quinta-feira, 28 de julho de 2011

AMOR A PRIMEIRA VISTA!

   
DECIMO NONO CAPITULO
Mas uma vez o destino lhe pregou uma peça, tinha certeza que a moça que passeava acompanhado por rapaz de avental branco era a mesma que não saia dos seus pensamentos, Egídio voltou para o carro decepcionado.
- Me perdoe, não era a pessoa que imaginava, vamos em frente. - falou o jovem.
- Você me parece triste, quem era essa pessoa? alguém da família?- perguntou Marly.
- Não, só uma conhecida. - respondeu o jovem
Era para Egídio está muito feliz: casa nova, tudo ia bem na oficina, a relação com Seu João estava cada dia melhor, mas Egídio estava distraído e calado, a ponto de Flaviano perceber e perguntar:
-O que está acontecendo com você? de repente ficou pensativo, -
- Não se preocupe, são coisas do coração. - respondeu Egídio.
- Mesmo assim quero saber o que é, mais tarde vamos conversar, certo?- disse Flaviano.
Durante toda manhã a arrumação foi geral cada um ajeitava seu quarto, em quanto Marly preparava o almoço, escutava e cantarolava uma canção de Frank Sinatra em uma vitrola que tinha ganho de presente do pai quando completou dezoito anos.
O almoço foi só elogios para Marly:
- Que delicia! tem muito tempo que não como uma comida tão gostosa.- comentou Egídio.
- Eu sou o homem mais feliz do mundo por ter encontrado essa mulher maravilhosa, cheia de virtudes.- respondeu Flaviano.
- Olha! até lesse gostou. - disse Egídio, quando o cachorro começou a latir debaixo da mesa.
- Que exagero, só fiz um simples bife, vocês estão carentes.- disse Marly sorrido.
- Eu não, mais meu amigo aqui está precisando de arrumar uma namorada.- falou Flaviano.
- Vou confessar uma coisa a vocês, mas não podem rir de mim,certo?- disse Egídio constrangido
- Pode falar amigo, quem sabe posso te ajudar, afinal eu quase me formo em psicologo,não é querida?- brincou Flaviano, só pra descontrair.
- Vamos dizer que você tem um pequeno dom, mas prefiro ouvir o que Egídio tem pra nós dizer, pode falar, os amigos são pra essas coisas.- falou Marly.
- Obrigado amigos, estou precisando de um conselho.- Egídio relatou todo o episodio do encontro com a jovem desconhecida e concluiu:
- Desde esse dia, não consigo tira-la da minha cabeça, hoje mesmo quando passamos defronte do hospital, pensei que fosse ela e pedir que parasse o carro, mas não consegui alcança-la.
- Que lindo! é amor a primeira vista, você vai encontrar essa moça, eu já li um romance parecido, vamos torcer por você. não é amor? - falou Marly, com um tom romântico.
A tarde de domingo passou animada, o assunto continuo até a hora de Flaviano levar Marly para casa.
Egídio foi para seu quarto pegou pegou um papel e uma caneta e começou escrever uma poesia só pra expressar o que estava sentindo:


SERÁ AMOR?

Como pode ser possível
Com apenas um olhar
A lembrança de alguém
No coração ficar

A noite o sono demora a chegar
Porque nos meus pensamentos
Uma pergunta vem me atormentar
Onde a dona daquele olhos
Outra vez posso encontrar

Será que pensais em mim
Ou foi apenas ilusão
Oh! Deus como doí meu coração.

Ouviu a porta se abri, rapidamente guardou o papel na gaveta, não queria que o amigo o achasse infantil:
- Que cara é essa, novamente pensando da garota? - perguntou o amigo.
- Não dá pra esconder, sou um idiota, vá ver que ela nem lembra que eu existo. - disse Egídio.
-Calma! se for da vontade de Deus você vai encontra essa garota e eu vou ser padrinho do seu casamento. - falou Flaviano batendo do ombro de amigo.
Um passagem bíblica que seu velho pai costumava falar, veio em sua mente .-"O amor é paciente, é benigno...tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba...
Pensando do que faria para encontra- la novamente, dormiu.




sexta-feira, 22 de julho de 2011

AO LADO DE UM GRANDE HOMEM, HÁ UMA GRANDE MULHER!




