quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

" LABIRINTO DE AMOR "





O aroma de café, e o som da melodia fizeram Egídio abrir os olhos, mas sua mente ainda não conseguia assimilar onde estava, lentamente sentou-se na cama e seus olhos percorreram o quarto ,não reconhecia o lugar, mas aquela musica, era a muito conhecida para ele , era a musica que seu pai gostava de escutar todas as manhãs: “Rancho fundo,” foi aí que se deu conta na situação que se encontrava, como se entendesse a situação seu cachorrinho começou latir pulando em cima da cama lambendo o rosto de Egídio demonstrando a felicidade por seu dono ter acordado.
  . Pare rex! obrigada pela recepção e correu acompanhado o som da melodia, encontrou o pai e seu João sentados saboreado o café da manhã, que ele apostava que foi feito por seu velho, não tinha como confundi aquele cheirinho.
- Porque não me acordou? Preciso conversar com Betinha antes de tomar qualquer atitude..-  falou eufórico.
- Bom dia filho! Senti-se e tome o seu café. – disse seu Oscar corrigido o filho.
- O senhor desistiu de ir conversar com seu Albino?- perguntou Egídio.
- Claro que não! Estávamos conversando justamente sobre isso. Você vai com seu João para abrir a oficina, fica fazendo os serviços que estão atrasados,enquanto  ele vai trazer a senhorita Elizabeth até aqui. – concluiu o seu Oscar.
- Mas eu queria falar com ela.- disse o rapaz preocupado.
- Dessa vez vai ser como eu quero, isso é: se você quiser a minha ajuda.- falou o pai levantam-se e caminhado em direção de Egídio, ele sabia perfeitamente que dependendo da resposta, seu pai partiria no primeiro trem, o velho era fogo!
- Desculpe pai, a sua ajuda é muito importante, pode continuar. -  disse Egídio.
- Seu João já sabe o que fazer, pode ir! - Disse seu Oscar.
- Vamos, preciso conversar com seu Ramos sobre umas peças de carros que não encontramos aqui, e pelo visto temos que mandar alguém comprar essas peças na Central, até mais Oscar!  - falou seu João  colocando seu boné, e dirigindo-se para porta.
-  Vá logo rapaz, tudo vai dá certo. -  disse seu Oscar praticamente empurrando o filho.
- Certo pai!  Eu confio no senhor, sei que vai convencer  meu futuro sogro. – disse Egídio correndo atrás de seu João, que já estava com o carro ligado.
- Não sei não, a fama de seu Albino não é das melhores. -  gritou o pai para que o filho escutasse, pois o motor do carro fazia barulho.
Depois de deixar Egídio na oficina,seu João foi a casa de Nice buscar Elizabeth para conversar com seu Oscar, e as duas moças foram juntas.
O carro parou enfrente á casa, e os três entraram rapidamente.
- Bom dia, senhoritas, desculpe o incômodo, mas é necessário saber se você é de acordo que eu vá a sua casa conversar com seu pai? – perguntou seu Oscar sem rodeio a Elizabeth.
- Eu não queria causar tantas confusões ,meu receio é que meu pai maltrate o senhor, ele é um pai maravilhoso, mas é muito orgulhoso. – falou a moça envergonhada.
- Não se preocupe comigo, eu só quero ajudar meu filho, quero saber se está de acordo?- perguntou seu Oscar mais uma vez, mostrando impaciência.  
- A minha vida está um labirinto, o que eu mais quero è ser feliz, Se for necessário enfrentar  meu pai para resolver de uma vez por todas essa historia, então vamos lá.-   falou Elizabeth.
- Prefiro ir só, sendo pai de Egídio quero ouvir da boca do seu Albino os motivos da proibição na união de vocês dois, se os argumentos que ele me apresentar me convencerem, amanhã mesmo levo o meu filho de volta para casa, quer ele queira ou não. -  falou seu Oscar olhando para moça com pena, e  aproximando-se da moça e com carinho beijou-lhe a testa e acrescentou:-
- Ore minha filha, peça a Deus que dê tudo certo, daqui a pouco estarei de volta.- saindo, entrou no carro do seu João que esperava lá fora.
-  Vamos amiga tomar um café.  O que está te preocupando? -  perguntou Nice, a amiga inseparável de Betinha.
-  Que seja preciso fazer uma escolha, entre meu pai e Egídio. -  disse Elizabeth pensativa.
- Isso não vai acontecer,pense positivo. – falou Nice.
- Eu deveria ter indo com seu Oscar, conheço meu pai, vai ficar furioso.-
-  Calma, agora só resta esperar!  Disse Nice abraçando a amiga.


                                                                                       CONTINUA...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TAMBÉM TE AMO!




A rua estava deserta, só se escutava o som dos carros que de vez em quando rompia a escuridão iluminando o caminho. Egídio caminhava  de cabeça baixa, seus pensamentos buscava uma saída para sua vida, uma pergunta martelava em sua mente:
 - Porque as pessoas complicavam as coisas que pareciam ser tão simples? - o amor para ser construído no coração do ser humano já é uma tarefa difícil, quando mais com pessoas torcendo contra, sabia dos risco que corria, seu Albino deixou bem claro que pretendia fazer de tudo pra destruir aquela união, provou isso quando mandou os homens intimida-lo oferecendo dinheiro para desistir da filha. Olhou para o relógio,já era tarde com certeza Flaviano estava preocupado.  
 Você saiu sem avisar aonde ia, todos ficamos preocupados.  – era seu amigo Flaviano que esperava por Egídio na esquina.
- Desculpe, fui egoísta, eu tenho tumultuado a vida de meus amigos, até meu pai deixou tudo e veio para cá preocupado comigo. – disse Egídio colocando a mão no ombro de Fláviano.
- Olha! Eu quero que você entenda uma coisa: as lutas fazem parte da vida, cada vitória ou derrota vai nós fazer crescer, são experiências para a conquista dos nossos objetivos, os quais não podemos desisti  jamais. -  falou o amigo.                                                                                  
- É justo o que o pai de Betinha está fazendo com a gente? – perguntou Egídio  aborrecido.
- Claro que não, mas vamos nós coloca no lugar do Sr.Albino. -  falou Flaviano com paciência.
- Então você está dando razão a ele? – perguntou  Egídio aparentemente decepcionado.
-Você não entendeu, vou ser mais claro:  não estou dizendo que ele esteja certo, mas coloque-se no lugar dele.  Um pai que dedicou à vida inteira para criar uma filha sozinho, e planeja o melhor para ela e de repente aparece um rapaz que que ele não conhece, interrompe os seus planos. -  disse Fluviano tentando tirar da cabeça do amigo o complexo de inferioridade.
Mas eu não planejei nada, aconteceu simplesmente, e eu quero fazer a filha dele feliz, eu quero casar com Betinha. -  disse o rapaz com sinceridade.
- Esse é o problema, o pai de Elizabeth tem que confiar no homem que vai ficar com ela para o resto da vida, e  você tem que mostrar com atitudes as suas intenções, não com ações inconsequentes, agindo como menino! - falou Flaviano                                                       
-Eu  menino? Sair da casa no meu pai com a cara e a coragem vim para cidade sem nada garantido, hoje graças a Deus estou trabalhado e tenho amigos maravilhosos, só não contava me apaixonar por uma moça de condições.- falou Egídio mostrando que ainda sentia- se inferior.
- Não tenho nenhuma dúvida que você é um rapaz de coragem, para mim você não tem que provar nada, e para o pai de Elizabeth, ele tem que confiar no caráter do futuro genro. -
Disse Flaviano tentado mostra a Egídio a responsabilidade de um casamento.
Um carro parou bruscamente  do lado deles, e uma voz muito irritada se ouviu:
- Rapaz, você quer  me matar do coração, onde você estava?- era Sr. Oscar que pelo tom das palavras, demostrava que estava chateado.
- Fui à casa de Nice conversar com Betinha, me perdoe, mas precisava tirar algumas dúvidas que estavam me atormentando. -  disse Egídio
- Será que não deu pra perceber que o Sr. Albino não está de brincadeira ele realmente quer você fora do caminho da filha dele. -  falou o pai de Egídio.
- Mas eu não vou desisti  de Elizabeth, agora eu sei que ela também me ama. -   falou Egídio determinado.   
- Não da maneira que você quer, vamos ser coerente, você está muito ansioso, e as coisas não se resolve dessa maneira. – disse Sr. Oscar.
- Foi isso que eu estava tentando falar pra ele – falou Flaviano.
- O primeiro passo é ir conversar com o pai de Elizabeth, e depois resolveremos o resto. – falou Sr. Oscar lançando um olhar de repreensão para o filho.
- Por favor papai,  deixe  avisar a Betinha, não quero fazer nada sem ela saber, amanhã cedo vou conversar com ela, e ver se ela está de acordo. -   disse Egídio olhando para o  pai.
- Tudo bem!  agora vamos dormir. -falou seu Oscar.
Egídio estava preocupado não conseguiu dormi, esperando amanhecer!

