sexta-feira, 22 de julho de 2011

AO LADO DE UM GRANDE HOMEM, HÁ UMA GRANDE MULHER!




DECIMO OITAVO CAPITULO
Marly e Flaviano esperavam por Egídio com ansiedade, e logo que o jovem apareceu, pediram o almoço a Pepy. Marly notou que o rapaz estava pensativo:
- Que houve Egídio, Sr.João brigou com você? - perguntou a moça preocupada.
- Não, pelo contrario, hoje foi um dia legal.- respondeu o jovem distraído.
- Então porque essa cara? não quer mais morar comigo? - indagou Flaviano,
- Nem pense nisso, eu só estou chateado por causa da minha timidez, não consigo arranjar uma namorada.- falou o jovem aborrecido.
- Ah! já entendi, não se preocupe, essa fase vai passar, já passei por isso. - Disse Flaviano tentando consolar o amigo.
- Vamos logo, quero que vocês vejam o que preparei. - Falou Marly ansiosa para que os jovens vissem a decoração da nova casa.
Quando o carro parou em frente da casa, Marly correu para abrir a porta:
- Fechem os olhos, só abram quando eu mandar. - falou a moça segurando os rapazes pelo braço, podem abrir os olhos agora. -
A sala  cor de marfim tornava o ambiente agradável e  aconchegante, Marly tinha feito o melhor que pode pra deixar a casa bonita queria que os jovens se sentissem em um lar, um jarro de  flores colocou em cima da mesa que conseguiu com seu pai, Sr.Ramos,a mesa que ficava no fundo da oficina.
A mesa e as cadeiras foram pintadas de branco formando um conjunto harmonioso,no canto da sala colocou um pé de palmeira bem verdinha,deixando a pequena sala com vida,na parede um quadro que dera de presente a Flaviano no primeiro ano de namoro e retrava o pôr do Sol em uma praia de águas verdes cintilantes.
Como a cozinha era muito pequena,Marly comprou um fogão de duas bocas e um armário de parede era de madeira envernizada onde colocou as compras e as panelas era o suficiente para os dois amigos organizarem suas vidas.
No quarto ela quis dá um toque especial, colocou uma cortina de renda branca com um forro azul celeste e tapete branco, duas camas de solteiro e duas pequenas cômodas completavam o quarto que a partir de hoje seria o porto seguro para os dois amigos que o destino tinha unido.
Flaviano estava surpreso, realmente estava tudo muito lindo, como ela conseguiu transformar um simples casa em uma residencia ou melhor em um paraíso:
- Cada dia que passa você me surpreende, como posso pagar por tudo que você me faz.- disse Flaviano abraçando a noiva com carinho.
-  Casando comigo e deixando eu cuidar de você pra o resto da vida. - respondeu Marly correspondendo ao abraço do noivo.
- E você Egídio que achou da sua nova casa? - perguntou Marly, não queria deixar o jovem constrangido.
- Me sinto privilegiado por ser amigo de vocês, DEUS foi muito bom comigo quando colocou pessoas especias em meu caminho.- Egídio estava sendo sincero.
- Deixe de ser bobo, você é que um amigo especial, - acrescentou Marly assanhando os cabelos do jovem.
- Flaviano você é um homem de sorte, Marly é fora de serie, a mulher que faz toda diferença da vida de um homem, Marly é a noiva que qualquer rapaz gostaria de ter, com muito respeito! - Falou Egídio, e todos três riram.
Durante a noite Egídio sentado na cama escrevia uma carta para seu pai, queria contar as novidades, e tranquiliza-lo, agora tinha um emprego e uma casa de verdade, e planejava juntar um dinheiro para o seu pai, e convida-lo para passar um fim de semana com ele. Quando terminou foi até a janela,olhou para o céu, as estrela brilhavam como pequenos brilhantes, no silencio da noite só escutava os grilos cantando e sem perceber seus pensamentos foram até aquela moça que esbarrara no ponto, onde ela estaria agora, e que estaria fazendo, talvez nem lembrasse que ele existia, sentido-se um idiota falou baixinho:
- Chega de sonhar! -  foi até a comoda pegou as poucas roupas e arrumou em sua mala, planejava acordar cedo, para aproveitar o domingo.
Pela manhã, lesse latia agitada, parecia que estava entendendo da mudança.
- Que foi lesse? não que ir embora? prometo fazer um casinha pra você. - Falou o jovem carregando o cachorrinho. Se arrumou e foi despedi-se de D. Lúcia. a dona da pensão:
- Estou muito triste, você é um bom menino. - falou a mulher, lhe dado um abraço.
- Eu te agradeço por tudo, prometo que venho aqui te apresentar meu pai. - disse Egídio.
- Estou esperando vocês, DEUS te abençoe filho. - falou D.Lúcia com os olhos marejado de lagrimas.
Como era domingo, algumas lojas estavam fechadas, mas o Grande Ponto estava cheio, ali era o ponto de encontro de amigos, namorados e pessoas que chegavam de viajem, porque ficava defronte da estação ferroviária. Marly e Flaviano tomavam o café em seu cantinho de costume, Egídio se aproximou puxando lesse pela coleira:
- Bom dia! quero que conheça meu novo amiguinho, lesse.- falou o rapaz
- Que lindo! posso cuidar dele, se você quiser. - acrescentou  Marly acariciando o animalzinho.
- Depois resolvemos isso, agora precisamos ajeitar a nossa casa, quero deixar tudo pronto ainda hoje.- falou Flaviano, parecia enciumado.
- Os três amigos entraram no carro com muita animação, até lesse no colo de Marly lambia a moça, pareciam se conhecer a muito tempo, era amor a primeira vista. Egídio no fundo do carro observava todo movimento lá fora quando de repente ele gritou:
- Pare o carro, por favor! - com os olhos arregalados, parecia ter visto um fantasma!

CONTINUA...

Um comentário:

  1. QUANTA CRIATIVIDADE, NENA, REALMENTE PARECE QUE ESTAVA LÁ NA CENA...
    EU CONSIGUI ATÉ IMAGINAR A CASINHA DELES E A ALEGRIA QUE SENTIAM, MUITO BACANA!!!!!

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