DECIMO OITAVO CAPITULO
Marly e Flaviano esperavam por Egídio com ansiedade, e logo que o jovem apareceu, pediram o almoço a Pepy. Marly notou que o rapaz estava pensativo:
- Que houve Egídio, Sr.João brigou com você? - perguntou a moça preocupada.
- Não, pelo contrario, hoje foi um dia legal.- respondeu o jovem distraído.
- Então porque essa cara? não quer mais morar comigo? - indagou Flaviano,
- Nem pense nisso, eu só estou chateado por causa da minha timidez, não consigo arranjar uma namorada.- falou o jovem aborrecido.
- Ah! já entendi, não se preocupe, essa fase vai passar, já passei por isso. - Disse Flaviano tentando consolar o amigo.
- Vamos logo, quero que vocês vejam o que preparei. - Falou Marly ansiosa para que os jovens vissem a decoração da nova casa.
Quando o carro parou em frente da casa, Marly correu para abrir a porta:
- Fechem os olhos, só abram quando eu mandar. - falou a moça segurando os rapazes pelo braço, podem abrir os olhos agora. -
A sala  cor de marfim tornava o ambiente agradável e  aconchegante, Marly tinha feito o melhor que pode pra deixar a casa bonita queria que os jovens se sentissem em um lar, um jarro de  flores colocou em cima da mesa que conseguiu com seu pai, Sr.Ramos,a mesa que ficava no fundo da oficina.
A mesa e as cadeiras foram pintadas de branco formando um conjunto harmonioso,no canto da sala colocou um pé de palmeira bem verdinha,deixando a pequena sala com vida,na parede um quadro que dera de presente a Flaviano no primeiro ano de namoro e retrava o pôr do Sol em uma praia de águas verdes cintilantes.
Como a cozinha era muito pequena,Marly comprou um fogão de duas bocas e um armário de parede era de madeira envernizada onde colocou as compras e as panelas era o suficiente para os dois amigos organizarem suas vidas.
No quarto ela quis dá um toque especial, colocou uma cortina de renda branca com um forro azul celeste e tapete branco, duas camas de solteiro e duas pequenas cômodas completavam o quarto que a partir de hoje seria o porto seguro para os dois amigos que o destino tinha unido.
Flaviano estava surpreso, realmente estava tudo muito lindo, como ela conseguiu transformar um simples casa em uma residencia ou melhor em um paraíso:
- Cada dia que passa você me surpreende, como posso pagar por tudo que você me faz.- disse Flaviano abraçando a noiva com carinho.
-  Casando comigo e deixando eu cuidar de você pra o resto da vida. - respondeu Marly correspondendo ao abraço do noivo.
- E você Egídio que achou da sua nova casa? - perguntou Marly, não queria deixar o jovem constrangido.
