DECIMO QUINTO CAPITULO
Na vida da gente tudo que acontece de bom ou de ruim é consequência das nossas ações e atitudes que semeamos durante a nossa caminhada, e Egídio sabia muito bem disso, porque cresceu ouvindo seu pai, Sr.Oscar, como era um homem honesto e digno e sempre falava essa frase. Apesar das lutas e dificuldades fazia questão de viver do suor do seu rosto sem pisar em ninguém, e quando colocava a cabeça no travesseiro e dormir sem que nada o acusasse.
Olhando pela janela pensava no que Marly havia lhe contado sobre a historia triste do Sr.João, realmente era uma situação muito delicada,agora conpreendia as lagrimas e revolta daquele homem, que se culpava com a fuga do filho e o pior que sua esposa mãe de Rafael o abandonou, ela ficou muito doente por não aceitar o perda do único filho. e voltou para casa de parentes.
Marly ainda acrescentou que Sr.João quando viu Egídio pela primeira vez, logo lembrou do filho Rafael por isso não queria que o jovem trabalhasse junto com ele, e isso seria um tormento.
Egídio pegou o papel e caneta e sentou na beira da cama, queria escrever para seu pai,com certeza estava preocupado, queria tranquiliza-lo, mas estava exausto e dormiu ali mesmo. E mais tarde, lá pras três hora da manhã acordou assustado com o vento entrando pela janela do quarto fazendo a cortina voar e a chuva molhar o assoalho, levantou correndo para fechar-la, estava tremendo de frio, quando de repente um raio iluminou a escuridão do céu, em seguida um estrondo do trovão anunciava mais chuva; voltou para cama tentando dormir novamente, mas seus pensamentos foram para Sr.João que com certeza estaria acordado pensando no filho, e se perguntando:
Onde estaria Rafael, será que estava vivo? esse era o nome do filho de sr. João. Será que estava abrigado? estaria com frio, ou com fome? Só de imaginar a dor de um pai nessa situação, sentiu uma dor da alma, e decidiu: - Vou fazer de tudo para ajudar Sr.João, quem sabe encontraria Rafael.
Amanheceu e a chuva tinha acalmado, se arrumou mais tranquilo, agora sabia que não era nada pessoal, chegou cedinho,e encontrou Sr.João com a aparência cansada as olheiras demostravam que não teve uma boa noite de sono,teve pena dele,queria ser gentil com Sr.João, mesmo que ele o tratasse mal, se aproximou com cautela e falou:
-Bom dia Sr.João, vou na padaria, o senhor quer um cafezinho? perguntou tentando anima-lo.
-Não, obrigado- Respondeu o mecânico com voz rouca.
Mesmo assim Egídio voltou cinco minutos depois trazendo o café com um pãozinho, e meio desconfiado parou em frente a Sr.João obrigando-o pela primeira vez a olha-lo de frente e disse:
-Trouxe pra o senhor,tá quetinho,aceite por favor.- Fez uma pausa e o outro falou:
-Certo,deixe ai que eu vou tomar- respondeu o velho.
-Já é meio caminho andado,nós vamos ser amigos.- pensou Egídio com alegria.
Naquele dia o clima estava mais leve,apesar do silencio de Sr.João, pelo menos ele não estava gritando com ele, estava pensativo, queria se aproximar, mas sabia que não era a hora.
Estava quase chegando a hora de fechar a oficina, e ouviu a buzina de um carro que lhe chamou sua atenção:
- Olá amigo! vamos tomar um cafezinho? tem uma boa noticia pra você. aceita o convite?- Era Flaviano.
- Claro, vou trocar de roupa e já volto- Respondeu o jovem curioso.
Os dois foram para um barzinho, ao lado da oficina, e Egídio não via a hora de saber da novidade:
- Vamos Flaviano, diga logo, o que tem para me dizer? perguntou o rapaz.
- Leia esse papel, e me diga se aceita a proposta?- Disse Flaviano entregando um papel ao amigo.
- O que significa isso? não estou entendendo! - Egídio estava assustado.
CONTINUAÇÃO...


Prima adorei esta introdução sua: o vento entrando pela janela ,cortinas esvoaçantes, chuva relâmpagos etc...mexe com a imaginação da gente!
ResponderExcluirSó voce mesma prima pra ter tanta criatividade .
Voce vai longe menina !