quinta-feira, 27 de outubro de 2011

" O DIREITO DE AMAR! "




Já eram onze horas da noite , a chuva caia fininha mas o vento estava forte balançando a árvore na entrada do jardim, o perfume dos jasmins exalavam no ar , pareciam agradecida pela garoa que caia sobre elas depois de um dia quente, tornando-a mais bonitas.
A pessoa que esperava Elizabeth na varanda, parecia não se encomendar com frio demostrava impaciência ,pois passeava de um lado para o outro da varanda da casa.
Elizabeth por alguns minutos permaneceu no carro, sua cabeça doía , sabia que precisava ter uma conversa muito seria com o pai , tinha certeza que seria difícil, o amava muito , era agradecida por tudo que ele fez por ela, era filha unica , e ele dedicou praticamente tudo na criação de Elizabeth , e falava sempre que tudo que tinha era para ela , Sr. Albino era proprietário de muitas casas residenciais e uma casa comercial , onde trabalhava desde que chegara da Espanha , com apenas quinze anos e era empregado e os patrões gostava muito dele que  o admirava pela sua força de vontade e depois  de muitos anos vendeu tudo para Sr. Albino. Elizabeth nunca contrariava o pai , sempre fizera tudo para agrada-lo mas agora era diferente , algo muito forte movia dentro
dela , pela primeira vez estava feliz estava amando e sendo amada , e não conseguia mais obedecer os sonhos do seu querido pai , que era casa-la com um homem rico e deixar seus bens para ela , e sempre dizia:
Que ia morrer tranquilo , pois deixava a filha amparada. Agora Elizabeth  tinha seus próprios sonhos , tinha direito de sonhar , de viver aquele amor que dava um sabor especial no seus dias,  uma força invadiu o seu ser e saiu do carro determinada , ia procurar fazer o possível para o que o pai  a compreendesse,  pois conhecia o gênio do Sr.Albino .
- Mariana, é você? pensei que era o papai -  Elizabeth estava decepcionada , queria resolver de uma vez.
- Você acha certo o que está fazendo? -  apesar de ser a governanta , Mariana era considerada como da família,  e era de acordo com tudo que seu do patrão ordenava, e estava muito nervosa:
- Onde estava até agora? - perguntou a governanta.
- Não estou entendendo por que tanta confusão, o que aconteceu ?  -  a jovem ia se aborrecer com Mariana , mas ela respondeu:
- Seu pai não está bem , e mandou chamar o Dr.Eduardo. -    assustada Elizabeth perguntou :
- Onde está meu pai , quero falar com Eduardo . -   a jovem se sentiu culpada .
-  Sr.Albino está dormindo, o doutor deu um remédio , ele te esperou um tempão , depois foi embora chateado. -   Elizabeth gostava de Eduardo como um bom amigo e um ótimo colega de trabalho, mas era só isso, ele era muito atencioso e estava sempre a disposição do seu pai , e até tentou namora-lo para agradar sr. Albino, mais tudo em vão. De repente surgiu o amor em sua vida, mudando seus planos, e seu pai tinha que aceitar, isso é: o que ela esperava.
- E o que aconteceu com papai? ele não foi jogar com seus amigos? -  perguntou a moça.
- Foi, mas  chegou nervoso perguntando por você , dizendo  que viram você com o rapaz da oficina do sr.Ramos. - Mariana falava como se fosse o fim do mundo .
-E dai ? qual é o problema , é um rapaz como outro qualquer.-  Elizabeth estava indignada .
-Ah! e você acha isso normal? o seu pai já tem tudo planejado para sua felicidade com um homem de bem, em condições igual a sua, é o doutor.
- Só que dessa vez vai ser diferente, eu é que vou decidir minha vida - falou Elizabeth abrindo a porta e se dirigindo para o quarto do pai, que dormia sob efeito dos remédios.
- Amanhã eu vou tentar conversar com ele, meu pai tem que entender que já vou fazer vinte anos e tenho o direito de escolher, o direito de amar!  -  Com o coração dolorido foi para seu quarto e ainda ouviu a voz de Mariana dizendo:
-  Betinha  você quer  matar  o seu pai ? -  
 A jovem se jogou na cama soluçando, parecia arrancar do peito uma dor a muito tempo adormecida.








CONTINUA...

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