- Me sinto privilegiado por ser amigo de vocês, DEUS foi muito bom comigo quando colocou pessoas especias em meu caminho.- Egídio estava sendo sincero.
- Deixe de ser bobo, você é que um amigo especial, - acrescentou Marly assanhando os cabelos do jovem.
- Flaviano você é um homem de sorte, Marly é fora de serie, a mulher que faz toda diferença da vida de um homem, Marly é a noiva que qualquer rapaz gostaria de ter, com muito respeito! - Falou Egídio, e todos três riram.
Durante a noite Egídio sentado na cama escrevia uma carta para seu pai, queria contar as novidades, e tranquiliza-lo, agora tinha um emprego e uma casa de verdade, e planejava juntar um dinheiro para o seu pai, e convida-lo para passar um fim de semana com ele. Quando terminou foi até a janela,olhou para o céu, as estrela brilhavam como pequenos brilhantes, no silencio da noite só escutava os grilos cantando e sem perceber seus pensamentos foram até aquela moça que esbarrara no ponto, onde ela estaria agora, e que estaria fazendo, talvez nem lembrasse que ele existia, sentido-se um idiota falou baixinho:
- Chega de sonhar! -  foi até a comoda pegou as poucas roupas e arrumou em sua mala, planejava acordar cedo, para aproveitar o domingo.
Pela manhã, lesse latia agitada, parecia que estava entendendo da mudança.
- Que foi lesse? não que ir embora? prometo fazer um casinha pra você. - Falou o jovem carregando o cachorrinho. Se arrumou e foi despedi-se de D. Lúcia. a dona da pensão:
- Estou muito triste, você é um bom menino. - falou a mulher, lhe dado um abraço.
- Eu te agradeço por tudo, prometo que venho aqui te apresentar meu pai. - disse Egídio.
- Estou esperando vocês, DEUS te abençoe filho. - falou D.Lúcia com os olhos marejado de lagrimas.
Como era domingo, algumas lojas estavam fechadas, mas o Grande Ponto estava cheio, ali era o ponto de encontro de amigos, namorados e pessoas que chegavam de viajem, porque ficava defronte da estação ferroviária. Marly e Flaviano tomavam o café em seu cantinho de costume, Egídio se aproximou puxando lesse pela coleira:
- Bom dia! quero que conheça meu novo amiguinho, lesse.- falou o rapaz
- Que lindo! posso cuidar dele, se você quiser. - acrescentou  Marly acariciando o animalzinho.
- Depois resolvemos isso, agora precisamos ajeitar a nossa casa, quero deixar tudo pronto ainda hoje.- falou Flaviano, parecia enciumado.
- Os três amigos entraram no carro com muita animação, até lesse no colo de Marly lambia a moça, pareciam se conhecer a muito tempo, era amor a primeira vista. Egídio no fundo do carro observava todo movimento lá fora quando de repente ele gritou:
- Pare o carro, por favor! - com os olhos arregalados, parecia ter visto um fantasma!

