirmar, o que realmente me interessa desse momento é saber sua posição em relação ao casamento dos nossos filhos? – falou  o pai de Egídio já sabendo a resposta.
-  Quer saber realmente o que acho dessa união? Não sou de acordo, os planos que fiz pra minha filha são outros: ela vai casar com o doutor Eduardo, está decidido! – falou seu Albino.
Vendo que a coisa estava ficando quente, seu João que observava imparcial, se aproximou do amigo e falou baixinho na seu ouvido:
- Tenha calma, ele está querendo te irritar, lembre-se que é um policial, e não pode agir com violência. -   Seu Oscar respirou fundo, caminhou até mais perto do espanhol :
-  E a opinião da sua filha não conta?  Talvez Elizabeth não ame esse medico, se dependesse de mim o meu filho não estaria dessa situação. – falou Sr. Oscar procurando se controlar.
- Ela já sabe da minha decisão, trabalhei muito para dá o melhor a ela, Elizabeth é minha única filha, mais se ela não me obedecer... -    Sr. Albino interrompeu o que ia falar, mas seus olhos brilhavam de raiva.
- Se entendi o senhor está ameaçando meu filho? Termine o que ia dizer. – disse o policial.
-  Não tenho nada mais nada pra falar, meu assunto é com minha filha, por favor retire-se na minha casa.  -  falou Sr. Albino caminhado em direção a porta, quando ia abri-la,
Quando sr. Oscar relatou tudo para Elizabeth ela ficou revoltada, e falou com muita raiva; 
-  Realmente o assusto é comigo, então chegou a hora da decisão final, eu pensei muito , e cheguei a uma conclusão! – era Elizabeth que parecia outra pessoa.








                                                                                                                       CONTINUAÇÃO!