quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"VIDAS EM RODA GIGANTE!"



Um carro estacionou em frente a um prédio antigo, um homem desceu e se dirigiu a portaria, um velho de bigode grisalho e  uniforme azul   lia um jornal enquanto saboreava um cafezinho sem notar a presença do visitante, que educadamente interrompeu a leitura do porteiro: 
-Por favor, o senhor poderia me informar se esta pessoa reside aqui?  - levantou a cabeça rapidamente e foi até o balcão de madeira para verificar o nome que estava escrito no papel, depois olhando desconfiado para o homem perguntou:  
- Ela mora aqui sim senhor, mas não posso deixar o senhor subir sem saber o seu nome.
 -Tudo bem, me chamo João, olha aqui minha identidade. - tirando o documento da carteira mostrou ao porteiro que olhava com atenção, quando uma voz feminina interrompeu o interrogatório:  
- Sr.João! Que coincidência. -
 Nice descia a escada segurando o filho pela mão, quando reconheceu o homem, e se aproximou surpresa.
O homem tomou um susto, como se tivesse sido pegado em flagrante, e pálido virou a cabeça em direção a dona da voz, que fez seu velho coração bater tão forte igual a um adolescente de dezoito anos e gaguejando falou: 
- Ah! Senhorita Nice, não, não é coincidência eu precisava te ver. -
- Aconteceu alguma coisa?  Perguntou a moça apreensiva.
- Mais ou menos, na verdade eu preciso conversar sobre Egídio e a senhorita Elizabeth - Mentiu para disfarçar o sentimento que começava a sentir por Nice.
 Rafael o filho de Nice olhando para mãe perguntou inocente:
-Mamãe esse moço é meu titio?  Nice respondeu sorrindo:
- Esse é Sr. João amigo da tia Betinha, vou levar o Rafa ao parque, quero aproveitar o domingo. - O semblante do homem entristeceu por um instante, mas de repente uma luz:
-Posso participar do passeio? - 
- Claro, será um prazer, não é Rafa?- Os três atravessaram a rua em direção a uma pracinha que ficava em frente ao prédio.
O dia está perfeito, o sol brilhava iluminando o domingo, e as crianças corriam de um lado para o outro disputando a gangorra, o balanço a roda gigante etc. Uma fila de crianças esperavam sua vez de comprar seu cachorro quente, Nice deu uma olhada em sua volta procurando um lugar com sombra para se sentar, viu um banco em baixo de uma arvore:
-Ali está ótimo! - Assim que sentaram Rafael perguntou:
- Mamãe posso ir ao balanço? -
-Pode, mas tome cuidado - Nice esperou o menino se afastar e disse:
- Agora pode me falar o que está acontecendo?- Sr.João respirou fundo:
- Ontem, na festa de Marly, eu que recebi um presente - Nice já estava entendendo, mas preferiu perguntar:
-E qual foi esse presente?-
- Você! Abrir meu coração sobre meu filho desaparecido, e a angustia que me acompanha a muito tempo , e você me disse: Tenha fé ele vai aparecer.  E nasceu uma nova esperança.
Com o rosto corado Nice parecia uma adolesceste, estava viúva a três anos, e nunca mais se interessou  por ninguém.
- Pela manhã fui à casa de Egídio pedir seu endereço -
- Mas ele não sabia- Falou Nice preocupada.
- Foi ai que resolvemos ir à casa da senhorita Elizabeth. -
- Meu Deus! vocês não deviam ir lá!- falou Nice preocupada.
- Quando chegamos vimos Elizabeth conversando com jovem medico, Egídio ficou nervoso e disse: Que não era bobo que ia resolver de uma vez por todas e saiu sem esperar por mim. - Disse seu João.
Nice conhecia a amiga e sabia que havia algo errado, e falou:
- Vou chamar um táxi e vou lá agora, Betinha precisa de mim. -
- Não é necessário, eu estou de carro te levo lá agora. -Disse seu João
- Nice chamou o filho, e os três entram do carro e partiram.
Nice conhecia sr. Albino, e sabia do amor possessivo que nutria pela filha, e o desejo de ver Elizabeth casada com o dr. Eduardo. 
- Vamos sr. João, minha amiga está em apuros! - disse Nice preocupada.
  







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