quarta-feira, 22 de junho de 2011

MEU PRIMEIRO EMPREGO!


DECIMO TERCEIRO CAPITULO
Apesar do cansaço, eu me sentia leve, só em está aprendendo uma profissão que gostava: ao ouvir a voz de sr. Ramos, fui ao seu encontro.
 - Meu rapaz gostei de você, se continuar assim, vai ser um grande profissional, por esse motivo resolvi de dá uma oportunidade,  está admitido!.- falou seu Ramos apertando a mão de Egídio.
- Quer dizer que o emprego era meu?.- perguntou o rapaz. -
- Claro, amanhã traga seus documentos. falou o patrão.
Egídio pegou lesse no colo e foi para casa feliz.
- D. Zequinha, d. Zequinha! - gritou Egídio ao entrar na pensão.
- Que aconteceu meu filho? o perguntou a senhora assustada.
- Eu tenho um emprego, e vou começar amanhã. - falou o rapaz abraçando a senhora.
- E esse cachorrinho? - perguntou d. Zequinha ao notar lesse lambendo seu pé.
- Ah! é lesse, achei ele ferido e trousse pra cá, amanhã arranjo um lugar pra ele, a senhora não se importa né? - perguntou o rapaz.
- Claro que não, eu amo animais. - Disse a senhora acariciado o cãozinho.
Amanheceu, finalmente o sol deu o ar da graça, acordou muito cedo, todos ainda dormiam, caminhava com passos rápido não queria chegar atrasado logo no primeiro dia. Finalmente  chegou ao seu destino, dessa vez a  porta estava fechada, Egídio se encostou na arvore que havia ao lado do estabelecimento, estava começando a ficar ansioso, quando de repente Sr.João apareceu quase correndo com o molho de chaves na mão tentando abri a porta, nem notou Egídio que se aproximou e disse:- Bom dia, pode deixar que abro a porta pro senhor!. - queria ser gentil. Mas o homem não mudava seu comportamento, continuava de cara fechada.
- Não precisa, sei muito bem como fazer isso.- e entrou resmungando. Egídio sabia que não seria fácil, como trabalhar o dia inteiro com uma pessoa mal humorada.
-Vamos entrar, já que não tem jeito- falou o homem levantado a porta com força.
Aquela alegria que acordou sentindo se transformou em uma grande decepção o desejo que sentia agora era de pegar o primeiro trem e voltar para o aconchego do seu lar, mas sabia que não podia recuar no primeiro obstáculo,se queria vencer teria que engolir muitos sapos e tropeçar nas pedras que encontraria na estrada da vida, respirou fundo: - Não vou desistir, porque quero vencer!- e entrou disposto a tudo para conquistar a amizade de Sr.João.
- Senhor posso vestir o macacão? - perguntei cabreiro.
- Já devia ter vestido, depois limpe o escritório do Sr.Ramos enquanto ele não chega e cuidado com os documentos que estão em cima da mesa.
Enquanto limpava o escritório os seus pensamentos martelavam em sua cabeça.porque Sr. João estava lhe tratando tão mal? se nem se conheciam. se a situação continuasse dessa maneira sera que aguentaria por muito tempo? se assustou com a entrada de alguém na sala:
- Bom dia meu jovem! - que diferença, era Sr. Ramos que o cumprimentava com alegria.
- Pronto pra começar? João já lhe mostrou o seu primeiro desafio? perguntou o dono.
- Ainda não.- falou Egídio mais animado com a presença de Sr.Ramos.
Um motor de um carro estava em cima de uma grande mesa, varias ferramentas dentro de uma maleta ao lado do motor.
- Esse é o primeiro passo, conhecer cada peça, com a ajuda de João, vai ser fácil, ele melhor do que ninguém conhece cada elemento desse motor, e é capaz de detectar qualquer defeito.
- João, você vai ser responsável por esse rapaz, ele pode ser muito útil nessa crise que estamos enfrentando.- falou Sr. Ramos batendo de leve no ombro de João.- Só depende dele. - respondeu Sr. João forçando um sorriso.
A manhã passou muito lenta e Egídio apesar do gelo de Sr. João ele estava gostando do trabalho. Já era doze horas, não via a hora de comer alguma coisa, seu estomago estava roncando.
- Bom dia gente! Surpresa, resolvi almoçar com vocês e trouxe três marmitas, quem me acompanha?- Marly entrou com um enorme pacote nas mãos, Egídio não respondeu mas seu sorriso demonstrava que aceitava o convite.
- Obrigado menina, eu trouxe meu almoço, e preciso adiantar o serviço.- respondeu o homem com rispidez.
 Os dois foram até a mesa do Sr.Ramos para almoçar, e Marly perguntou curiosa:
-Me conta, como foi a nova experiência?- Egídio ficou pensativo e falou:-Eu não sei,sinceramente eu não posso dizer se fui bem.- Marly muito espantada perguntou:
-O que houve? não gostou do trabalho? - ela parecia espantada.
- Não, pelo contrario, estou gostando muito, o problema é que Sr. João não gosta de mim, isso talvez prejudique o meu desenvolvimento na oficina. - falou Egídio desanimado.
- Calma! não se precipite, te garanto que não é nada pessoal,é outro o problema do Sr. João. - disse Marly.
- Posso saber o que é, talvez eu possa ajudar. - perguntou o rapaz..
-Agora eu não posso conversar sobre isso,mas amanhã quando Flaviano chegar de viagem,vamos nos encontra em outro lugar e eu te conto tudo, não se preocupe- falou Marly consolando o amigo.
- O assunto é tão serio assim? - perguntou preocupado.
- Sim, muito!



CONTINUA....

4 comentários:

  1. Comentando sobre o blog de Noêmia Nascimento (http://noemianascimento.blogspot.com) minha esposa, meu amor...
    A principio, falar de alguém que você ama é muito difícil e mais ainda saber que ela escreveu no seu blog que eu era um dos maiores incentivadores para que essa historia fosse escrita, não é bem assim; mas tenho certeza que o maior incentivador é o Espírito SANTO, como também ela mesma afirmou, que somente o Espírito Santo sempre estará dando a direção para essa história de vida que ela vivenciou e eu bem sei que lembrar dos momentos das nossas vidas, das pessoas que amamos, da nossa família, lembrar principalmente de algumas pessoas que não estão hoje conosco e sim estão a cargo de DEUS, isso nos deixa felizes e nos faz transformar a saudade em forças e vencer o tempo , esvaziando-se de toda esta lembrança e dividindo conosco esses momentos.
    É uma historia fascinante linda de se ler apesar de pouco conhecer dessa historia, afirmo,é linda de mais!
    Seram momentos fortes de verdades chocantes, também de alegrias onde o amor fala mais alto e a dor será transformada em pulsação a cada dia para o belo desfecho dessa historia.
    Por: Djalma Ribas

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  2. Eu como membro da família me sinto previlegiada pelo fato ter conhecido alguns personagens aqui relatados, e também por estar conhecendo melhor o outro lado da história que ainda não conhecia .
    Prima a vantagem de ser parente é saber como vai terminar esta linda história de amor !

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  3. Nena, também fico feliz de fazer parte dessa família, e conhecer alguns dos personagens, só fico querendo cada vez mais lê a história, coisas que desconheço, que ainda eu nem existia...
    Fico impressionada com os detalhes narrados por você na história, parece que estava lá. interessante!!!
    beijos.

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    1. Day, cresci ouvindo minha mãe contando como se apaixonou por meu pai, eu ficava encantada com o amor nos dois.
      Os anos passaram-se e o companheirismo deles era o mesmo. bjs!

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