Depois que o seu pai saiu daquela maneira com tanta raiva,
Elizabeth começou a refletir como seria
sua vida dali por diante, nunca tivera
coragem para o enfrenta-lo sabia que ele não gostava de ser contrariado, mas o amor falou mais alto, e se
Egídio não atendesse a sua expectativa ?
e se o medo fosse maior que o amor que dizia senti por ela?
- Gente, não acredito
no que escutei! Não estamos nos tempos
das cavernas. - acrescentou Nice
interrompendo os pensamentos de Elizabeth.
- Nunca imaginei que existissem pessoas assim, só nas
novelas. - falou Egídio indignado.
- E agora o que vocês pensam em fazer? - perguntou Nice preocupada com o casal.
- Eu não sei! Estou confusa. - disse Elizabeth aparentemente abatida.
- Como assim? Então você está arrependida de defender o nosso
amor? – perguntou o rapaz se aproximando da moça.
- Claro que não, só queria saber se você também está disposto a
encarar esse desafio. – falou a Elizabeth mais confiante.
- Estou disposto a lutar por você com todas as minhas
forças, nunca mais duvide disso, certo?
Egídio sentou-se no
sofá junto a namorada e disse com muito
carinho:
- Não consigo
imaginar minha vida sem você, queria que o seu pai entendesse isso ,tudo seria
mais fácil. - o rapaz falou abraçando Betinha.
- Vamos juntos monstra a ele que nosso amor é verdadeiro,
ele vai mudar de ideia, você vai ver! - falou Elizabeth sem muita convicção.
- Espero que você tenha razão. - disse Egídio apertando a namorada nos seus
braços.
- Me perdoe à sinceridade, mas eu duvido, Seu Albino deixou
bem claro sua preferencia: um genro rico. -
disse Nice saindo para cozinha.
Enquanto isso na casa de Sr. João, o pai de Egídio estava preocupado
com o filho:
- Egídio não devia ter saído sozinho, estou ficando preocupado.
- disse ele.
- Ele foi a casa de
Nice, não aguentou esperar até a noite
para conversar com a garota.- falou Sr. João também preocupado.
- Sr. João o senhor sabe porque preferir ficar em sua casa?
- perguntou Sr. Oscar.
- Imagino que seja para que eu possa contar toda essa
confusão com o seu filho, acertei?- perguntou o Sr. João.
- Exatamente! Estou abafado, preciso saber de todos os detalhes,
para poder tomar minhas providencias. – era a voz de um pai revoltado com a
injustiça sofrida por seu filho.
- Sei como se sente, a muito tempo sofro com a falta do meu filho que nem imagino onde encontra-se nesse momento, mas tem que ter calma para não prejudicar ainda mais a situação. – disse o Sr. João percebendo que a coisa
iria piorar.
Olha! Sou policial a trinta anos e detesto injustiça, estou
acostumado a enfrentar situações e defender pessoa que nem conheço , imagine quando se trata do meu sangue? – o voz
de Sr.Oscar estava rouca.
- Estou disposto a te a ajudar, mas te peço: pense antes de
tomar qualquer atitude. - disso Sr.João
colocando a mão no ombro do amigo.
- Certo! Conte-me tudo agora, depois vou fazer uma visitinha
ao velho espanhol. - acrescentou o policial com um ar ameaçador.
- Lembre-se que você não pode agir como antigamente. " Dente por dente- olho por olho."

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