VIGÉSIMO PRIMEIRO CAPITULO
Elizabeth era uma jovem de 19 anos,inteligente,estudiosa,querida por todos no hospital
onde trabalhava como enfermeira,era admirada pelo Dr.Pedro Castelo cirurgião e diretor do hospital onde era estagiaria, pretendia ser pediatra,profissão que amava.
Elizabeth tratava os pacientes com carinho e amor que era retribuída com presentes:chocolate,flores, frutas etc: sempre que os colegas precisava de trocar o turno, ela nunca dizia não, por todos esses motivos era querida, com exceção de Olga a enfermeira chefe que achava Elizabeth metida e falsa, mas todos sabiam que era ciume do Dr. Eduardo. O doutor era apaixonado por Elizabeth, mas a jovem não o amava, gostava e admirava com amigo e profissional.
Elizabeth era filha unica, o pai da moça Sr.Albino um velho espanhol muito durão que apesar de severo,orgulhoso, autoritário amava a filha a ponto de viver só para ela, sua vida se resumia em planejar o futuro da moça, tinha medo de morrer e deixar a filha desamparada, o amor era reciproco, a filha também amava o pai, mas as vezes sentia-se sufocada.
Sr.Albino era viúvo a dez anos, com a morte da sua amada esposa d. Luiza que deixou Elizabeth com apenas nove anos, foi um choque pra Sr. Albino , sozinho e com a filha pequena,não tinha jeito. precisava contratar o serviços de uma governanta, por ser proprietário de uma casa comercial e varias propriedades alugadas, não tinha tempo pra conciliar as duas coisa. Sua situação financeira era muito boa, por esse motivo bancava os estudos da filha e tudo que precisava para Betinha ( era como chamava a filha) não media esforço. Sr. Albino Também planejava o casamento de Elizabeth com o Dr. Eduardo, o jovem médico.
Mariana foi a escolhida depois de varias seleções.Era uma mulata de vinte anos, cabelos crespos, simpática, com um sorriso alegre que conquistou a menina Betinha, por isso cativou Sr. Albino.
Passaram-se dez anos e Mariana quase fazia parte da família, cuidava de Elizabeth com carinho e Sr. Albino confiava plenamente em Mariana que apoiava o pai de Elizabeth em tudo inclusive da união da moça com o Dr.Eduardo que era muito amigo da família.
-Menina você demorou, seu pai já está preocupado, por que demorou?- perguntou Mariana ao ver a jovem entrar toda molhada.
-Hoje o dia foi cheio, tive que auxiliar Dr.Pedro em duas cirurgias difíceis, e pra completar a situação Eduardo me fez passar a maior vergonha. - falou Betinha muito chateada.
- O que o doutor fez pra te deixar tão nervosa? - perguntou Mariana dando uma toalha para Betinha enxugar-se.
- Estava conversando com um rapaz, e ele apareceu de repente interrompe nossa conversa como se fosse meu dono, o rapaz foi embora assustado. - disse a moça enxugando o rosto.
- Ora Betinha você sabe que dr. Eduardo é apaixonado, e sonha um dia casar com você.- argumentou a Mariana defendendo o medico.
- O que eu sei mesmo é que ainda não decidir nada, gosto muito de Eduardo como amigo, só isso. Papai e você insistem com essa ideia. - respondeu a jovem chateada.
- Quem não vai gostar nada disso vai ser seu pai, ele torce muito por esse casamento, Sr. Albino gosta muito de doutor.- falou a governanta preocupada.
- Por favor não comente nada com papai, onde está ele? perguntou Elizabeth.
-Como sempre no escritório, esperando você pra almoçar. Vou guardar essas coisas e vou pôr a mesa.-Disse Mariana, pegando a bolsa e os livros de Elizabeth para levar pra o quarto.
-Papai cheguei.-Falou a jovem beijando a testa do pai.
-Betinha porque demorou?- perguntou o velho Albino.
-Trabalho, muito trabalho papai, vou tomar um banho e já volta pra gente almoçar.- disse Betinha saindo rapidamente, pois não queria que o pai fizesse mais perguntas.
A tarde foi para faculdade, onde estudava medicina, mas não conseguiu concentra-se, não saia da cabeça a cara de decepção do rapaz desconhecido com a chegada do dr. Eduardo.
Em quanto isso Egídio deitado em sua cama, meditava em tudo que passou, no encontro esperado e tão sonhado e do desastre que foi, não conseguia dormir:
- Como fui um imbecil achado que uma moça como aquela iria se interessar por mim, eu mereci passar pela vergonha que passei, o pior é que o noivo dela estava aborrecido.- pensou em voz alta.
Levantou-se e foi até o seu cantinho preferido, o banco do jardim, sentou-se e olhou para lua que brilhava intensamente, nem parecia que tinha chovido a tarde toda.
Dizem que homem não chora, mas isso é mito, porque Egídio chorou!
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