sábado, 21 de maio de 2011

"SEM LUTAS NÃO HÁ VITÓRIAS"

Resultado de imagem para multidão na estação desenho

SÉTIMO CAPITULO 


Os olhos de Egídio brilharam de raiva daquele rapaz que antes tinha achado muito simpático, agora ele queria matar os seus sonhos, tirando a esperança de mudar a sua estória. O trem parou na estação, Egídio  observou pela janela a multidão de pessoas para desembarcar na estação, era muita confusão, elas  esbarravam uma nas outras, cada uma preocupada com sua própria vida, Egídio saiu rapidamente e misturou-se com a multidão, ninguém notava sua presença, parecia invisível e isso o deixou muito assustado não estava acostumado com a frieza de comunicação dos moradores daquela cidade, de onde veio todos se conheciam até pelo nome.
Sem perceber esbarrou em uma senhora um pouco robusta, e antes de pedir desculpas, a mulher o ofendeu e perguntou se ele está cego, só faltou bater no jovem. Esse episódio o deixou apavorado, fazendo o seu coração acelerar, as mãos soavam frio parecia que ia desmaiar, era uma sensação horrível, se encostou na pilastra,respirou fundo e ficou esperando diminuir o movimento. Nesse momento lembrou-se do rapaz que encontrara no trem, e começou a entender a preocupação dele, quando ficou sabendo dos seus planos de procurar emprego sem ao menos ter um currículo ou alguém conhecido para orienta-lo, como um relâmpago um pensamento de dúvida o atormentou : será que tomará a decisão certa? Imediatamente veio a lembrança do pai que nos momentos difíceis dizia:- Filho nada na vida é fácil, temos que ser fortes e corajosos, e sempre falava essa frase quando enfrentava momentos difíceis: "Sem lutas não há vitórias". Como seu velho tinha sabedoria! mais tranquilo, falou baixinho: - Obrigado pai! Preparava-se para pedir informação a um funcionário da leste quando uma voz familiar perguntou; - Que aconteceu? me perdoe se te ofendi, só estava preocupado com você. Vamos fazer as pazes? aperta minha mão amigo. - disse Flaviano com um sorriso tão sincero que Egídio sentiu um alívio muito grande que parecia conhece-lo a anos.
- Para selar a nossa amizade, te convido para tomar um refrigerante no bar de um amigo meu, aceita?Egídio ficou feliz com a chegada do rapaz que algumas horas atrás não passava de um desconhecido e disse: Vou procurar uma pensão para alugar um quarto.

- Sei onde fica uma bem em conta, vamos ver? Se ofereceu o amigo.
Atravessaram a rua, caminhavam em direção a um prédio antigo, quando Fláviano sugeriu:
- Vamos tomar um refrigerante em lugar aconchegante.
Era um salão muito amplo com mesas e cadeiras de madeira escura e um grande balcão onde algumas pessoas conversavam alegremente.
Fláviano e Egidio se acomodaram em das mesas, logo apareceu um homem baixo com um bigodinho engraçado e perguntou:
- Qual o pedido Fláviano? – Pepi, quero te apresentar o Egidio meu amigo do trem. Falou Fláviano batendo no ombro do amigo com firmeza, os três riram, - Queremos almoçar, aquele rango que só tem aqui.
- Estou sem fome. –murmurou Egidio achando que já era demais
-Você está achado que é de graça? Quando estiver trabalhado te dou a conta, e piscou o
olho para Pepi, que saiu rindo para buscar o almoço.
Quando saíram do GRANDE PONTO, (este era o nome do restaurante de Pepi) pararam em frente a um sobrado de dois andares, Flaviano apertou a campainha e uma senhora de cabelos grisalhos abriu a porta, sorridente falou:
- É você Flaviano, enfim lembrou da sua velha amiga. -
- Bom dia tia Zequinha, vim trazer um amigo pra senhora cuidar.- falou Flaviano beijando a testa da senhora.
- Que bom! como se chama meu jovem? - perguntou a senhora.
- Egídio.- respondeu o jovem com timidez.
- Vem meu querido, vou te mostra uma quarto confortável.
- Obrigado tia! Egídio,amanhã me encontre do bar do Pepi, quero te apresentar uma pessoa que talvez possa te ajudar. Até amanhã amigo – apertou a mão de Egidio que disse emocionado: -Obrigado meu amigo.             


Continua...

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