CONTINUA...


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

" DENTE POR DENTE - OLHO POR OLHO"






Depois que o seu pai saiu daquela maneira com tanta raiva, Elizabeth começou a refletir  como seria sua vida dali por diante, nunca tivera  coragem para  o enfrenta-lo sabia que ele não gostava de ser contrariado, mas o amor falou mais alto,   e se Egídio não atendesse a sua expectativa ?  e se o medo fosse maior que o amor que dizia senti  por ela?
- Gente, não  acredito no que escutei!  Não estamos nos tempos das cavernas.  - acrescentou Nice interrompendo os pensamentos de Elizabeth.
- Nunca imaginei que existissem pessoas assim, só nas novelas. -   falou Egídio indignado.
- E agora o que vocês pensam em fazer? - perguntou  Nice preocupada com o casal.
- Eu não sei! Estou confusa. -  disse Elizabeth aparentemente abatida.
- Como assim? Então você está arrependida de defender o nosso amor? – perguntou o rapaz se aproximando da moça.
- Claro que não, só queria saber se você também está disposto a encarar esse desafio. – falou a Elizabeth mais confiante.
- Estou disposto a lutar por você com todas as minhas forças, nunca mais duvide disso, certo?
Egídio sentou-se  no sofá  junto a namorada e disse com muito carinho:
-  Não consigo imaginar minha vida sem você, queria que o seu pai entendesse isso ,tudo seria mais fácil. - o rapaz falou abraçando Betinha.
- Vamos juntos monstra a ele que nosso amor é verdadeiro, ele vai mudar de ideia, você vai ver! - falou Elizabeth sem muita convicção.
- Espero que você tenha razão. -  disse Egídio apertando a namorada nos seus braços.
- Me perdoe à sinceridade, mas eu duvido, Seu Albino deixou bem claro sua preferencia: um genro rico. -   disse Nice saindo para cozinha.
Enquanto isso na casa de Sr. João, o pai de Egídio estava preocupado com o filho:
- Egídio não devia ter saído sozinho, estou ficando preocupado. -   disse ele.
- Ele foi  a casa de Nice, não aguentou esperar  até a noite para conversar com a garota.- falou Sr. João também preocupado.
- Sr. João o senhor sabe porque preferir ficar em sua casa? -  perguntou Sr. Oscar.
- Imagino que seja para que eu possa contar toda essa confusão com o seu filho, acertei?- perguntou o Sr. João.
- Exatamente! Estou abafado, preciso saber de todos os detalhes, para poder tomar minhas providencias. – era a voz de um pai revoltado com a injustiça sofrida por seu filho.
- Sei como se sente, a muito tempo sofro com a falta do meu filho que nem imagino onde  encontra-se nesse momento, mas tem que ter calma para não prejudicar ainda mais a situação. – disse o Sr. João percebendo  que a coisa iria piorar.
Olha! Sou policial a trinta anos e detesto injustiça, estou acostumado a  enfrentar situações e defender  pessoa que nem conheço  , imagine quando se trata do meu sangue? – o voz de Sr.Oscar estava  rouca.
- Estou disposto a te a ajudar, mas te peço: pense antes de tomar qualquer atitude. -  disso Sr.João colocando a mão no ombro do amigo.
- Certo! Conte-me tudo agora, depois vou fazer uma visitinha ao velho espanhol. -  acrescentou o policial com um ar ameaçador.
- Lembre-se que você não pode agir como antigamente. " Dente por dente- olho por olho." 


 CONTINUA...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"QUEM BRINCA COM FOGO PODE SE QUEIMAR"


Quem podia imaginar que justamente naquele momento magico seria interrompido pela pessoa que mais torcia contra aquele amor.
Quando Nice abriu porta, e viu que era Sr Albino, tentou disfarçar, não queria que o pai de Betinha encontrasse com Egídio em sua casa:
-  Seu Albino! Que pena, estou de saída, não vou poder atendê-lo agora. -  falou imaginando que ele iria embora, mas pelo contrario, ele insistiu:
-  Não precisa mentir, nem se preocupar senhorita, eu só quero conversar com minha filha. - disse Sr. Albino visivelmente emocionado.  
- Pode deixar Nice, é melhor assim. Entre, vamos conversar papai. -   Elizabeth estava com a voz tremula, e Egídio segurava sua mão mostrando que estava ao seu lado para o que der e vier.  Mas quando Sr. Albino notou a presença de Egídio mudou seu tom de voz:
- Não esperava encontra esse moço aqui há essa hora, pelo visto as coisas estão muito adiantadas. -  falou o espanhol com o rosto vermelho e com o tom de voz malicioso.
- Olha Sr. Albino não é o que o senhor está imaginando, ele chegou aqui há poucos minutos antes do senhor. -  disse Nice se sentindo ofendida.
- Agora isso não interessa, na realidade eu vim aqui conversar  com minha filha, se for possível quero ficar a sois  com ela.-  falou o velho acendendo o charuto.
-  Tudo bem, mas eu também preciso falar com o senhor. – disse Egídio um pouco tímido.
- Não tenho nada para conversar com você rapaz, por favor me deixe só com Betinha. -  Sr. Albino soltou uma baforada e a fumaça se espalhou pela sala impregnando o ambiente.
- Venha Egídio, vamos tomar um cafezinho na cozinha. – disse Nice segurando-o pelo braço.
Uma pausa se fez até o velho se certificar que ninguém estaria escutando sua conversa.
- Filha, me perdoe pelas atitudes que tenho tomando ultimamente, mas o que fiz foi por medo de perdê-la. - disse o pai com a voz angustiada.
- Medo de me perder como assim? Não posso negar que o senhor sempre foi um bom pai,sou muito grata por tudo que o senhor tem feito por mim, mas eu quero ser livre para fazer minhas próprias escolhas, e decidir me casar com Egídio. – falou Betinha com firmeza, querendo colocar um o ponto final na conversa.
- Você não está vendo que esse rapaz não vai de dar a mesma vida confortável para  fazê-la  feliz?. -  falou o pai de Elizabeth  procurando controla-se.
- Por quê?  Porque ele não é rico ou por que Dr. Eduardo é o seu escolhido para casar comigo ?-  perguntou Elizabeth, já sabendo a resposta.
- As duas alternativas estão corretas. Quais as condições que esse rapaz tem para te dar uma vida digna e bancar sua faculdade de medica, ou  construir uma família?. - disse Sr. Albino com ar autoritário.
- Tudo na vida é com lutas, o senhor é exemplo disso, não foi fácil chegar onde está agora, e nós vamos lutar juntos. – disse Elizabeth tentando comover o pai.
- Filha, você tem tudo: uma boa casa, um rapaz do mesmo nível que você, que te ama, e tudo que construir é  seu, não tenho mais ninguém nesse mundo, só me resta você! me diga: o que te falta? -   perguntou o pai.
- Amor e respeito, preciso pelo menos uma vez na vida fazer a minha vontade, correr o risco de acertar ou até mesmo errar. Quero ser feliz papai -  disse a moça desabafando.
-  Imaginei que você fosse feliz, nunca passou pela minha cabeça que você estivesse tão insatisfeita, sempre  te dei o melhor de mim. Não entendo onde errei. – disse o pai tentando emocionar a filha.
- O senhor não errou, quem errou foi eu, deixando sempre as pessoas decidirem  por mim, tinha receio de  magoar os outros, mas magoava a mim mesmo. Agora chega!   Se o senhor me ama vai concordar com a minha decisão,e tudo vai ficar bem entre nós. – falou Elizabeth pensando que a situação iria resolver.
- Nunca! Se você se casar com esse pobretão não vai ver um tostão da minha parte, até as propriedades que estão em seu nome vou tirar. – falou seu Albino descontrolado.
- Sinto muito, não queria que fosse assim, pensei  que o senhor fosse me compreender, sempre fiz a sua vontade , mas agora encontrei  o homem da minha vida, e tenho direito de tentar. – disse Elizabeth com firmeza.
-  Pense bem antes que seja tarde, isso não vai ficar assim, quem brinca com fogo pode se queimar! – o pai falou com tom ameaçador.
-  Faça o que o senhor quiser, não vou mudar de ideia .-  falou a filha com a voz cansada.
O pai de Elizabeth esmagou o charuto no cinzeiro e saiu batendo a porta com raiva.
Egídio e Nice apareceram na sala com os olhos arregalados , e surpresos  com atitude do velho espanhol, então Elizabeth preocupada com a reação de Egídio, perguntou:
- Vocês escutaram a nossa conversa?  -    Nice respondeu arrasada:
- Sim , não imaginava que o seu pai fosse assim. tão radical.  -  
Elizabeth não tirava os olhos de Egídio, tentando observar se realmente ele estava disposto a lutar por ela, será que valeu a pena desafia o seu pai?
CONTINUA...