CONTINUA...

sábado, 16 de julho de 2011

OS OLHOS TAMBÉM FALAM!

Resultado de imagem para olhos que falam DESENHO

DECIMO SÉTIMO CAPITULO
Aquele sábado era especial para Egídio, o calor estava intenso, ele não via a hora de terminar o expediente, o suor escorria pelas frontes que limpava com uma flanela, Sr.João notou a impaciência no rapaz e perguntou:
-Será que posso saber o motivo do nervoso?- a convivência ainda não era das melhores, mas depois da conversa que teve com com Marly sobre o drama de Sr.João as coisas tinham melhorado bastante entre os dois, Egídio não se incomodava mais com o comportamento do Sr.João, e entendendia sua tristeza e passou a trata-lo com carinho.
-Já que o senhor perguntou, porque estou nervoso,posso te pedir um conselho?-O homem se espantou e gaguejado um pouco disse:
-Por que eu? não sou capaz de aconselhar ninguém.-Egídio olhou bem firme e falou:
-Vou te contar uma coisa que o senhor não sabe, o primeiro dia que cheguei na oficina, eu não sabia nada de mecânica, não sabia o que era macaco, chave inglesa nem ferramenta nenhuma, vi que o senhor estava consertando um automóvel e eu fiquei observando como era difícil aquela profissão e a responsabilidade que qualquer falha colocaria as vidas de pessoas em risco e quis desistir.-Sr.joão estava surpreso, até sua aparência havia mudado, até conseguiu sorrir:
-E porque não desistiu?-  perguntou Sr. João bastante interessado, Egídio sabia o quanto aquele homem precisava de compreensão e disse:
-Quando olhei pra o senhor vi a figura do meu pai e pensei, vou aprender tudo com ele, essa é minha chance de ser alguém na vida, e acho que estou me saindo bem, não é verdade?- falou o jovem.
- Não posso negar que você me surpreendeu, claro que ainda tem muita coisa pela frente,está apenas começando.- Falou Sr.João disfarçando o sorriso.
-Já que o senhor se parece com meu pai me dê uma opinião, o senhor conhece Flaviano não é?- perguntou Egídio aproveitando a oportunidade para de aproximar mais de Sr.João.
-Claro, é o noivo da menina Marly, porque?- perguntou curioso.
-Por que ele alugou uma casa e me convidou para morar com ele, já que a tia que morava com ele viajou -Respondeu Egídio feliz com o interesse do Sr.João que permaneceu calado por alguns segundos, pegou um banco de madeira que estava próximo se sentou pensativo e olhando para o jovem que continuava imóvel e preocupado com a mudança na fisionomia do homem e perguntou:
-O senhor está sentindo alguma coisa?-O mecânico voltou a sorri e disse:
- Sim, estou sentindo vergonha de mim,  por meu egoismo não percebi o jovem de caráter que você é, e quase mais uma vez ponho tudo a perder. Mas, vamos ao que interessa, fico contente em saber que você e Flaviano se deram bem, ele é um ótimo rapaz e vocês são jovens e apesar de tudo, eu quero que você seja feliz de verdade.
- Obrigada Sr.João, o senhor não imagina como fico feliz, meu pai está distante,e eu precisava de uma orientação, posso de dá um abraço?- perguntou Egídio.
O homem exitou por alguns segundos,e falou com voz emocionada:
-Claro,  admiro muito a sua força de vontade, queria que meu filho fosse como você.- confessou Sr. João, abracou com afeto o jovem.
-O senhor tem filho?- perguntou Egídio, fingido não saber a sua historia,mas não era a hora certa,o homem mudou o comportamento:
-Por hoje chega, vou terminar o serviço,minha vida é assunto meu.- disse Sr.João voltando ao trabalho.
Mesmo assim Egídio estava feliz, doze e meia, correu para trocar de roupa, havia marcado com Flaviano e Marly almoçarem no Restaurante Grande Ponto, apressando correu para pegar o bonde,e não notou uma moça que também,apressada queria pegar o mesmo bonde, não deu outra,os dois se esbarraram e os livros que a jovem carregava caíram e se espalharam pelo chão, imediatamente se ajoelhou e catou todos os livros;
- Me perdoe senhorita, sou desastrado.- falou Egídio entregando os livros a moça.
-Não foi nada, foi um acidente, eu também fui culpada.- respondeu educadamente, foi ai que Egídio notou a beleza da jovem desconhecida, os olhos se encontraram e por alguns momentos ficaram em silencio, como hipnotizados , o coração batia tão forte, O bonde esperava, o motorista buzinou e a moça correu, Egídio acompanhou, durante todo percurso os dois se olhavam:
- Como eu queria saber seu nome. - pensou, mas a timidez foi mais forte,

queria conversar com a jovem, mas dizer o que? Tinha medo de levar um fora, quando de repente a jovem levantou para descer no próximo ponto, Egídio pensou:-E agora o que é que eu faço?-Antes que pudesse fazer alguma coisa o bonde parou e a jovem desceu e o carro seguiu seu roteiro de sempre e Egídio com um nó na garganta com vontade de gritar:- Espere!Me diga qual é seu nome...
- Será que nunca mais vou ver essa moça?-  pensou com tristeza!
CONTINUA...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A CHAVE, PORTAS ABERTAS!


