sábado, 14 de julho de 2012

"APENAS UM SONHO, E NADA MAIS"


Por alguns minutos ficaram dentro do carro observando o movimento em torna de onde ficava a pensão,o  lugar estava deserto, algumas  arvores impediam a visão total da casa, com cautela desceram do carro procurando sondar o ambiente temiam que fosse uma cilada e não queriam colocar a vida de Egídio em jogo. Com passos determinado Fláviano pisava nas folhas secas que caiam a todo tempo.
O coração do velho pai pulava dentro do peito quando caminharam em direção a porta de uma madeira muito antiga, a situação era tensa, só se escutavam o barulho do vento que sacudia as folhas das árvores causando uma sensação misteriosa.
Fláviano tocou a campainha, de repente o latido de um cão deu sinal de vida dentro da casa, mas ninguém apareceu, tocou mais uma vez, e dessa vez o ruído de passos fizeram com que eles olhassem um para o outro  com a expectativa do que estava para acontecer, a porta se abriu, e uma senhora robusta, acompanhada de um cachorro que parecia guardar a segurança da casa, ela disse com a voz áspera:
-  O que desejam? -  deixando a porta quase fechada, impedindo a visão do interior da casa.
- Bom dia senhora, por favor queremos falar com Egídio. -   falou Fláviano procurando ser educando.
- Não mora ninguém aqui com esse nome. - respondeu a senhora tentando fecha a porta. O pai desesperado segurou a porta, e falou:
- Deixe- me apresentar sou Oscar o pai desse rapaz, e ele me escreveu essa carta, e o endereço é esse mesmo.  – falou o pai segurando a porta, impedindo que a senhora a fechasse, e mostrando a carta.
- Quero ver de perto. -  ela tomou o papel e por alguns instantes observava o documento. A expressão do rosto da velha começou a suavizar, ela sorriu e falou:
- Ah! Que alívio, conheço muito bem essas letras, podem entrar. – finalmente abriu a porta e o cachorro  começou a abanar o rabo fazendo festa parecia entender tudo e pulava de um lado para o outro, tentando mostra o caminho onde estava o seu dono.
Sem esperar segunda ordem, Seu Oscar, Fláviano, Marly, Seu João, Nice  e Elizabeth entraram rapidamente,  todos com o mesmo pensamento: vê Egídio, saber todos os detalhes e o mais importante abraçar com força e acabar com aquele tormento.
Percorreram um longo corredor passando por varias portas, Elizabeth apertava a mão de Nice sem saber qual seria a reação do seu amado , afinal se sentia responsável por tudo que estava acontecendo. 
- É aqui, vou avisar ao rapaz para que ele se prepare. -  disse a senhora batendo levemente na porta e entrando em seguida, voltou com um sorriso nos lábios e disse:
- Entre, ele precisa muito de vocês. -    o quarto ficava nos fundos da casa, era muito pequeno só cabia uma cama de solteiro e um armário muito antigo.
- Filho, meu querido filho, que bom poder abraça-lo. -  pai e filho se abraçaram e choraram muito, emocionando os amigos.
- Pai me perdoa, eu não queria te causar esse sofrimento. -  Egídio estava mais magro e barbudo e isso impressionou Elizabeth que observava de longe com receio de se aproximar, será que estava arrependido e desistido de lutar por seu amor? - pensou. - 
 Seu Oscar se dirigiu para uma janela queria respirar estava um pouco tonto  devido os acontecimentos. Fláviano e seu João caminharam lentamente ao encontro do amigo  assim que o pai e filho mataram a saudades.
-  Meus amigos, que trabalho estou dando a vocês! – falou Egídio abraçando os dois ao mesmo tempo.  Seu João olhou para o rapaz, com os olhos cheio de ternura e disse:
- Você é como um filho pra mim, e estava com medo de acontecer o mesmo que aconteceu com meu filho Rafael. -  e  abraçou mais uma vez o rapaz.
- Eu prometi que vou encontra o seu filho, quero retribui o que o senhor fez por mim. – falou Egídio passando a mão nos cabelos grisalhos  do amigo.
Elizabeth no canto do quarto observava tudo em silencio, estava se sentindo uma intrusa, tinha vontade de sair correndo, quando de repente aquela voz que sonhava todos os dias em ouvir novamente:
- Elizabeth o que você está fazendo aqui?  -  disse Egídio visivelmente surpreso. 
Parecia que o chão se abriu, ela esperava outra recepção, por que ele está a tratando dessa maneira?
- Me perdoe, estou feliz por você. -  e saiu correndo...

 
                                   CONTINUA...
    
                                                                                                                     

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