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"LINGUAGEM DO BEIJO"


Nice abriu a porta com o rosto pálido, sua voz suplicando por ajuda, causou pânico em todos que se encontravam na sala, mas só Egídio teve a reação de levanta-se para ir ao encontro dela  que sem esperar voltou para o jardim.
- O que aconteceu com Betinha?-  perguntou Egídio preocupado.
- Ela caiu e não consegue caminhar. - disse Nice.
Os dois andavam rapidamente da frente, e rex ( o cachorrinho) colado nas pernas de Egídio  quase o derrubando parecia querer ajudar, e os  outros seguiam logo atrás.
Alguns metros mais adiante, Betinha estava sentada na grama gemendo de dor, Egídio correu se ajoelhando junto a ela observou que o pé esquerdo estava bastante enxado e preocupado perguntou:
-  Meu Deus! Como isso aconteceu?- mesmo  sentindo muita dor, Elizabeth sentiu uma alegria imersa invadir seu coração ao notar a preocupação de Egídio e o carinho que a carregou para dentro da casa.
- Eu não vi o buraco coberto de folhas,  e cair, devo ter torcido o pé, me perdoe, pelo transtorno. – falou Elizabeth envergonhada.
- Você saiu correndo sem ao menos me escutar. -  falou Egídio.                                                  
- Vocês vão ter tempo para conversar, temos que leva-la ao medico, está muito enxado. – disse o pai de Egídio
- Eu e João vamos leva-la para o hospital. – disse Nice segurando a mão da amiga.
Algumas horas mais tarde do hospital onde Elizabeth trabalhava, ela foi atendida com muito carinho pelos colegas.
- Graças a Deus não foi nada grave, só uma torção, precisa de repouso. Ah! posso saber porque não venho trabalhar hoje? Perguntou Monica, uma das colegas de Elizabeth.
- Prometo que te conto quando melhorar do pé. - disse Betinha cortando o assunto. 
- Agora  vamos para minha casa. -  falou Nice empurrando a cadeira de rodas em direção ao carro que Seu João esperava, Betinha estava com o pé enfaixando.  
Na casa de Nice Elizabeth deitada no sofá com o olhar perdido do teto, perguntou para amiga que estava sentada junto dela.
- O que vou fazer agora? Minha vida está uma bagunça. – disse a jovem. –
- Calma! Tudo vai dá certo,  primeiro passo é conversar com Egídio e esclarecer tudo.-
- Será que ele ainda quer ficar comigo,depois de tudo que passou por minha causa?-
- Você só vai saber a noite, parece que ele tem muita coisa para te contar. – falou Nice.
- Preciso ter uma conversa muito seria com meu pai, ele deve está me procurando.- disse Betinha com um suspiro de cansaço.
Não se preocupe, pedir a João que fosse até sua casa e falar pra Seu Albino que você iria dormir aqui essa noite. Disse a amiga tentando acalma-la.
- Tenho receio que ele venha aqui, ele está muito desconfiado. – disse Betinha.
- Que venha ,ele vai ouvir umas verdades, gosto muito dele, mas não esperava certas  atitude da parte dele.– disse Nice um pouco brava.
Depois do almoço as duas amigas conversavam  mais tranquilas, quando de repente alguém toca a campainha da porta. Nice vai abrir.
-  Espero não está atrapalhado, mas não conseguir esperar até a noite. – Era Egídio com outra aparência, barbeado e perfumado, só o olhar demonstrava tristeza.
- Entre, não tem outro jeito, é melhor que os dois resolvam longo essa situação. – Nice falou brincando.   Elizabeth ficou imóvel, parecia ter visto um fantasma, cada passo que Egídio dava em sua direção, seu coração disparava.
- Me perdoe chegar sem avisar,  meu pai me pedindo pra vim a noite, não conseguir esperar. -  falou Egídio.
- Eu, eu estou muito contente em te ver. -  Betinha falou gaguejando.
-  Me responda, essa foto abraçada com Dr. Eduardo o que significa? -  perguntou Egídio.
- Significa muito, foi o dia que Eduardo conseguiu a formula para o filho de Nice, ele estava muito doente, e quando Eduardo consegui o remédio eu fiquei  agradecida e o abracei. - disse Elizabeth decepcionada, pois não esperava essa desconfiança. Nice que estava perto e ouviu  a conversa, aproximou e disse: 
-  Eu estava ai nesse momento, ficamos felizes, meu filho dependia dessa formula, e me de licença realmente vocês precisam esclarecer muita coisa. – falou Nice saindo rapidamente.
- Eu sofri muito quando vi essa foto que seu pai me mandou junto com o dinheiro me pedindo para te deixar em paz, que você iria casar com o medico. – Egídio falou angustiado.
-  Eu te amo, e nunca me passou pela cabeça desistir desse amor.- disse Betinha baixado a cabeça, não queria que Egídio visse as lagrimas que corria pelo rosto.
Egídio se aproximou segurou o rosto de Betinha enxugou as lagrima com as pontas do dedo e a beijou demonstrando o grande amor que sentia por ela, aquele beijou disse tudo que com palavras talvez não pudessem expressar. a linguagem do beijo selava o amor.
Novamente a campainha da porta tocou e Nice apareceu para abri :
- Quem será dessa vez. – disse Nice, abrindo a porta.
- Onde está minha filha. -   Era Seu Albino muito furioso.
CONTINUAÇÃO...