DECIMO SEXTO CAPITULO
Depois de ler o que estava escrito no papel, Egídio olhou para o amigo sem entender, perguntou:
- O que significa isso? não estou entendendo.- perguntou o jovem.
- Isso é um contrato de aluguel rapaz é quer dizer que aluguei uma casa  e eu estou te propondo que venha morar comigo e dividir as despesas, que você acha? perguntou Flaviano.
- Você alugou uma casa e quer que vá morar com você? - perguntou  sem acreditar.
- Poxa! até que enfim caiu a ficha, pelo menos ate me casar com Marly, daqui a um ano mais ou menos. -  acrescentou o amigo.
- Mas como vou te ajudar a pagar? eu nem sei quanto vou ganhar. - perguntou Egídio inseguro.
- Não se preocupe, já paguei três meses adiantado, depois dividiremos as despesas.- afirmou Flaviano.
- Parece que estou sonhado, claro que aceito, quero ajudar em tudo certo? e quando nós vamos mudar? perguntou Egídio ansioso.
- Olha aqui a chave, só precisamos de consertar algumas coisas, que tal dá uma olhadinha pra você saber onde fica, vou viajar, mas você e Marly vão ficar responsáveis pela pintura e decoração. - disse Flaviano.
Egídio pegou a chave  parecia uma criança quando ganha sua primeira bicicleta, apertou a chave com força com medo de perder-la, e falou:
- Vamos, quero conhecer meu novo lar. - Falou Egídio ficando de pé.
- Calma menino! a casa fica um pouco distante, talvez seja melhor deixar para amanhã.- disse Flaviano.
- Vamos lá meu amor, também quero vê. - acrescentou Marly acariciando a braço do noivo.
- Tá bom! vocês venceram, vamos lá. - Cedeu Flaviano aos apelos.
O carro percorria uma avenida estreita,mas muito iluminada, as pequenas arvores enfileirada. davam um ar especial.  Flaviano dirigia concentrado, e Egídio observava as paisagens que desfilavam ante aos seus olhos, estava admirado com tanta beleza, a natureza é perfeita, por que DEUS é perfeito e nas coisas simples e puras da vida alimentam nossa alma.
Finalmente o carro parou em frente a uma casa de faixada azul com os detalhes branco, o que mais lhe chamou atenção foi um pequeno jardim, as rosas pareciam artificiais de tão lindas, o perfume era delicioso.
- Vamos entrar, vai ficar ai feito um bobo? - falou Flaviano, despertando o jovem que ficou parado admirando aquela beleza.
Quando a porta se abriu, se via uma sala grande, apesar da tinta esta manchada, era perfeita para    os  dois amigos, que começaram a dá palpites:
- Vamos pintar de verde claro. - disse Flaviano.
- Eu prefiro amarelo, mas eu acho melhor deixar Marly decidir. - argumentou Egídio.
- Puxa saco, só porque é filha do seu patrão. espertinho! - brincou o amigo.
.- Não é nada disso, só acho que Marly vai dá um toque feminino. - disse Egídio encabulado.
- Estou brincando, é claro, conhecendo minha querida noiva como conheço, ela vai querer organizar tudo, ate os moveis ela vai querer escolher. falou Flaviano.
- Se eu pudesse já ficaria aqui hoje.- falou Egídio.
-Calma apresadinho, temos que pelos menos ajeitar as camas e um fogão, amanhã cedo Marly vai resolver isso,   fique tranquilo.
-Eu durmo até no chão se depender de mim- disse Egídio.
-Eu entendo o que está sentindo, é muito triste ficar longe da família, chegar em casa a noite e não ter uma pessoa pra conversar, acordar pela manhã e não poder dá bom dia pra alguém que lhe responda: DEUS lhe acompanhe e te dê um bom dia, e tomar café em uma mesa da cozinha conversando bobagem. - falou Flaviano com nostalgia.
- Não sabia que você era psicologo meu amigo. - Egídio falou para desfaçar as lembranças de casa.
-Com uma namorada como Marly tenho que ser de tudo um pouco e sabe de uma coisa?-
-O que foi?-Perguntou Egídio surpreso com a cara seria do amigo.
- Você precisa arranjar uma namorada para aprender a ser como eu-  falou Flaviano rindo.
- Quem vai querer um tabaréu e duro como eu? - respondeu o jovem.
- O que? você vai ver quantas gatinhas vão aparecer, sempre há um sapato velho para um pé torto. Como dizia minha vó. falou Marly. - e eles caíram na risada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

" O CHÃO SÓ DÁ SE A GENTE PLANTAR! "




