Mas uma vez o destino lhe pregou uma peça, tinha certeza que a moça que passeava acompanhado por rapaz de avental branco era a mesma que não saia dos seus pensamentos, Egídio voltou para o carro decepcionado.
- Me perdoe, não era a pessoa que imaginava, vamos em frente. - falou o jovem.
- Você me parece triste, quem era essa pessoa? alguém da família?- perguntou Marly.
- Não, só uma conhecida. - respondeu o jovem
Era para Egídio está muito feliz: casa nova, tudo ia bem na oficina, a relação com Seu João estava cada dia melhor, mas Egídio estava distraído e calado, a ponto de Flaviano perceber e perguntar:
-O que está acontecendo com você? de repente ficou pensativo, -
- Não se preocupe, são coisas do coração. - respondeu Egídio.
- Mesmo assim quero saber o que é, mais tarde vamos conversar, certo?- disse Flaviano.
Durante toda manhã a arrumação foi geral cada um ajeitava seu quarto, em quanto Marly preparava o almoço, escutava e cantarolava uma canção de Frank Sinatra em uma vitrola que tinha ganho de presente do pai quando completou dezoito anos.
O almoço foi só elogios para Marly:
- Que delicia! tem muito tempo que não como uma comida tão gostosa.- comentou Egídio.
- Eu sou o homem mais feliz do mundo por ter encontrado essa mulher maravilhosa, cheia de virtudes.- respondeu Flaviano.
- Olha! até lesse gostou. - disse Egídio, quando o cachorro começou a latir debaixo da mesa.
- Que exagero, só fiz um simples bife, vocês estão carentes.- disse Marly sorrido.
- Eu não, mais meu amigo aqui está precisando de arrumar uma namorada.- falou Flaviano.
- Vou confessar uma coisa a vocês, mas não podem rir de mim,certo?- disse Egídio constrangido
- Pode falar amigo, quem sabe posso te ajudar, afinal eu quase me formo em psicologo,não é querida?- brincou Flaviano, só pra descontrair.
- Vamos dizer que você tem um pequeno dom, mas prefiro ouvir o que Egídio tem pra nós dizer, pode falar, os amigos são pra essas coisas.- falou Marly.
- Obrigado amigos, estou precisando de um conselho.- Egídio relatou todo o episodio do encontro com a jovem desconhecida e concluiu:
- Desde esse dia, não consigo tira-la da minha cabeça, hoje mesmo quando passamos defronte do hospital, pensei que fosse ela e pedir que parasse o carro, mas não consegui alcança-la.
- Que lindo! é amor a primeira vista, você vai encontrar essa moça, eu já li um romance parecido, vamos torcer por você. não é amor? - falou Marly, com um tom romântico.
A tarde de domingo passou animada, o assunto continuo até a hora de Flaviano levar Marly para casa.
Egídio foi para seu quarto pegou pegou um papel e uma caneta e começou escrever uma poesia só pra expressar o que estava sentindo:

SERÁ AMOR?
Como pode ser possível
Com apenas um olhar
A lembrança de alguém
No coração ficar
A noite o sono demora a chegar
Porque nos meus pensamentos
Uma pergunta vem me atormentar
Onde a dona daquele olhos
Outra vez posso encontrar
Será que pensais em mim
Ou foi apenas ilusão
Oh! Deus como doí meu coração.
Ouviu a porta se abri, rapidamente guardou o papel na gaveta, não queria que o amigo o achasse infantil:
- Que cara é essa, novamente pensando da garota? - perguntou o amigo.
- Não dá pra esconder, sou um idiota, vá ver que ela nem lembra que eu existo. - disse Egídio.
-Calma! se for da vontade de Deus você vai encontra essa garota e eu vou ser padrinho do seu casamento. - falou Flaviano batendo do ombro de amigo.
Um passagem bíblica que seu velho pai costumava falar, veio em sua mente .-"O amor é paciente, é benigno...tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba...
Pensando do que faria para encontra- la novamente, dormiu.