segunda-feira, 30 de julho de 2012

UM DIA DA CAÇA OUTRO DIA DO CAÇADOR


De repente aquela alegria e emoção que invadia o pequeno quarto da pensão mudou radicalmente, ninguém imaginaria aquela reação de Egídio em relação a Elizabeth,
pelo contrario esperavam um encontro muito romântico, a final os dois jovens estavam apaixonados e todos torciam pelo final feliz
- Filho! Porque tratou a moça dessa maneira? – Seu Oscar perguntou decepcionado.
- Mas eu não a maltratei, simplesmente fiquei surpreso com a presença dela aqui. -  Egídio estava confuso passava as mãos pelos cabelos no ato de desespero.
- Explique melhor, precisamos entender essa historia. -  falou Fláviano segurando o braço do amigo, que com os olhos marejando de lagrimas respondeu:
- Por favor, calma, me deixe respirar, estou um pouco tonto. - falou Egídio sentando-se na cama. Seu Oscar se aproximou preocupado:
-  Respire fundo e beba um pouco d’agua. - falou o pai, e Egídio um pouco mais calmo continuou:
- Eu nunca imaginei passar por tudo que estou passando, simplesmente por amar uma garota. Só por que não tenho uma boa condição financeira  o pai de Elizabeth mandou dois homens me oferecer dinheiro para deixar a filha em paz, alegando que eu estava prejudicando o futuro dela.-                           - Queria ter o prazer de conversar com esse senhor que pensa que tem o rei na barriga e ensinar como tratar as pessoas. - disse Senhor Oscar indignado com o sofrimento do filho.   -   Egídio foi até a janela procurando vê se Elizabeth estava lá fora, e com uma voz melancólica continuo:
- Quando eu disse que nunca ia desistir de casar com Elizabeth, um dos homens começou a rir e falou: -seu otário a filhinha do papai está de casamento marcado com doutorzinho com viajem marcada para Espanha, a terra do velho. -     
- E você acreditou nessa palhaçada toda, que amor é esse que não confia na pessoa amada, pelo menos esperasse para conversar pessoalmente com Betinha. – Nice falou indignada com Egídio por duvidar da honestidade da amiga, e saiu à sua procura   e nem esperou a resposta.
 - Eu não queria acreditar, mas além do dinheiro, no envelope havia uma foto de Elisabete com o medico abraçados, e isso me deixou com ciúmes. – falou Egídio entregando o envelope e a foto para o pai que rapidamente leu a que estava escrito naquele papel, observou com atenção a foto: e falou com voz firme:
- Eu conheci essa moça hoje, realmente é pouco tempo mas não costumo me enganar com as pessoas, e não acredito em nada que está nessa carta, têm alguma coisa errada. –  o velho pai tinha uma sabedoria fora de serie e uma técnica de avaliar as pessoas pelo olhar, definitivamente ele aprovou a nora.  
- Foi o que eu pensei,  e pretendia procurar Elizabeth para conversar pessoalmente mas eles me ameaçaram com um revolver caso me aproximasse dela, me deram o dinheiro e mandaram que eu pegasse o primeiro trem e voltasse para minha casa se quisesse viver.
-  Bandidos! mas de uma coisa tenha certeza: " um dia da caça outro dia do caçador",e isso não vai ficar em puni.  E como você veio parar aqui? -  perguntou Flaviano curioso para  saber o resto da historia.  Egídio respondeu:
- Perdi a cabeça e fiquei nervoso e falei  que não queria aquele dinheiro sujo, joguei o pacote na cara de um deles. Eles me agrediram,eu reagir e eles me espancaram depois me abandonaram em matagal.Precisava sair dali o mais rápido possível, antes que eles voltassem., mas não conseguir perrdir os sentidos.- Egídio estava revoltado com a humilhação que passou.
- Isso é um covardia, temos que procurar a policia, e dá uma queixa do Seu Albino. - Marly que até então estivera calada, falou quase chorando.
- Por enquanto quero esclarecer certas coisas que não estou entendendo, também não quero magoa Elizabeth, o interessante que  se não fosse meu amigo aqui, com certeza estaria morto. -  disse o rapaz apontando para o cachorro que estava deitado junto aos seus pés ,e pulou sobre o rapaz parecendo entender tudo que ouvia. -   Egídio acariciou o animalzinho.
- Como foi que o cão te salvou? -  perguntou Fláviano.
- Não sei quanto tempo fiquei deitado sem sentidos só me lembro de Rex ( esse é o nome que coloque no meu amigo) latindo e me lambendo, queria que eu levantasse a tudo custo. -  todos escutavam com atenção a narração de Egídio, até que Seu João se aproximou e perguntou
- Esse cachorro não é o mesmo que você levou no primeiro dia de trabalho na oficina?.
- Que memoria! é ele mesmo, é uma coincidência muito grande que só Deus pode explicar.- disse Egídio e pela primeira vez sorriu!
A porta se abriu e a mesma senhora que os recebeu, entrou com uma bandeja e Egídio apresentou com carinho:
- Essa é D. Maria que foi minha fada madrinha, quando bati da sua porta e ela me viu muito ferido e o seu cachorro latindo,não exitou em me ajudar.Quando contei toda minha historia ela chorou e cuidou de mim sem me cobrar nada -
- Mas eu faço questão de pagar tudo que a senhora fez por meu filho. - disse Seu Oscar apertando com gratidão a mão da mulher.
- O senhor não me deve nada, foi um prazer cuidar desse menino, ele é um amor, muito educando, é como um filho que nunca tive, não sei o que será de mim quando ele for embora. - E as lagrimas desceram pelo rosto cansado pela idade. E para controlar a emoção, começou a servir o cafezinho.
Depois da longa e triste historia que escutaram, todos pareciam mais relaxados, saboreado o cafezinho de D.Maria
Os gritos de Nice assustaram a todos:
- Venham por favor, Betinha precisa de ajuda. -    
CONTINUA...


sábado, 14 de julho de 2012

"APENAS UM SONHO, E NADA MAIS"


