quinta-feira, 5 de maio de 2011

" LAR DOCE LAR! "



Segundo capítulo

O sol despontava no lindo céu azul, como um raio de esperança! Egídio levantou-se rapidamente com receio de voltar atrás, queria  comunicar ao pai a decisão que tomará, não podia perder tempo e nada que seu pai dissesse o faria desistir não suportava mais aquela situação.

Seus olhos encheram-se de lágrimas ao comtemplar a ampla sala, com uma grande mesa de madeira rústica os dois bancos compridos de cada lado da mesa que já estava preparada para o café da manhã, com uma cestinho de vime  com pães fresquinhos  e um bule com café que deixava um delicioso aroma no ar, era costume do seu pai acordar cedo e deixar tudo pronto para seus filhos, tudo era simples, mas muito aconchegante.
Do outro lado da sala uma enorme estante da mesma madeira da mesa com uma imensa quantidade de livros de temas variados, a literatura era gosto de família. Exemplo: historias infantis,  livros policias, romances uma pequena biblioteca, senhor Oscar se orgulhava muito, nada lhe dava maior prazer que a leitura, fazia lindos poemas que guardava com carinho. Egídio notou no canto da mesa um livro grosso, o mesmo que estava na mão do pai durante a noite passada, se aproximou pegou o livro de capa preta e leu: A bíblia Sagrada, abraçou aquele livro como abraçasse o próprio Deus, olhou para o alto e falou no coração: Senhor me dê forças, neste momento ouviu o barulho da porta, assustou-se e esperou o pai entrar e falou rápido com receio de não ter coragem:
¬Meu pai vou para Salvador!


- Que brincadeira é essa? -perguntou o pai sem entender.
- Quero ajudar o senhor, preciso  trabalhar e aqui em Mata de São João já procurei uma maneira  de ganhar dinheiro, e não conseguir, vou para Salvador.
- Como assim? você já decidiu sem procurar saber minha opinião? - O senhor Oscar estava muito nervoso e Egídio sabia que não seria fácil fazer o pai entender como era importante para ele sente-se útil, diminuir a carga do seu velho , desde a morte da mãe, dona Leonidia, o pai se dedicava completamente aos filhos .
Tomou coragem e mais uma vez tentou convencer o pai que só estava tomando esta decisão por amor a família, e que não estava abandonado sua casa, e sim buscando solução.
- Tudo vai dá certo pai!  vou conseguir um emprego, venho todos os meses e trago dinheiro para o conserto da casa. É melhor assim!
Senhor Oscar encarou seu filho com os olhos marejados de lágrimas, sua voz estava firme, mas por dentro
escondia um grito na garganta e a vontade de dizer: Você não vai, esta decidido eu sou seu pai e não vou deixar, mas o que saiu da sua boca foi: - Filho eu só quero que saiba uma coisa, o mundo lá fora é uma selva, onde as feras maiores devoram as menores, é a lei da sobrevivência. Nossa casa é humilde, não possui luxo mas existe amor, e torna-se um castelo forte. Depois de DEUS a família é a base de tudo. Você tem livre arbítrio, não estou convencido que essa sua decisão está certa, mas, você é livre!
- Egídio ficou balançado mas tinha que tentar. Disse:- Quero a sua benção. -
-Você esta abençoado meu filho. -  Sem olhar para filho foi até a janela onde os outros filhos brincavam tranquilamente em uma gangorra sem perceber o que se passava.
Egídio antes de sair da sala, olhou aquela figura alta magra o rosto fino, o bigode marcante parecia um general, aquele era seu pai seu herói.
  
 
CONTINUA...

                                                                      Oscar Pereira

3 comentários:

  1. Com pode as palavras nos fazer voltar ao tempo tão remoto quanto as suas prima ?
    Parece que estou vendo perfeitamente aquela estação cheia de gente apressada, o dia mal começando ,as plantinhas ainda com as gotas do orvalho por causa da neblina,o canto de uma araponga bem longe, o apito do trem avisando sua chegada e a dor da partida !
    É muito forte .

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  2. me senti como se eu estivesse la na sala assistindo o dialogo entre pai e filho me emocionei.
    (Nicinha)

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  3. Me senti como se eu estivesse la na sala assistindo o dialogo entre pai e filho me emocionei!
    (Nicinha)

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