sábado, 13 de agosto de 2011

UMA SOMBRA ENTRE NÓS!


VIGÉSIMO SEGUNDO CAPITULO

Depois de uma noite mal dormida, Elizabeth chegou no hospital para mais um dia de trabalho, a cabeça doía muito, decidiu tomar um cafezinho no refeitório. as lembranças de um sonho estranho, vieram em sua mente: sonhava que estava em um lindo jardim,com muitas flores, e o sol iluminava com seus raios dourados, quando de repente uma sombra escureceu todo jardim, olhou para trás e viu uma arvore muito alto além do normal que os galhos pareciam querer alcançar o céu, um banco de madeira,pintado azul arrodeava o tronco,as folhas caiam cobrindo o chão,fazendo um ruido quando alguém pisava,alguns raios do sol passavam entre as folhas iluminando um casal apaixonado que trocavam juras de amor sentado juntinhos, a sombra negra encobriu o casal de namorados,Elizabeth acordou assustada,ficou por alguns minutos sentada na cama tentando colocar os pensamentos em ordem,se levantou bebeu água,olhou o relógio,três e vinte da madrugada não conseguiu dormir mais.
O que significava aquele pesadelo? Uma voz a trouxe á realidade:
-Elizabeth, Dr.Pedro quer falar com você.- falou Olga a enfermeira-chefe, como sempre de mal humor, não conseguia disfarçar o ciúme que sentia da enfermeira, pois era apaixonada pelo doutor Eduardo, que era apaixonado por Elizabeth.
-Está certo, vou colocar o jaleco e...- interrompeu a enfermeira-chefe:
-Não é preciso, vá agora! Ele disse que é urgente.- Olga saiu fechando a porta.
Ao entrar na sala, o médico conversava com uma moça de uns trinta cinco anos, muito elegante que demostrava está nervosa, Elizabeth entrou e disse:
- Com licença doutor. o senhor mandou me chamar? cumprimentou a moça.
- Sim, essa é dona Nice, mãe de desse garotão, ele contraiu uma bactéria muito rara, por esse motivo preciso de um grande favor seu. - falou o doutor.
- Pois não, estou as ordens. - respondeu Elizabeth.
- Preciso que vá até o  laboratório do Dr.Eduardo- falou o doutor
Elizabeth ficou pálida, a ultima coisa que queria era encontrar com Eduardo, depois do que ele fez, interrompendo  a conversa dela com o Egídio . Ao notar a rosto da moça,
o dr.Pedro perguntou:
- Você não está sentindo-se bem?
- Está tudo bem, é só uma dor de cabeça.- respondeu a jovem.
- Se o senhor quiser eu posso ir. - se ofereceu Olga, ela tudo que ela queria, encontrar com Eduardo.
- Não precisa, eu vou, preciso mesma falar com o dr. Eduardo.- respondeu Elizabeth.
- Então está aqui a formula, peça pra ele fazer com urgência, o menino está com febre muito alta. disso o dr.
- Muito obrigada enfermeira, você não imagina como fico grada pela sua ajuda. - falou Nice, a mãe do menino.
- Não me agradeça, é minha obrigação, tudo vai dá certo.-
falou Elizabeth segurando a mão da mãe do menino para tranquiliza-la.-
O laboratório ficava no centro da cidade no 5°andar de prédio antigo que Elizabeth tinha vindo varias vezes. O Dr.Eduardo um jovem de vinte sete anos muito atraente de uma família tradicional,
que nutria pela enfermeira uma paixão que não era correspondida. mas que para agradar seu pai, Elizabeth se esforçava para gostar do medico, pois o pai de Eduardo e o pai de Elizabeth eram muito amigos, e jogam cartas todo fim de semana.
-Que surpresa agradável receber logo cedo a enfermeira mais bonita que já vi , a que devo essa honra?- falou Eduardo ao ver a moça entrar na sua sala.
- Agradeço pelo elogio, mas o assunto é serio- falou Elizabeth demonstrado raiva.
- Calma! ainda chateada com que aconteceu ontem? falou o rapaz.
- Não quero falar desse assunto agora, depois do expediente precisamos conversar muito serio, agora o que interessa é providenciar essa formula com urgência.- falou Elizabeth entregando um papel a Eduardo.
- Tem que ser agora? - perguntou o medico.
- Sim, o Dr.Pedro está aguardado, é para um garotinho que está esperando no consultório.
Depois de alguns minutos Eduardo voltou com o remédio:
- Pronto, estou mesmo indo pra o hospital, posso te levar de carro, é  mais rápido, já que é urgente.- ofereceu o medico.
-Se não for te atrapalhar eu aceito, quanto mais cedo chegar melhor!
Durante o trajeto do carro os dois permaneceram calados,ao chegar ao hospital foram direto a sala do Dr.Pedro,que esperava juntamente com a mãe de Rafael,esse era o nome do menino.
-Que bom que você veio Eduardo.- disse Dr.Pedro apertando a mão do colega,os dois conversavam em voz baixa e pediram para que todos saíssem do consultório.
-Vamos tomar um café,o resto está na mão de Deus.- falou Elizabeth abraçando Nice e a levando para cantina. Nice conversava com a enfermeira como se conhecesse a muito tempo, falou que era viúva e morava sozinha com seu filho Rafael.
Tudo deu certo a febre do menino cedeu, mas Nice permaneceu no hospital pois Rafa, era assim que o chamava cariosamente. ficou em observação, Elizabeth despediu-se de Nice com muito carinho:
- Até amanhã Nice.
- Obrigada por tudo, você foi mais que amiga, foi uma irmã. - disse Nice abraçando Elizabeth com gratidão.
Eduardo esperava Elizabeth no carro estacionado em frente ao hospital, ela já tinha esquecido do encontro, não estava afim de discutir com Eduardo, mas queria logo resolver aquela situação. Foi ao encontro do medico,mas algo estranho fez ela olhar para o ponto de ônibus, lá estava o jovem desconhecido acenando pra ela;
- E  agora? o que fazer? -
CONTINUA...









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