VIGÉSIMO CAPITULO
Três meses se passaram e a vida continuava tranquila para Egídio, tudo aparentemente bem, mas um vazio, geralmente a noite invadia o seu coração, não entendia porque seus pensamentos ainda buscava a figura da garota de olhos e cabelos negros, sua voz delicada soava como musica em seus ouvidos: " -Não foi nada, foi um acidente, eu também fui culpada.- ".
Era uma linda manhã de primavera, as flores do pequeno jardim que Egídio adorava cuidar, exalavam um perfume delicioso, ele tinha o maior prazer de cuidar do jardim, sempre lembrava da sua mãe, dona Leonidia, que se orgulhava de possuir um belo canteiro com quase todo tipo de plantas, onde passava horas conversando com as flores,ela dizia que elas entendiam, e seu pai achava graça.
Quando chegou na oficina, Egídio achou estranho ver Sr. Ramos nervoso, conversando com um cliente, assim que viu o rapaz falou:
- Ah! que bom ter chegado cedo, vou precisar que me faça um grande favor.-
- Estou a sua disposição, aconteceu alguma coisa? - perguntou preocupado.
- Nada grave, a falta de peças atrasou o serviço desse carro, que o proprietário vai precisar para o fim da tarde, por esse motivo preciso que vá comprar essas peças com urgência.- disse o Sr. Ramos entregando um papel com os nomes do material.
-Tudo bem, vou agora mesmo.- falou Egídio.
Como ainda sentia dificuldade de andar em Salvador, foi até Sr. João para pedir orientação:
Sr.João explicou com detalhes e ponto de referencia, depois rindo disse:
-Quem tem boca vai a roma, se por acaso se perder, peça informação.-
Não foi difícil encontra a casa comercial, depois de conferir todas as peças, foi para o ponto pegar o transporte de volta para oficina, mas como começou a chuviscar parou num barzinho para tomar um cafezinho e observava tranquilamente o movimento das pessoas de um lado para o outro, quando de repente seus olhos repararam com a jovem que nunca saíra dos seus pensamentos, sera que estaria sonhado? A jovem andava muito rápido, por causa da chuva, mesmo com a sombrinha cor de rosa ele podia ver a beleza da moça.
- Não posso perde-la de vista, se perder essa oportunidade talvez não a veja nunca mais. - pensou o rapaz correndo em direção da jovem que se misturam com gente procurando se abrigar da chuva. Para alegria de Egídio a jovem estava parada na livraria conversando com um vendedor, esperou da entrada da loja, ela comprou um livro e se preparava para sair:
Oh!Deus, me dê coragem, não posso perder essa oportunidade talvez seja a ultima.-E sem pestanejar andou em sua direção, engoliu a saliva e falou:
- Bom dia! - respondeu assustada.
- Não se recorda de mim. - perguntou decepcionado.
- Eu te conheço de algum lugar, não me lembro de onde.- o semblante do rapaz caiu, ele esperava que ela dissesse:
-Até que fim te encontrei-Ou algo parecido. - pensou.
Sem saber onde achou tanta coragem falou:
-Pois pra mim foi ao contrario, não conseguir te esquecer desde aquele dia em que esbarrei com você no ponto do bonde. - Quando terminou de falar, estava com o rosto corado.
- Ah! agora estou me lembrando, o rapaz que derrubou os meus livros.- respondeu a moça encabulada e tudo indicava que embora dissesse não lembrava dele, também não tinha esquecido.
- Me chamo Egídio, agora posso saber seu nome?-Perguntou o rapaz, já se sentindo o tal.
-Elizabeth Martins. - e apertou a mão que Egídio estendeu.
- Não me leve a mal, mas se for possível gostaria de fazer um convite. - falou o rapaz.
- Qual? - perguntou a Elizabeth curiosa.
- Aceitaria tornar um sorvete amanhã a tarde? - perguntou Egídio.
Mas antes da moça responder, uma voz masculina interrompeu:
- Bom dia Betinha. -
-Meu DEUS não é possível! - pensou Egídio chateado.

Obaaaaaaaaaa tá esquentando !
ResponderExcluirTo gostando e falando de amor então prima ...