Por alguns minutos ficaram dentro do carro observando o movimento em torna de onde ficava a pensão,o  lugar estava deserto, algumas  arvores impediam a visão total da casa, com cautela desceram do carro procurando sondar o ambiente temiam que fosse uma cilada e não queriam colocar a vida de Egídio em jogo. Com passos determinado Fláviano pisava nas folhas secas que caiam a todo tempo.
O coração do velho pai pulava dentro do peito quando caminharam em direção a porta de uma madeira muito antiga, a situação era tensa, só se escutavam o barulho do vento que sacudia as folhas das árvores causando uma sensação misteriosa.
Fláviano tocou a campainha, de repente o latido de um cão deu sinal de vida dentro da casa, mas ninguém apareceu, tocou mais uma vez, e dessa vez o ruído de passos fizeram com que eles olhassem um para o outro  com a expectativa do que estava para acontecer, a porta se abriu, e uma senhora robusta, acompanhada de um cachorro que parecia guardar a segurança da casa, ela disse com a voz áspera:
-  O que desejam? -  deixando a porta quase fechada, impedindo a visão do interior da casa.
- Bom dia senhora, por favor queremos falar com Egídio. -   falou Fláviano procurando ser educando.
- Não mora ninguém aqui com esse nome. - respondeu a senhora tentando fecha a porta. O pai desesperado segurou a porta, e falou:
- Deixe- me apresentar sou Oscar o pai desse rapaz, e ele me escreveu essa carta, e o endereço é esse mesmo.  – falou o pai segurando a porta, impedindo que a senhora a fechasse, e mostrando a carta.
- Quero ver de perto. -  ela tomou o papel e por alguns instantes observava o documento. A expressão do rosto da velha começou a suavizar, ela sorriu e falou:
- Ah! Que alívio, conheço muito bem essas letras, podem entrar. – finalmente abriu a porta e o cachorro  começou a abanar o rabo fazendo festa parecia entender tudo e pulava de um lado para o outro, tentando mostra o caminho onde estava o seu dono.
Sem esperar segunda ordem, Seu Oscar, Fláviano, Marly, Seu João, Nice  e Elizabeth entraram rapidamente,  todos com o mesmo pensamento: vê Egídio, saber todos os detalhes e o mais importante abraçar com força e acabar com aquele tormento.
Percorreram um longo corredor passando por varias portas, Elizabeth apertava a mão de Nice sem saber qual seria a reação do seu amado , afinal se sentia responsável por tudo que estava acontecendo. 
- É aqui, vou avisar ao rapaz para que ele se prepare. -  disse a senhora batendo levemente na porta e entrando em seguida, voltou com um sorriso nos lábios e disse:
- Entre, ele precisa muito de vocês. -    o quarto ficava nos fundos da casa, era muito pequeno só cabia uma cama de solteiro e um armário muito antigo.
- Filho, meu querido filho, que bom poder abraça-lo. -  pai e filho se abraçaram e choraram muito, emocionando os amigos.
- Pai me perdoa, eu não queria te causar esse sofrimento. -  Egídio estava mais magro e barbudo e isso impressionou Elizabeth que observava de longe com receio de se aproximar, será que estava arrependido e desistido de lutar por seu amor? - pensou. - 
 Seu Oscar se dirigiu para uma janela queria respirar estava um pouco tonto  devido os acontecimentos. Fláviano e seu João caminharam lentamente ao encontro do amigo  assim que o pai e filho mataram a saudades.
-  Meus amigos, que trabalho estou dando a vocês! – falou Egídio abraçando os dois ao mesmo tempo.  Seu João olhou para o rapaz, com os olhos cheio de ternura e disse:
- Você é como um filho pra mim, e estava com medo de acontecer o mesmo que aconteceu com meu filho Rafael. -  e  abraçou mais uma vez o rapaz.
- Eu prometi que vou encontra o seu filho, quero retribui o que o senhor fez por mim. – falou Egídio passando a mão nos cabelos grisalhos  do amigo.
Elizabeth no canto do quarto observava tudo em silencio, estava se sentindo uma intrusa, tinha vontade de sair correndo, quando de repente aquela voz que sonhava todos os dias em ouvir novamente:
- Elizabeth o que você está fazendo aqui?  -  disse Egídio visivelmente surpreso. 
Parecia que o chão se abriu, ela esperava outra recepção, por que ele está a tratando dessa maneira?
- Me perdoe, estou feliz por você. -  e saiu correndo...

 
                                   CONTINUA...
    
                                                                                                                     

sábado, 30 de junho de 2012

"AS CORRENTES DO PASSADO"


A vida nós prega peças que muitas vezes não entendemos, e quando tudo parecia sobre controle, de repente ela dá uma vira volta mudando tudo que já estava detalhadamente programada,
e foi o que aconteceu com Elizabeth: a formatura para medicina, o casamento com Dr.Eduardo, uma linda casa presenteada por seu pai, que há seis meses estava sendo decorada com muito carinho, por uma profissional contratada por Sr.Albino. E como um castelo de areia construído sem alicerce que quando a onda no mar bate ele é totalmente destruído.
Ela já estava conformada com seu destino, pois dessa época era costume os pais decidir o que eles achavam melhor para os filhos, e Elizabeth como uma boa filha obediente seguia sua vidinha, procurando da continuidade a tradição da família, como aconteceu com sua mãe, que aos quinze anos casou-se com Seu Albino sem ao menos ter a chance de escolha.
Elizabeth era uma moça romântica e muitas vezes sonhava com um príncipe encantado que a despertava de um sono profundo e os dois corriam de mãos dadas por um lindo lugar onde só havia flores, era como se a vida tivesse mais sabor e uma força invadia o seu ser e os dois estavam dispostos a lutar contra tudo e a todos por aquele amor. E acordada chorando!
Naquela manhã uma sensação estranha invadia sua alma, como se as correntes que a prendiam, sugando toda sua força estivesse quebrada e agora estava livre para decidir.
Agora, diante daquele senhor, pai do homem que mudara o curso da sua vida, seu coração batia descompassadamente. E ao apertar a mão de Sr.Oscar sabia que estava selando um novo compromisso e ao mesmo tempo declarando guerra com o seu pai, ele nunca ia admitir ser contrariado e ver sua única filha casar com outa pessoa que não fosse o Doutor Eduardo. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz enérgica daquele homem corajoso.  
- Meu filho teve bom gosto, você é muito bonita, prazer filha! – falou Sr.Oscar.
- O prazer é todo meu, Sr. Oscar. – disse emocionada, estava diante de um verdadeiro gentleman.  Sr.João e Nice observava tudo com um sorriso dos lábios.
- Esses são: Sr. João e Nice amigos de Egídio. - apresentei- os.
- Meu filho teve muita sorte em conhecer pessoas especiais como vocês. - falou  Sr.Oscar abraçando-o com firmeza. 
- E agora! Que vamos fazer? -  Perguntou  Elizabeth visivelmente ansiosa.
- Não quero perder tempo, vamos buscar meu filho. – disse o pai de Egídio.
- O senhor não quer tomar um café antes de ir. - perguntou Nice.
- De maneira nenhuma, depois a gente comemora. - disse o pai agoniado.
Quando os quatro amigos se dirigia para o estacionado em frente à estação do trem, um carro parou atrás do carro do Sr. João, e um casal desceu correndo.
- Olá amigos!  Queremos fazer parte desse momento histórico. - era Fláviano juntamente com sua noiva Marly.  Sr. Oscar se voltou surpreso para o casal muito animado que apareceu de repente.
- Meu Deus que bom que vocês vieram, Sr.Oscar esse é o grande responsável por seu filho ter nós conhecido. - disse Elizabeth muito contente com a chegada do casal.
Dessa vez o velho pai não resistiu às lagrimas que rolaram no rosto marcado pelas rugas de muitas dores e sofrimento deixando pelo tempo.

 -   Por tudo que você fez com meu filho, não tem dinheiro no mundo que pague.-  disse Sr.Oscar abraçando Fláviano com muito carinho.
- Egídio foi o irmão que não tive, e tudo que fiz por ele, Deus me abençoou tanto que faria tudo de novo.  – falou Fláviano retribuindo o abraço.
Depois de todas as apresentações, Sr.Oscar tirou do bolso a carta com o endereço de onde estava o filho, e mostrou para Fláviano.
- Não acredito! Esse endereço é da pensão que Egídio ficou quando chegou a Salvador. -  disse o amigo mais aliviado.
-E onde fica essa pensão, é muito longe daqui? – perguntou  o pai de Egídio.
- Não muito, só fica um pouco escondido, mais vamos  lá agora. -  disse Fláviano abrindo a porta do carro.
Os automóveis percorria a estrada de asfalto molhado pela chuva que cairá durante a noite, o silencio mostrava a tensão nervosa dos amigos de Egídio, um grito rompeu o silencio:
- Pare ! - É ali que Egídio ficou hospedado no dia que chegou de Mata de São João.- Falou Flaviano demostrando está nervoso.
O carro estacionou em frente a um sobrado que parecia vazio, O silencio era assustador!
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                                                               CONTINUA...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O MUNDO DÁ MUITAS VOLTAS