DECIMO QUINTO CAPITULO
Na vida da gente tudo que acontece de bom ou de ruim é consequência das nossas ações e atitudes que semeamos durante a nossa caminhada,  e Egídio sabia muito bem disso, porque cresceu ouvindo seu pai, Sr.Oscar, como era um homem honesto e digno e sempre falava essa frase. Apesar das lutas e dificuldades fazia questão de viver do suor do seu rosto sem pisar em ninguém, e quando colocava a cabeça no travesseiro e dormir sem que nada o acusasse.
Olhando pela janela pensava no que Marly havia lhe contado sobre a historia triste do Sr.João, realmente era uma situação muito delicada,agora conpreendia as lagrimas e revolta daquele homem, que se culpava com a fuga do filho e o pior que sua esposa mãe de Rafael o abandonou, ela ficou muito doente por não aceitar o perda do único filho. e voltou para casa de parentes.
Marly ainda acrescentou que Sr.João quando viu Egídio pela primeira vez, logo lembrou do filho Rafael por isso não queria que o jovem trabalhasse junto com ele,  e isso seria um tormento.
Egídio pegou o papel e caneta e sentou na beira da cama, queria escrever para seu pai,com certeza estava preocupado, queria tranquiliza-lo, mas estava exausto e dormiu ali mesmo. E mais tarde, lá pras três hora da manhã acordou assustado com o vento entrando pela janela do quarto fazendo a cortina voar e a chuva molhar o assoalho, levantou correndo para fechar-la, estava tremendo de frio, quando de repente um raio iluminou a escuridão do céu, em seguida um estrondo do trovão anunciava mais chuva; voltou para cama tentando dormir novamente, mas seus pensamentos foram para Sr.João que com certeza estaria acordado pensando no filho, e se perguntando:
Onde estaria Rafael, será que estava vivo? esse era o nome do filho de sr. João. Será que estava abrigado?  estaria com frio, ou com fome? Só de imaginar a  dor de um pai nessa situação, sentiu uma dor da alma, e decidiu: - Vou fazer de tudo para ajudar Sr.João, quem sabe encontraria Rafael.
Amanheceu e a chuva tinha acalmado, se arrumou mais tranquilo, agora sabia que não era nada pessoal, chegou cedinho,e encontrou Sr.João com a aparência cansada as olheiras demostravam que não teve uma boa noite de sono,teve pena dele,queria ser gentil com Sr.João, mesmo que ele o tratasse mal, se aproximou com cautela e falou:
-Bom dia Sr.João, vou na padaria, o senhor quer um cafezinho? perguntou tentando anima-lo.
-Não, obrigado- Respondeu o mecânico com voz rouca.
Mesmo assim Egídio voltou cinco minutos depois trazendo o café com um pãozinho, e meio desconfiado parou em frente a Sr.João obrigando-o pela primeira vez a olha-lo de frente e disse:
-Trouxe pra o senhor,tá quetinho,aceite por favor.- Fez uma pausa e o outro falou:
-Certo,deixe ai que eu vou tomar- respondeu o velho.
-Já é meio caminho andado,nós vamos ser amigos.- pensou Egídio com alegria.
Naquele dia o clima estava mais leve,apesar do silencio de Sr.João, pelo menos ele não estava gritando com ele, estava pensativo, queria se aproximar, mas sabia que não era a hora.
Estava quase chegando a hora de fechar a oficina, e ouviu a buzina de um carro que lhe chamou sua atenção:
- Olá amigo! vamos tomar um cafezinho? tem uma boa noticia pra você. aceita o convite?- Era Flaviano.
- Claro, vou trocar de roupa e já volto- Respondeu o jovem curioso.
Os dois foram para um barzinho, ao lado da oficina, e Egídio não via a hora de saber da novidade:
- Vamos Flaviano, diga logo, o que tem para me dizer? perguntou o rapaz.
- Leia esse papel, e me diga se aceita a proposta?- Disse Flaviano entregando um papel ao amigo.
- O que significa isso? não estou entendendo! - Egídio estava assustado.
CONTINUAÇÃO...



sábado, 2 de julho de 2011

A REVELAÇÃO!





