DECIMO CAPITULO
A felicidade é um sentimento que invade a nossa alma quando realizamos um sonho escondido dentro do coração, que muitas vezes ficam adormecidos, conforme o tempo vai passando os sonhos parecem distantes. Era exatamente isso que estava acontecendo com jovem Egídio, a oferta de emprego era tudo que precisava para dá o pontapé inicial na sua nova jornada.
Como era de se esperar não conseguiu dormir,dessa vez com receio de perder o horário para sua entrevista de emprego. Seis horas da manhã já estava pronto, saiu para rua e estranhou o movimento de pessoas
que saiam e entravam na estação da leste,não estava acostumado com esse fato.
Mil pensamentos passavam pela cabeça de Egídio, iria se esforçar para aprender tudo na oficina, e quando tudo estivesse certo, escreveria uma carta para seu pai, tinha certeza que ele ficaria orgulhoso,afinal de contas esse era o objetivo, ajuda-lo nas despesas, aliviar a carga do seu velho, uma sensação de bem estar invadiu sua alma, e caminhou mais rápido rumo ao endereço que Marly( a noiva de Flaviano) tinha escrito no papel,- que moça legal!- pensou.
Egídio estava envolvido em seus pensamentos, quando de repente os latidos de um cãozinho lhes chamou atenção, e notou que o mesmo mancava da patinha traseira o rapaz parou, o animal olhou para ele com um olhar tão triste que não pensou duas vezes, se agachou e ficou espantado com o ferimento na pata do bichinho, o que fazer agora? não podia se atrasar, e o seu emprego? mas não podia abandonar o animal naquele estado precisava de um curativo, começou a caminhar devagar e o cachorro acompanhava.
A farmácia ficava da esquina, foi até lá, e pediu a uma balconista o material para fazer um curativo. Egídio pegou o cachorrinho com cuidado,quando a balconista aproximou-se:
- Precisa de ajuda? - perguntou.
- Claro, não tenho muita pratica. - respondeu o rapaz aliviado.
Depois de feito o curativo, a moça arranjou uma caixa de papelão e o colocaram dentro, para que o cachorrinho descansasse.
- Será que posso deixa-lo aqui, quando voltar vejo o que farei. - disse Egídio explicando sua situação.
- Sim, vá tranquilo, que tudo dê certo pra você.- falou a balconista.
Parou em frente do endereço indicando no papel,era um galpão comprido com uma grande porta de zinco verde,logo na frente muitos pneus e ferramentas,um homem com o macacão sujo de graxa consertava um automóvel enquanto escultava música em um ridinho de pilha: -Por favor queria falar com Sr.Ramos- perguntou Egídio.
- Lá no fundo - Respondeu o homem sem ao menos olhar para o jovem. Egídio caminhou na direção indicada pelo homem,e observou bem no fundo da loja um senhor de uns 50 anos com os cabelos grisalhos de estatura baixa, conversava com outro senhor em uma sala com janelas de vidro que devia ser escritório da oficina. Observou os homens gesticulando bastante mas não podia ouvir-los pois um grande vidro o separava, esperou encostado na parede ate a conversa terminar, e o homem saiu resmungando.
Egídio respirou fundo, tomou coragem e bateu timidamente na porta, e uma voz irritada respondeu:
- Entrar logo! - Egídio tremeu. -E agora? onde estava Marly? me ajuda DEUS, e entrou:
- Bom dia senhor! me chamo Egídio, e... - o homem interrompeu.
- Em que posso ajuda-lo? vá direto ao assunto, estou muito ocupado. - falou apressado.
- Bom dia papai! - que alivio, Marly apareceu e Egídio respirou aliviado.
- Estou vendo que já se apresentaram. - Marly beijou o pai que parecia ser outra pessoa na presença da filha, um sorriso de satisfação iluminou seu rosto severo.
- Que bom filha te ver logo cedo, qual o motivo da visita? o que aprontou dessa vez?- falou Sr.Ramos rindo.
- Que feio pai!eu só quero um pequeno favor. falou Marly carinhosa.
- Hum! já imaginava, que pedido é esse que te vez acordar tal cedo?- perguntou o pai.
- Que consiga um emprego pra esse moço, ele é amigo de Flaviano.- Marly acariciava os cabelos do pai enquanto conversava. Egídio observava tudo muito nervoso.
- O que você entende de mecânica meu jovem? interrogou Sr. Ramos.
- Por enquanto nada, mas se me der uma oportunidade, prometo me esforçar- disse Egídio com os olhos cheios de esperança.
- Gostei da sua sinceridade, vamos fazer uma experiencia essa semana, mas não estou prometendo nada. -
- Obrigado, vou saber aproveita-la. - falou o rapaz apertando a mão do chefe.
- Marly leve ele até João, e explique a situação a ele.- disse sr. Ramos
- Venha vou te apresentar o homem que sabe tudo de automóveis, já vou te avisando, ele é muito rabugento, mas é um excelente profissional, DEUS queira que vá com sua cara. - disse Marly.
abrindo a porta do escritório sendo seguido por Egídio tremendo da cabeça aos pés.
- Calma vai dá tudo certo. - falou Marly ao notar o semblante pálido do amigo.
-
CONTINUA...


Menina parece que estou lendo um daqueles romances bem românticos do meu tempo de adolescencia .
ResponderExcluirLindo , estou amando conhecer esta história !