Depois de uma noite agitada, com muitos pesadelos sem sentido, onde Elizabeth se encontrava perdida, em um lugar estranho, com ruas escuras e sem fim e escutava a voz de Egídio pedindo socorro e chamava por ela, e quanto mais tentava o alcançar não chegava a lugar nenhum, acordou assustada com as batidas na porta do seu quarto:
- Pode entrar. -  respondeu com a voz cansada.
- Betinha, D. Nice mandou avisar que está te esperando lá fora. -   falou Mariana toda desconfiada.
- A mande entrar, em quanto eu me arrumo. -  respondeu Elizabete abrindo as cortinas e deixando os primeiros raios de sol invadir  o quarto e arrancar o frio e peso causado pelos pesadelos de uma longa noite.
- Eu mandei, mas ela disse que prefere esperar no carro com o noivo.E você, não vai trabalhar? – perguntou Mariana curiosa.
- Por que você que saber? É para ir correndo contar a papai?- disse a moça dando uma indireta na empregada.
-  Eu não estou entendendo sua desconfiança comigo, eu sempre cuidei de você,  é natural me preocupar. -    falou Mariana mostrando-se ofendida.
- Quer mesmo saber? Explique-me como meu pai ficou sabendo tudo sobre a vida de Egídio. –
-  Você deveria perguntar pra ele e o Dr. Eduardo Talvez você encontre a resposta –
Respondeu Mariana saindo do quarto rapidamente, parecia aborrecida, deixando Elizabeth  mais confusa do que antes e pensou: Com certeza havia muita coisa por de trás desse historia, mas não era o momento exato, o que importava agora era encontrar Egídio, poder abraça-lo e dizer que estava disposta a tudo para ficar com ele.
- Que demora Betinha! O trem vai chegar às nove horas -   disse Nice abrindo a porta do carro.
- Não está curiosa para conhecer seu futuro sogro?- Perguntou Seu João.
- Claro! Não dormir a noite toda, tevi cada sonho estranho, meu coração está disparado. –
- E Seu Albino falou alguma coisa? – perguntou Nice.
-  Eu não sei até que ponto meu pai está envolvido nessa armação, eu sou sei de coisa uma, já tomei minha decisão.- falou Betinha pensativa.
- Seja qual for a sua decisão, pode contar com sua amiga. - falou Nice.
- Nice, parece que Eduardo está envolvido com papai no caso da chantagem de Egídio. -   falou a jovem demonstrando tristeza.
-  Eu não acredito, conheço Eduardo e sei que ele não seria capaz de uma coisa dessas. Nice falou com surpresa.
- Eu não posso afirmar nada por enquanto, mas garanto que vou desvendar tudo, Tim-Tim por Tim-Tim. -  falou Elizabeth.
- De onde você tirou essa ideia da participação de Eduardo?- falou Nice sem acreditar.
- Mariana fez uma insinuação, mas eu não tenho certeza de nada. –
- Eduardo gosta muito de você, sempre sonhou em um dia casar com você, sinto pena dele. -  Nice tinha uma gratidão muito grande pelo medico, ele a ajudou quando seu filho esteve doente, e muitas vezes ficava dividida entre Eduardo e Egídio, mas o que realmente importava era a felicidade da amiga.
- Não tenho culpa de gostar dele como um bom amigo,só ia casar com ele para agradar papai, mas quando conheci Egídio mudei de ideia.- disse Elizabeth.
- Você sabe que antes de conhecer Egídio, eu torcia pra você casar com Eduardo, mas o mundo dá tantas voltas que eu nem sei explicar. - falou Nice.
- Ninguém manda no coração, digo isso por mim. -  disse Seu João.
- Isso é uma declaração de amor querido? – perguntou Nice toda dengosa.
- Sim, não tinha mais esperança de amar ninguém, você apareceu e me acendeu a vontade de viver, e a esperança de encontra meu filho. -  falou Seu João com uma ponta de tristeza.
- Nós vamos encontrar o seu Rafael, prometo!-  falou Nice determinada.
O carro se aproximava da estação e de longe o barulho de apito do trem anunciava a chegada do Seu Oscar.  Os três apresaram os passos para identificar entre os passageiros o pai de Egídio.  Os olhos de Elizabeth dançavam de um lado para o outro procurando o responsável pela vida do seu amor.  Como poderia saber quem ele era, só sabia que era alto, elegante e um bigodinho que formava o rosto de um homem inteligente.  Eram muitas as portas do trem e as pessoas se esbarravam uma das outras apresados, queriam descansar e rever seus entes queridos, abraços e beijos demostrava a saudades de amigos, parentes e namorados.
- Olha Betinha aquele senhor parado junto à pilastra, parece procurando alguém, pode ser ele.-  observou Nice agitada.
-  Só saberemos se formos lá perguntar.-  disse Seu João.
- Bom dia! O senhor procura alguém?  Perguntou Seu João.
- Sim, sou Oscar Pereira e você deve ser Elizabeth. – falou o senhor muito elegante, estendendo a mão para Betinha.
- Sou eu sim, muito prazer em conhece-lo. - disse Elizabeth emocionada, apertou a mão do futuro sogro.                        CONTINUA...

sábado, 12 de maio de 2012

FILHO DE PEIXINHO, PEIXINHO É


Apesar do sol ainda brilhar lá fora, a casa estava escura, porque  as janela estavam fechadas, e as cortinas impediam a claridade de entrar, tornando o ambiente muito pesado.
Ao entrar no quarto, pai e filha se olharam por alguns instantes, procurando as palavras corretas para iniciar aquele dialogo muito difícil, sem perder o respeito um pelo outro. Elizabeth tomou a iniciativa com tristeza:
- Estou decepcionada com o senhor, não esperava que posse capaz de certas atitudes. -
- De que atitudes você se refere?  Perguntou Sr. Albino fingindo inocência.
- Ah! O senhor não sabe? Pois então vou te explicar: como pode contratar dois capangas para ameaçar um rapaz que nem conhece? -  disse a moça procurando se controlar.
- Agora eu entendi você se refere ao fato de mandar investigar o rapaz que minha filha diz está apaixonada, e o que há de errado nisso? -  disse o pai.
- Com que direito o senhor toma essa decisão de oferecer dinheiro a Egídio, isso é um suborno. - falou a moça.
- Com o direito de pai, que defende a filha, de pessoas aproveitadoras, que só abusar da sua ingenuidade. - a expressão da moça mudou ao escutar aquelas palavras.
- O senhor me trata como uma doente mental, e fique sabendo que Egídio não é nenhum aproveitador, é um rapaz trabalhador e gosta de mim. –
- Me explique então porque o rapaz trabalhador, que diz gostar de você, aceitou o dinheiro que eu ofereci e voltou correndo pra casa do papai. – falou o pai ficando de pé diante da filha.
Fique sabendo que os seus capangas lhe enganaram. – disse Elizabeth com ar triunfante.
- Não entendi, que me explicar melhor? – perguntou o pai.
- Simplesmente Egídio não aceitou a chantagem, e o seus fieis escudeiros ficaram com o dinheiro. -   a moça estava feliz ao falar.
- E como você sabe disso? Deve ser mais uma cilada armada para te enganar, mas eu não vou permitir que um qualquer, venha estragar meus planos. - disse o pai.
-Seus planos é que eu case com o Dr.Eduardo, não é?   eu não sou nenhuma criancinha, e  o senhor esqueceu que vou fazer vinte anos? eu sei me defender, eu amo Egídio e vou lutar por esse amor.
- - Você está me desafiando? Então você sabe onde ele está? – Sr. Albino estava furioso.
- Não estou desafiando o senhor de maneira nenhuma, eu só quero ser feliz. – Elizabeth falou tentado sensibilizar o pai.
-Eu não vou aceitar de jeito nenhum esse namoro, nem que eu tenha que mandar você para bem longe daqui. – falando muito alto Sr. Albino.
- Realmente eu tentei conversar com o senhor, mas já vi que não tem acordo. – disse a moça saindo do quarto.
- Betinha, ainda não terminei, volte aqui. -  falou o pai.
- Por hoje chega, vou descansar, amanhã tenho muita coisa pra resolver. -  falou Elizabeth saindo do quarto, quando surpreendeu Marina escutando atrás da porta:
- É feio ouvir atrás da porta. -  disse Elizabete para empregada.
- Eu só estou preocupada, você anda tão nervosa, nem come direito.- falou Mariana, se defendendo.
Elizabeth saiu sem dizer nada, afinal a algum tempo vem desconfiando na governanta, ela apoiava o Sr. Albino em tudo, inclusive no casamento entre ela e o medico.
Depois de tomar um banho, foi para o seu quarto tentar relaxar um pouco, estava muito cansada, tanto fisicamente como mentalmente, não via a hora se encontra com Egídio, queria falar tudo que estava dentro do seu coração, e ficou imaginando como seria o encontro com Sr.Oscar , o pai do seu amado. Com certeza era um homem integro e muito honesto, tirou essa conclusão por causa do caráter de Egídio, afinal: filho de peixinho, peixinho é! E adormeceu.



