segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"TODA BELA TEM UM PAI QUE É UMA FERA! "

VIGÉSIMO TERCEIRO CAPITULO
Egídio estava disposto a tudo para conversar com a garota dos seus sonhos, mesmo achando que não tinha chance alguma diante do seu adversário, por isso aproveitou a hora do almoço e foi espera-la no ponto onde sabia que iria encontra-la, o que não esperava era encontrar novamente com o mesmo rapaz do outro dia, acenou para ela na esperança de tentar mais uma vez conhece-la melhor:
Elizabeth se dirigiu até o carro de Eduardo, e isso gelou o coração de Egídio, Pensou: - Ela não quer falar comigo!-  quando notou que ela falou algo para o rapaz do carro e em seguida dirigiu-se ao encontro de Egídio.
- Precisamos conversar, não acha? - falou a moça quando chegou perto.
- Claro, claro por isso estou aqui. - gaguejou o rapaz.
- Só que não posso agora, vamos nós encontra ás 07:00h naquela lanchonete perto da faculdade onde estudo, está bem? - disse a jovem preparando -se para voltar ao carro de Eduardo que esperava por ela.
- Só uma coisa, me diga o seu nome! - perguntou o rapaz apresado.
- Elizabeth Martins. e o seu? -  perguntou a moça.
- Egídio. ao seu dispor. - falou o rapaz apertando a mão delicada da moça.
Elizabeth entrou no carro de Eduardo, que saiu em disparada demonstrando está com muita raiva.
Eduardo levou Elizabeth para almoçar em um restaurante de luxo, queria emprisionar a moça.
- Eduardo quero que você me entenda, eu gosto muito de você, mas não o suficiente para me casar.- falou Elizabeth olhado diretamente nos olhos do rapaz.
- Se você me dê uma oportunidade, prometo que vai me amar como te amo, nós temos tudo pra dá certo: nossa família, a nossa profissão. - falou o doutor quase implorando.
- Isso não basta, não posso sempre fazer a vontade do papai, preciso de liberdade. - desabafou a moça.
- Você não pensava assim até encontrar esse vagabundo que anda te perseguindo. - falou Eduardo.
- Você nem conhece o rapaz, como pode falar assim?- a moça estava indignada.
- E você conhece? não consigo entender como pode destruir um sonho que seu pai lutou a vida toda para te dar, um desconhecido vem e destrói em um segundo. - falou Eduardo revoltado.
- Durante toda minha vida eu só fiz o que meu pai quis, só que agora quero tomar minhas próprias decisões, sei que não vai ser fácil, mas vou arriscar. - disse Betinha.
- Sr. Albino não vai aceitar, você conhece o seu pai, sabe do que é capaz. - ameaçou o rapaz.
- Claro que conheço, vou conversar com ele, se me ama com diz, vai entender. - falou a moça sem nenhuma convicção.
- Pense bem no que está fazendo, não se precipite, isso pode custar muito caro. - falou Eduardo.
- Quero ir para casa, perdi a fome. - Disse Elizabeth levanta-se para sair.
- Calma! não queria que se aborrecesse, vamos almoçar, prometo não falar mais desse assunto, pelos menos nesse momento. - Eduardo segurou a jovem pelo braço.
Almoçaram em silencio, Elizabeth estava confusa, pela primeira vez em sua vida ia contrariar o seu pai, isso não seria nada fácil.
O carro de Eduardo parou em frente da casa de Elizabeth:
- Até amanhã. - disse a jovem saindo rapidamente do carro.
- Posso vir te ver a noite. - perguntou o rapaz.
- Não, preciso descansar. - mentiu Elizabeth, pois pretendia encontrar com Egídio.
A porta do quarto do pai estava entre aberta, mas não queria encontrar com ele agora, precisava pensar. Foi para o seu quarto, ainda não sabia o que ia acontecer no encontro que marcara com o rapaz chamado Egídio.
- Betinha, posso entrar? - Era Mariana, a governanta que praticamente criou Elizabeth.
- Sim.- respondeu a moça, um pouco contrariada, pois sabia que Mariana vigiava todos os passos dela, em obediência a sr. Albino.
- O seu pai te esperou para almoçar, o que aconteceu? - perguntou Mariana.
- Eduardo foi me buscar, e almoçamos juntos. - explicou Elizabeth.
- Aconteceu alguma coisa? estou te achado um pouco abatida. - indagou a governanta.
- Não é nada, só estou cansada. Vou descansar um pouco antes de ir para faculdade.- respondeu a jovem,tentando desfaçar.
Seis horas da noite, e Egídio já estava esperando Elizabeth no lugar marcado, estava nervoso pediu uma água mineral e não tirava os olhos na entrada do restaurante. Sete e quinze a jovem apareceu e o coração do rapaz disparou:
- Boa noite Egídio, acertei o seu nome? -  falou Elizabeth tentando descontrair.
- Sim,e o seu Elizabeth, nome de rainha. - e os dois riram.
- Antes de qualquer coisa, quero tirar uma dúvida: - falou Egídio.
- Pode falar. - disse a moça.
- Você tem algum compromisso com aquele rapaz?- ^perguntou Egídio aparentemente abatido.
Um silencio de alguns segundos se fez, e finalmente a moça falou:
- Mais ou menos. - respondeu.
- Como assim? não entendi. - O rapaz estava atordoado.
O garçom apareceu interrompendo a conversa, e para se livrar dele Egídio falou:
- Uma pizza e dois sucos de laranja. -  e o garçom saiu rapidamente.
- Me explique, não entendi! - perguntou o rapaz ansioso.
- Na verdade eu inda não tenho compromisso nenhum, mas na cabeça do meu pai devo me casar com o doutor Eduardo, meu pai é maravilhoso,mais muito ciumento, possessivo, é uma fera que me trata como se eu tivesse dez anos. - Elizabeth estava pensativa,não era o tipo de assunto que pretendia abordar naquela noite,queria uma noite romântica,tudo cooperava pelo ambiente, vários casais conversavam bem juntinhos,uma musica suave tocava baixinho,e a lua lá do alto iluminava cada namorado com a magia do amor.
- Te amei a primeira vez que te vi e pensei que era correspondido, mas tudo indica que me enganei,
o que você tem pra me dizer?- Egídio estava angustiado.
Elizabeth olhava para o rapaz em silencio, apesar te também amar aquele rapaz, não podia tomar nenhuma decisão, precisava de tempo para conversar com o seu pai, não queria colocar Egídio em situação difícil, por isso falou sem pensar:
-Eu não sou a pessoa certa pra você, vamos deixar como está, é melhor para nós dois. - falou Elizabeth tentando ser forte.
- Já entendi, eu não sou o homem do seu nível, sou um idiota, você nem imagina o que eu passei, quantas vezes voltei no ponto onde te vi pela primeira
vez pensando te encontra, e isso aqui, leia.- tirou um papel do bolso e entregou a Elizabeth com raiva.
-Não vou lê agora, quero te pedir um favor, e espero que me entenda.-só de imaginar que pedido seria o rapaz gelou:
- Me esqueça, um dia você vai entender. -  terminou a frase e saiu rapidamente.


CONTINUAÇÃO...



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