DECIMO QUARTO CAPITULO

 Finalmente o sol resolveu aparecer, que dia lindo! O sol brilhava tão intensamente que seus raios invadiam a janela  do pequeno quarto da pensão onde Egídio dormia. A claridade o fez abrir os olhos e sorriu lembrando do Sr. Oscar, que na sua imensa sabedoria sempre repetia "o choro pode durar a noite toda mas a alegria virá ao amanhecer", essas palavras o fez pensar com alegria: - Hoje vai ser diferente, vou conversar com Marly e ela vai me contar qual é o problema do Sr. João e eu vou ter paz para trabalhar, é tudo que eu quero.- antes de sair brincou com seu novo amiguinho, lesse que parecia feliz também. Animado. tomou o café com d. Zequinha, e se despediu da boa senhora.
O barulho de buzinas dos automóveis, um homem de perna de pau e cara pintada com um alto-falante fazia anúncios das casas comerciais, mesmo com tudo esse movimento  Egídio estava concentrado, imaginando como enfrentar o desprezo do Sr.João, não sabia ser ignorante com ninguém principalmente com os mais velhos, sua criação e a educação era sempre respeitar, e quanto mais que precisava daquele emprego, o dinheiro que trouxera de casa já estava acabando, iria pagar a pensão e o resto só DEUS!
Desta vez a oficina já estava aberta, entrou em silencio e ficou espantado com a cena que viu, Sr.João estava no escritório e chorava baixinho olhado uma foto na mão, voltou sem ser notado, não queria constranger o homem. Alguns minutos depois Sr. João apareceu visivelmente triste, quando notou a presença de Egídio, mudou rapidamente o comportamento e disse:
- Está atrasado rapaz, já são sete e quinze. - falou olhando para o relógio.
-Desculpe, isso não vai mais acontecer. - falou o jovem sem nenhuma disposição para se desculpar. Durante toda manhã Egídio vez o que pode para se aproximar de Sr. João, fazendo perguntas sobre as peças e ferramentas que estavam usando no conserto do carro. mas nada mudava, o homem estava cada vez mais ignorante.
Graças a Deus chegou a hora do almoço estava ansioso para encontrar com Marly e Flaviano para saber o motivo de tanta amargura que Sr.João guardado dentro dele.
 Trocou a roupa e saiu rapidamente, foi ao encontro dos amigos. Quando chegou no " Restaurante Grande Ponto" notou logo uma mão que lhe acenava, era Marly que já o esperava.
- Como se foi hoje com Sr. João? - perguntou a moça.
- Não foi nada bom, mas onde está Flaviano?- perguntou Egídio estranhado a ausência do amigo.
- Vai chegar mais tarde, ocorreu um problema com um trem da ferrovia, ele ficou para resolver. respondeu Marly. Seu noivo trabalhava da estação Ferroviária.
- Mas vamos ao que interessa, vou revelar o drama de Sr. João, espero que fique entre nós. - disse a moça.
- Pode ficar tranquila, eu só preciso entender. - falou o rapaz com sinceridade.
- Sr. João tinha ou tem não sabemos, um filho chamado Rafael, um rapaz muito inteligente, estudioso, mais ou menos da sua idade.   ele ganhou uma bolsa para estudar em São Paulo e estagia no jornal, ele queria ser jornalista, mas quando contou ao pai todo feliz,  Sr.João não concordou queria que fosse mecânico igual a ele, discutiram muito e Rafael disse ao pai que não pretendia ser igual a ele, que era um pobre coitado, que consertava os carros dos outros mas não conseguia comprar seu próprio carro. O homem ficou furioso e deu uma bofetada no rosto do filho que saiu correndo para o quarto pegou algumas peças de roupa colocou em uma sacola e saiu batendo a porta.
O pai não dormiu a noite toda esperando o filho que não apareceu até hoje e nem deu noticias.- contou Marly emocionada.
- Que chato, realmente é muito triste. - falou Egídio chocado.
- E  o pior não foi isso!- falou a moça.
- O que mais, pelo amor de DEUS?

CONTINUA...