sábado, 21 de abril de 2012

A ESPERA DO AMOR





Era um momento de grande tensão, porque Elizabeth tinha consciência que dependendo da resposta de Fláviano haveria uma mudança radical na relação entre ela e o seu pai, e Flaviano sabia disto, por esse motivo procurou falar com muita cautela:
 O seu pai te ama muito, o que ele fez foi só pensando em te proteger, e...-  mas foi interrompido por Elizabeth que estava no limite de suas forças e argumentou :
- Por favor Fláviano! fale logo o que aquele homem contou pra você sobre o desaparecimento de Egídio? – o rapaz respirou fundo e começou a falar tranquilamente:
-  Tudo bem! o tal homem falou que foi o seu pai que mandou ele investigar tudo sobre Egídio.- mais uma vez foi interrompido:
- Qual o motivo de tanta perseguição?- perguntou Nice muito revoltada.
- O que deu pra entender, foi que Sr.Albino não aceita Egídio como genro pela sua situação financeira.- tentou explicar Sr.João.
- E porque o senhor está dizendo isso?-  Elizabeth só queria ter certeza.
- Pela carta e o dinheiro que ele mandou entregar a Egídio do dia que foram na oficina.-
- O que dizia a carta? - mais uma pergunta da moça.
- O que está escrita na carta, só vamos saber quando conversar com Egídio, mas o dinheiro era para que ele sumisse de sua vida. – disse Fláviano olhando fixamente para Elizabeth, que  levantou- se rapidamente e se dirigiu até a janela para respirar, parecia sufocada:
- Eu não queria acreditar que meu pai fosse capaz de tanta sujeira, e que mais o homem falou?  Perguntou Elizabeth visivelmente abalada.  Preocupada com a amiga, Nice se aproximou a abraçou e falou carinhosamente:
 -  Betinha, deixe o resto pra depois, vamos comer alguma coisa , está tudo bem agora.-  Ela deu um sorriso sem graça e abraçando a amiga e falou:
- Me desculpe, eu sou egoísta, vocês estão com fome, e eu só estou pensando só em mim. -

Marly aproveitou a ocasião e como estava realmente com fome, sugeriu:
- Vamos todos para mesa, a comida está uma delicia, depois terminamos a conversa no jardim. - Todos concordaram imediatamente,  e se dirigiram para a outra sala.
Durante o almoço só o ruído de talheres se ouvia e Marly como sempre com o seu jeito atrevido se levantou e disse:
- Meu Deus! Que silencio, parece que morreu alguém, vou colocar uma musica para alegrar o ambiente.  - todos foram obrigado a rir, ela foi até o aparelho de som e colocou uma musica muito melancólica  , e Nice falou sorrindo :
-  Com essa escolha de musica, coitada de Betinha!  Vai ficar mais triste. -  Elizabeth começou a sorrir e falou para Marly:
- Valeu a intenção, o resultado foi positivo, mesmo assim vou esperar por vocês lá fora.-  levantando-se foi para o jardim.
Meia hora depois quando todos se encontravam sentados no jardim e o vento balançava as folhas das arvores deixando a tarde mais fresca e tudo parecia tranquilo, uma pergunta acabou com a magia daquele momento:
- Agora Fláviano posso saber o que aconteceu realmente com Egídio e porque está se escondendo? -  insistiu Elizabeth.
-  Pelo que eu entendi o Sr. Albino só queria assustar Egídio, e imaginou que ele só estava interessado em seu dinheiro e quis tirar a prova. -   Elizabeth ficou de pé e perguntou:
- Não entendi, tirar a prova, ameaçando e assustando as pessoas?. –
- Quando eu disse ao homem que ia chamar a policia, ele resolveu me contar tudo. – falou Fláviano já querendo acabar com aquele assusto.
Sr.João resolveu intervi e facilitar na conclusão do assunto:
- Na verdade os dois bandidos ofereceram o dinheiro para Egídio, como ele não aceitou , jogaram ele no trem e ameaçaram o matar caso ele voltasse. -
- Coitado de Egídio imagine como ele deve ter ficado. - disse Nice.
- Mas quero deixar bem claro, Sr.Albino está pensando que Egídio aceitou o dinheiro e voltou para sua cidade.-  falou Flaviano preocupado com Elizabeth.
-Como você pode garantir que é verdade?. – perguntou Marly.
 - Eles confessaram que ficaram com o dinheiro de seu pai, Sr. Albino foi enganado.
- Bem feito, meu pai não é nenhum santinho, e agora mesmo vou ter uma conversa seria com ele. -   disse Elizabeth se despedindo dos amigos.
- Vamos  te levar em casa. -  falou Sr.João pegando Nice pela mão.
- Amanhã você vai com agente buscar Sr. Oscar na estação? -  perguntou Nice.
- Claro, quero está presente quando for buscar Egídio.-  disse Elizabeth sentando no banco traseiro do carro.
Já era quatro horas da tarde quando o carro parou em frente a casa do Sr.Albino.
Elizabeth beijou Nice, agradeceu a Sr.João , abriu o portão e entrou rapidamente.
Mariana parecia preocupada, e ao vê-la falou :
- Onde você estava Betinha,  o seu pai está desesperado . –  olhando fixamente para Mariana, desconfiada que talvez ela estivesse sabendo de tudo, falou:
- Ele vai ficar desesperado agora, onde ele está?
















 Continua...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

EM BUSCA DA VERDADE!



Na verdade Flaviano já tinha notado que havia um carro os seguindo, mas preferiu não dizer nada para não causar panico, com certeza as mulheres iriam ficar assustadas.
Com o pretexto que iria buscar a bolsa que Marly se esqueceu do carro, Flaviano  resolveu dá um flagrante nos homens misteriosos, era a chance que precisava para esclarecer de uma vez por todas a participação de Seu Albino com fato de Egídio está desaparecido.  Sabia que era arriscado, o certo era chamar a policia, mas não podia perder tempo, com muita cautela procurou um local onde pudesse observar o carro sem ser notado e ficou esperando o momento oportuno, para surpreender os homens, afinal de contas eram dois contra um. Depois de alguns minutos de uma longa espera, um ruído estranho o chamou atenção, com muito cuidado  saiu do seu esconderijo para ver do que se tratava, quando viu um dos homens tentado abrir a porta do carro de seu João, ah! Aquela cena o deixou revoltado, e sem pensar  correu até o homem o segurou pelo paletó e com muita raiva, o perguntou:
- O que você está procurando ai rapaz?- O homem muito nervoso respondeu:
- Me desculpe, eu me atrapalhei, pensei que era meu carro. -  Seu João preocupado com a demora de Fláviano, resolveu ir procura-lo, foi no exato momento que o outro homem se aproximava para ajudar o seu comparsa, mas quando viu Seu João, voltou para o carro e fugiu.
- Meu Deus, porque está brigando com esse homem Fláviano? -  Perguntou Seu João procurando separar os dois, mas quando encarou o  homem falou surpreso:
- Mas esse é o  sujeito que foi na oficina pedir a Egídio para consertar o seu carro, no dia do seu desaparecimento.-  O homem respondeu apavorado:
-O senhor está enganado, não sei de nada. -  Foi então que Fláviano o segurou com mais força e falou entre dentes, demostrando determinação:
- Você vai falar tudo que sabe, ou eu chamo a policia. -  Desmoutou o homem e ele falou:
-  Por favor eu falo tudo, mas não chame a policia.-   Sem oferecer resistência  entrou no carro com Fláviano, enquanto Seu João foi chamar as três moças, afinal não tinha clima para comer, o que importava agora era  colocar tudo em pratos limpo.
Sem entender nada, Elizabeth, Marly e Nice acompanharam Seu João de volta ao carro.  E ao notar um estranho sentado no banco traseiro do carro com  Fláviano cuja a expressão não estava nada agradável,  Marly  preocupada  indagou:
- Quem é esse homem amor? Sem dá muitas explicações, Fláviano respondeu:
-Quero que vocês pequem um taxi e nós espere na minha casa, daqui a pouco eu chego lá. –
- Mas o que está acontecendo?  É alguma coisa referente a Egídio? . - Perguntou Elizabeth?
- Prometo que explico tudo mais tarde, agora  vão em paz.- Tranquilizou Fláviano.
Enquanto o carro se afastava com os três homens, Elas ficaram paradas sem entender muita coisa, mas imaginavam mas o menos do que se tratava.

Três horas se passaram e Nice preparou o almoço, mas ninguém quis comer, esperando a chegada de Fláviano e Seu João. Marly na janela não tirava os olhos da rua, Elizabeth recostada no sofá estava calada, mas parecia orar para que tudo terminasse bem. Estava se sentido responsável por tudo que estava acontecendo.
A espera chegou ao fim, e o carro parou diante da casa, Marly correu para fora aliviada ao ver seu noivo sã e salvo, Elizabeth segurou a mão de Nice com firmeza como se pedisse força.
Entram todos em silencio, Fláviano se dirigiu até Elizabeth segurou a sua mão e falou com carinho:
- Venha! Vamos conversar as coisas já estão se esclarecendo. - A moça balançou a cabeça.

Fláviano começou sua narrativa falando sobre a perseguição dos dois homens e na ideia que teve para os pegar em fragrante e queria ter certeza da participação deles no desaparecimento do amigo, que foi confirmado com a chegada de Seu João que reconheceu o homem.
Elizabeth escutou tudo atentamente, até que não conseguiu mais esperar e fez a pergunta que todos gostariam de fazer, mas não tinham coragem:
-  Diga Fláviano o meu pai foi o mandante do sequestro de Egídio?







Continua...

sexta-feira, 23 de março de 2012

O SOL DA JUSTIÇA


Era  uma situação nova e estranha para aquela jovem, parada ali escutando a voz de Seu João, com uma fisionomia cansada,tentando argumentar com Seu Oscar, foi demais para ela, de repente uma força inexplicável tomou conta do seu se,e Elizabeth parou de chorar e uma vontade de lutar pela sua felicidade fez com que ela tomasse aquele telefone e abrisse o coração para uma pessoa que não conhecia, mais que naquele momento representava  uma grande chance, e o amor falou mais alto, disse determinada:
- Senhor, sou Elizabeth, a pessoa responsável por tudo que está acontecendo com Egidio, e quero  que o senhor saiba de uma coisa; amo o seu filho, e estou disposta a lutar por esse amor, porque acredito que sou corespondida, e se o senhor sabe onde está Egidio, por favor. Diga-me, me tire dessa tortura! -  Um silêncio angustiante  se passou por alguns segundos e a voz rouca de Seu Oscar disse muito aliviado :
- Sim, sei  onde ele está, e é muito bom saber que estava engano ao seu respeito, imaginei que estivesse brincando com os sentimentos do meu filho que fosse uma moça rica acostumada passar por cima de tudo para alcançar seus objetivos. -  Com um suspiro de alivio que saiu de dentro do seu peito, Elizabeth exclamou com muita sinceridade:
- Obrigada meu Deus! eu não estou brincando com os sentimentos de Egidio,o que sinto por ele é verdadeiro, e preciso dizer isso a ele pessoalmente, posso falar com ele? 
- No momento é impossível , ele não está aqui.-  Respondeu Seu Oscar mais tranquilo.
- Como? Não entendi.-  Falou a garota confusa.
- Agora sei que meu filho não está sozinho nessa cidade, realmente  vocês se preocupam com ele, por isso vou te dá o endereço de onde ele está. -  Disse o pai de Egidio.
- Pode falar, nós vamos cuidar bem dele, prometo! – Muito nervosa pediu a Fláviano para  anotar o endereço. Mas a voz de Seu Oscar fez uma observação:
-  Calma!  Tem um detalhe, Meu filho está escondido, como se fosse um bandido e por enquanto não pode aparecer. Vou trazer-lo  de volta para casa, tem gente que não gosta dele.-
- Porque?  É o meu pai o causador dessa atitude, o senhor sabe de alguma coisa?. -  No fundo Elizabeth já sabia a verdade, só não queria admitir.
-  Não posso dizer nada, e nem  quero que mais ninguém saiba onde ele está, até eu chegar ai.,vou ter que tomar certas decisões, espero que me entenda! - Falou Seu Oscar com determinação, ele era homem da lei (um policial).
- E o senhor pretende chegar quando? Eu tenho muita coisa pra conversar com Egidio-
- Acho melhor você ouvir o que ele tem pra te dizer. Vou chegar amanhã  ás 6hs e vou direto  encontrar com meu filho, ele está precisando muito de mim.- Era a voz de um pai sofrendo.
- Seu Oscar! irei te buscar na estação , quero conhecer o pai do meu amigo,quase filho, aprendi muito sobre família com ele, e hoje tenho esperança de encontrar o meu filho.-  agora era a voz do Seu João falando de pai para pai. 
-  Se não for incômodo, te agradeço preciso mesmo de uma companhia para me locomover na cidade grande, então até amanhã.-
Depois que o telefone foi colocado no gancho, Seu João olhou para Elizabeth e disse com ternura : 
- Você é uma garota corajosa, conseguiu conquistar o seu futuro sogro mesmo de longe. - e uma mistura de risos e lagrimas todos se abraçaram com alegria , afinal de contas Egidio estava bem , pelos menos pro em quanto.
Como eram 11 e meia da manhã, Marly sugeriu alegremente:
- Que tal almoçarmos todos no nosso cantinho preferido?- 
- Que ideia maravilhosa querida, pra mim tá ótimo. -   Fláviano abraçou a noiva concordando. 
- Eu aceito, pois não tenho vontade nenhuma de ir para casa. – disse Elizabeth.
A felicidade era tanta por saber que Egidio estava vivo mesmo não sabendo onde ele estava os cinco amigos entrar no carro cantarolando uma musica que tocava num radio antigo que seu João tinha estalo no seu automóvel, e nem notaram que um carro preto com dois homens estranhos seguia o carro dos jovens. Quando chegaram no restaurante GRANDE PONTO estacionaram em frente ao estabelecimento, o mesmo aconteceu com o outro carro, e dois homens observava a turma de amigos. quando de repente um dos homens desceu do carro e se escondeu atras da coluna.
Como Marly havia esquecido a bolça no carro, Flaviano voltou para pegar, quando  um dos homens se aproximou e ....                                                                                        
           

 
                       
  continua...